ONDE A CIDADE MORA: ARQUITETURA MODERNA E PAISAGEM URBANA NO CENTRO DE PORTO ALEGRE NA DÉCADA DE 1950

Publicado em 23/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2610-9

Título do Trabalho
ONDE A CIDADE MORA: ARQUITETURA MODERNA E PAISAGEM URBANA NO CENTRO DE PORTO ALEGRE NA DÉCADA DE 1950
Autores
  • Félix Müller Assmann
  • Maria Yasmin Martins da Silva
  • Estêvão Steigleder Botelho
  • Raquel Lima
Modalidade
Artigo
Área temática
EIXO TEMÁTICO 1 - Paisagem Cultural: um conceito em discussão e suas tipologias - Paisagem e geografia / Paisagem e arte / Paisagem e arqueologia / Paisagem e ambiente / Paisagem e patrimônio / Paisagem urbana e paisagem cultural / Jardins históricos e paisagismo / Paisagens rurais, industriais e da mineração / Categorias de paisagem da UNESCO e sua aplicabilidade / Rotas e itinerários culturais.
Data de Publicação
23/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1449432-onde-a-cidade-mora--arquitetura-moderna-e-paisagem-urbana-no-centro-de-porto-alegre-na-decada-de-1950
ISBN
978-65-272-2610-9
Palavras-Chave
Década de 1950, Arquitetura moderna em Porto Alegre, Habitação multifamiliar, Desenvolvimento urbano, Tipologia de edifícios multifamiliares, Lazer urbano.
Resumo
O presente artigo tem como objetivo apresentar um itinerário cultural de modernidade que relacione paisagem e desenvolvimento urbano, enfatizando tipologias de edifícios multifamiliares e lazer urbano no centro da cidade Porto Alegre - RS. A transição de Porto Alegre como uma cidade com traços coloniais para uma metrópole no século XX é expressa, especialmente, no centro, onde se desenvolvem atividades residenciais, culturais e econômicas. Contudo, continua sendo, até os dias atuais, lugar de moradia e permanência, compondo um cenário íntegro da vida urbana. O artigo demonstra, por meio de cinco exemplares, a importância de edifícios dos anos de 1950 e a sua integração na paisagem urbana, registrando modos de morar e de viver de seus habitantes. São estes: O Edifício Santa Terezinha (1950) apresenta gabarito moderado, com pavimento térreo e nove pavimentos tipo, abrigando duas unidades residenciais por andar. Sua configuração evidencia soluções funcionais, características do ideário moderno, priorizando a organização interna e a eficiência do uso do solo urbano, ainda que com limitada expressividade formal na fachada principal. O Edifício Jaguaribe (1951) destaca-se pela verticalização, com vinte e seis pavimentos e três unidades por andar, além de maior complexidade programática. Sua composição arquitetônica revela refinamento plástico e estrutural, expressando os avanços técnicos e maturidade da arquitetura moderna brasileira no início da década de 1950. O Edifício Santa Tecla (1953) possui afastamentos das laterais, concebendo volume isolado no lote, contando com pavimento térreo e vinte e dois pavimentos tipo, duas unidades de apartamentos idênticos por andar, sendo estes unidos pelo volume proeminente da escada e portando elevado número de elevadores. O Edifício Presidente Antônio Carlos (1957), mescla uso residencial e comercial em sua pureza volumétrica. É composto por duas torres, unidas por um bloco de circulação vertical, com dezesseis pavimentos tipos, com duas unidades por andar. O Edifício Porto Alegre (1959) está situado em um terreno de esquina e exemplifica a lapidação formal moderna através de suas soluções funcionais aplicadas. Possui um pavimento térreo parcialmente destinado a lojas e doze pavimentos tipo com duas unidades de apartamentos por andar. O estudo dos edifícios citados culminou no desenvolvimento de fichas comparativas, somadas a pesquisas em teses e artigos. Com isso, buscou-se compreender o contexto histórico e isolado de cada edifício e analisar aspectos projetuais, sendo estes: contexto, sítio, plano, volume, fachadas e espaços internos. Dessa maneira, o trabalho em questão revela a presença do modernismo em Porto Alegre por meio dos edifícios pesquisados, estes situados no Centro Histórico, cenário de efervescência cultural e econômica, configurando-se como um espaço de interrelação temporal, onde patrimônio moderno e histórico coexistem, abrigando as múltiplas funções exercidas na cidade, sendo estas essenciais ou facultativas. Assim, busca-se fazer uma relação entre a arquitetura produzida no período da década de 1950, com o então modo de vida urbano moderno.
Título do Evento
7º COLÓQUIO IBERO-AMERICANO PAISAGEM CULTURAL, PATRIMÔNIO E PROJETO
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ASSMANN, Félix Müller et al.. ONDE A CIDADE MORA: ARQUITETURA MODERNA E PAISAGEM URBANA NO CENTRO DE PORTO ALEGRE NA DÉCADA DE 1950.. In: Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto. Anais...Belo Horizonte(MG) 2026, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1449432-ONDE-A-CIDADE-MORA--ARQUITETURA-MODERNA-E-PAISAGEM-URBANA-NO-CENTRO-DE-PORTO-ALEGRE-NA-DECADA-DE-1950. Acesso em: 25/09/2026

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