AXIS-MUNDI: CARTOGRAFIA REGRESSIVA, HISTÓRIAS PARTILHADAS E CIRCULAÇÕES PLANETÁRIAS NA CIDADE DO MÉXICO

Publicado em 23/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2610-9

Título do Trabalho
AXIS-MUNDI: CARTOGRAFIA REGRESSIVA, HISTÓRIAS PARTILHADAS E CIRCULAÇÕES PLANETÁRIAS NA CIDADE DO MÉXICO
Autores
  • Mauricio Cavalcante Lima
Modalidade
Artigo
Área temática
EIXO TEMÁTICO 1 - Paisagem Cultural: um conceito em discussão e suas tipologias - Paisagem e geografia / Paisagem e arte / Paisagem e arqueologia / Paisagem e ambiente / Paisagem e patrimônio / Paisagem urbana e paisagem cultural / Jardins históricos e paisagismo / Paisagens rurais, industriais e da mineração / Categorias de paisagem da UNESCO e sua aplicabilidade / Rotas e itinerários culturais.
Data de Publicação
23/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1449353-axis-mundi--cartografia-regressiva-historias-partilhadas-e-circulacoes-planetarias-na-cidade-do-mexico
ISBN
978-65-272-2610-9
Palavras-Chave
História do Urbanismo, Hibridismo cultural, México, Colonialismo Ibérico
Resumo
Elegendo a Cidade do México, antiga capital mexica sob o nome de Tenochtitlán, como estudo de caso, a partir dos conceitos de “paisagem cultural” (SANTOS, 1996; MENESES, 2002), “mundialização” (GRUZINSKI, 2004) e “hibridismo cultural” (BURKE, 2003), procura-se discutir a natureza híbrida da paisagem dessa cidade em interface ao seu entorno, os arredores do Lago Texcoco, suas preexistências nativas e outras zonas do colonialismo Ibérico em uma perspectiva de longa duração (BRAUDEL, 1979a, 1979b). Para isso, por meio de um arcabouço teórico e metodológico plural, vale-se de fontes primárias diversas - cartas-relatório, cartografias, relaciones geográficas, códices mixteco-nahuas, relatos e cantos - em associação a mídias atuais, essenciais não apenas para tratar dessa temática em específico, mas também para o estudo do território e suas paisagens a partir de perspectivas decoloniais. Na região central do México, em meio às águas salobras do Lago Texcoco, como prenunciado pelo deus Huitzilopochtli, foi formada por volta de 1325 a capital Tenochtitlán, que em seu período áureo passou a subjugar inúmeros altepeme juntamente a Texcoco e Tacuba, estabelecendo-se como um polo de poder no Vale do México. A capital apresentava três vias principais que se conectavam à terra firme e convergiam no Templo Maior, o axis-mundi, local onde as dimensões espaciais da cosmovisão nativa, a horizontal - centro e os quatro rumos da terra - e vertical - céu, terra e inframundo -, convergiam. A escolha de Cortés, em 1522, de transformar a antiga capital no centro da expansão castelhana pela Mesoamérica, mesmo que debatida, justificava-se, como aponta George Kubler (1948), por três principais razões: a capacidade econômica do sítio, seu valor estratégico e o seu prestígio. Passa a constituir um caso notório do processo de urbanização colonial e das complexas e múltiplas relações de fertilização mútua estabelecidas entre nativos e estrangeiros e o ambiente circundante, em terra e ultramar. A Cidade do México e seu entorno são produtos e vetores, objetos materiais e suportes de informações de tipo relacional. Dessa maneira, essa paisagem não é palco ou cenário, mas agente ativo, no qual as informações morfológicas, tecnológicas e funcionais desembocam no mundo das relações estabelecidas entre sujeitos. Nesse sentido, para esse estudo, tem-se como alicerce teórico a conceituação de paisagem encontrada nos estudos de Milton Santos (2004) e Ulpiano Bezerra de Meneses (2009), o que pede uma extrapolação dos limites geográficos da Cidade do México para a sua análise e o uso crítico, amplo e articulado da arqueologia e cultura material. A partir desse conjunto de fontes primárias e secundárias, a capital do vice-reino da Nova Espanha, enquanto paisagem cultural híbrida, mostrou-se não apenas como axis-mundi da esfera horizontal e vertical no pensamento nativo, mas também como centro do projeto de mobilização ibérica, atuando como polo administrativo, militar, político e cultural, capaz de articular o necessário para o projeto colonial empreendido pela Coroa Espanhola e pela Igreja, com sua história conectada à circulação de pessoas, objetos e saberes, no qual o nativo assumiu um papel de protagonismo.
Título do Evento
7º COLÓQUIO IBERO-AMERICANO PAISAGEM CULTURAL, PATRIMÔNIO E PROJETO
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

LIMA, Mauricio Cavalcante. AXIS-MUNDI: CARTOGRAFIA REGRESSIVA, HISTÓRIAS PARTILHADAS E CIRCULAÇÕES PLANETÁRIAS NA CIDADE DO MÉXICO.. In: Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto. Anais...Belo Horizonte(MG) 2026, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1449353-AXIS-MUNDI--CARTOGRAFIA-REGRESSIVA-HISTORIAS-PARTILHADAS-E-CIRCULACOES-PLANETARIAS-NA-CIDADE-DO-MEXICO. Acesso em: 25/09/2026

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