PATRIMÔNIO EM ZONAS ÚMIDAS.

Publicado em 23/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2610-9

Título do Trabalho
PATRIMÔNIO EM ZONAS ÚMIDAS.
Autores
  • Luisa Gertrudis Duran Roca
  • Guilherme Martins Meneguzzi
Modalidade
Artigo
Área temática
EIXO TEMÁTICO 3 - Paisagem Cultural e água - Paisagens ribeirinhas, fluviais e costeiras / Frentes d’água urbanas, portos históricos, manguezais e deltas culturais / Bacias hidrográficas como unidades de gestão cultural / Termalismo e estâncias hidrominerais / Água, cidade e planejamento / Patrimônios hidráulicos e infraestruturas da água / Saberes tradicionais e cosmologias das águas / Cultura alimentar e água / Mudanças climáticas / Turismo e rotas culturais da água / Paisagem e cidades balneário.
Data de Publicação
23/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1449386-patrimonio-em-zonas-umidas
ISBN
978-65-272-2610-9
Palavras-Chave
Zonas Úmidas, Sinergias, Convenção de Ramsar, Convenção de Patrimônio Mundial, São Luiz de Maranhão, Parque Nacional Lagoa do Peixe
Resumo
Propomos nesta comunicação contribuir com a definição de um campo específico para a gestão do patrimônio cultural em zonas úmidas (wetlands, humedales) considerando a relevância para a sobrevivência planetária destes ecossistemas e estabelecer sinergias entre os acordos multilaterais da UNESCO: a Convenção de Ramsar sobre Zonas Úmidas (1971) e as Convenções de Patrimônio Mundial, Cultural e Natural (1972) e de Patrimônio Mundial Intangível (2003). Apresentamos dois estudos de caso: o Centro Histórico de São Luiz de Maranhão, inscrito na Lista de Patrimônio Mundial em 1997 e O Parque Nacional Lagoa do Peixe, localizado nos municípios de Tavares, Mostardas e São José do Norte no extremo sul do Rio Grande do Sul, na estreita franja entre a Lagoa dos Patos e o Atlântico, nomeado como Sitio Ramsar no. 603. Colocamos com fundamentos as seguintes premissas: 1) a interação natureza/cultura como uma relação processual e histórica que define paisagens culturais, bens e práticas patrimoniais com capacidade de se tornar recursos para o desenvolvimento sustentável; 2) o papel que desempenha o patrimônio como suporte da memória coletiva, da identidade cultural e da subsistência econômica das comunidades associadas e 3) a constatação de que as zonas úmidas são altamente vulneráveis em decorrência das relações tensas e conflitivas entre meio ambiente e desenvolvimento. Entre 1970 e 2015, 35% das zonas úmidas do planeta desapareceram. Na capital do Estado de Maranhão é possível articular as três Convenções. Como sítios Ramsar nas imediações da cidade estão a Área de Proteção Ambiental das Reentrâncias Maranhenses (1993), o Parque Estadual Marinho do Parcel de Manuel Luís (1993) e a Área de Proteção Ambiental da Baixada Maranhense (2000); como patrimônio cultural, além do Centro Histórico de São Luiz estar na Lista de Patrimônio Mundial Cultural, o “Bumba-meu-boi, complexo da prática cultural do Maranhão” entrou na Lista representativa do patrimônio imaterial da humanidade (2011) e no entorno expandido, encontram-se o Parque Nacional dos Lenções Maranhenses, recentemente inscrito como Patrimônio Mundial Natural (2024) e o Centro Histórico de Alcântara, tombado em nível federal. A riqueza natural da Lagoa do Peixe oferece possibilidades de observação de fauna, pesca tradicional e serviços decorrentes das práticas culturais por serem estudadas; há também dois sítios urbanos com relativo grau de autenticidade, associados a expansão lusitana, a migração açoriana do século XVIII e a presença quilombola: São Luiz das Mostardas e São José do Norte. As maiores ameaças a este frágil entorno, além das enchentes, são os extensos cultivos de arvores exóticas para a indústria de papel e um possível projeto de uma grande infraestrutura portuária no município de Arroio do Sal. Nos dois casos as delimitações patrimoniais e ambientais isoladas e desarticuladas entre elas e com relação às bacias hidrográficas, comprometem a gestão integrada. Acreditamos que o trabalho interdisciplinar, a aplicação dos dispositivos contidos nas convenções e a relação das dimensões ambiental, natural, cultural material e imaterial potencializará a preservação do patrimônio como recurso para o desenvolvimento sustentável privilegiando as comunidades que por gerações foram seus verdadeiros guardiães.
Título do Evento
7º COLÓQUIO IBERO-AMERICANO PAISAGEM CULTURAL, PATRIMÔNIO E PROJETO
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ROCA, Luisa Gertrudis Duran; MENEGUZZI, Guilherme Martins. PATRIMÔNIO EM ZONAS ÚMIDAS... In: Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto. Anais...Belo Horizonte(MG) 2026, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1449386-PATRIMONIO-EM-ZONAS-UMIDAS. Acesso em: 25/09/2026

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