FUNDAMENTOS ONTOLÓGICOS NA INSTRUÇÃO DE PROCESSOS DE SALVAGUARDA DE PAISAGENS

Publicado em 23/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2610-9

Título do Trabalho
FUNDAMENTOS ONTOLÓGICOS NA INSTRUÇÃO DE PROCESSOS DE SALVAGUARDA DE PAISAGENS
Autores
  • Lucas Canestri
  • Mariana Gravina Prates Junqueira
  • Ana Paula Lemes de Souza
Modalidade
Artigo
Área temática
EIXO TEMÁTICO 1 - Paisagem Cultural: um conceito em discussão e suas tipologias - Paisagem e geografia / Paisagem e arte / Paisagem e arqueologia / Paisagem e ambiente / Paisagem e patrimônio / Paisagem urbana e paisagem cultural / Jardins históricos e paisagismo / Paisagens rurais, industriais e da mineração / Categorias de paisagem da UNESCO e sua aplicabilidade / Rotas e itinerários culturais.
Data de Publicação
23/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1449286-fundamentos-ontologicos-na-instrucao-de-processos-de-salvaguarda-de-paisagens
ISBN
978-65-272-2610-9
Palavras-Chave
Metodologia, Paisagem, Políticas Públicas
Resumo
O artigo tem o propósito de sugeri uma abordagem metodológica que busca enfatizar o ponto de partida ontológico como diretriz que vai reportar a paisagem. O enfoque ontológico é um centro de gravidade que pode auxiliar na formação de consensos acadêmicos, mas, também institucionais. A problemática da conceituação da paisagem no cenário internacional e nacional vem sendo apresentada na literatura por meio de revisões bibliográficas, documentais e ensaios teóricos (Zanirato, 2020). No documento seminal formulado no âmbito da Sociedade das Nações em 1931 foi concebido que, embora a paisagem pudesse ter agenciamento humano, esta se encontrava fundamentalmente nos ambientes pouco transformados por ações antrópicas. O entendimento de que natureza e cultura eram campos separados teve como desdobramento institucional a divisão das incumbências e que estes patrimônios deveriam ser tratados por agências diferenciadas, este dualismo ampliou as dificuldades de considerar a paisagem como um patrimônio cultural e tem consequências até nos dias atuais. Buscando desviar de monismos, dualismos e mesmo dualidades, foi formulado um modelo de análise orientado pela criatividade de Karl Popper. Conhecido como a “teoria dos três mundos”, é uma teoria pluralista e interacionista, que defende a tese das relações existentes entre o primeiro mundo (M1) - o mundo dos objetos, dos corpos e fenômenos físicos, químicos e biológicos, seus estados e forças; o segundo mundo (M2) - o mundo dos estados de consciência/inconsciência, das emoções ou estados mentais, ou ainda, o mundo das disposições comportamentais para a ação; e o terceiro mundo (M3) - formado pelos produtos do intelecto humano, este mundo funciona como provisão de saber da qual os membros de uma comunidade retiram os elementos que permitem suas interpretações. O M1 e o M2 mantêm um intercâmbio tão imediato quanto o M2 e o M3. Contudo, o M1 e o M3 só interagem indiretamente, por meio da mediação do M2. A interação ocorre por meio de duas forma distintas de conhecimento e pensamento: (i) a subjetivista - entre M1-M2, e (ii) a objetivista - entre M2-M3. Deste quadro teórico derivam cinco categorias analíticas; (1) Paisagem; (2) Interação I; (3) Indivíduos; (4) Interação II; (5) Cultura. Por fim é realizado um teste do modelo de análise comparando duas paisagens da Mantiqueira: o Parque da Serra do Papagaio e o Parque das Águas de Caxambu. Procurando coadunar com as recomendações de Zanirato (2020) as quais os conceitos se constroem em suas aplicações e se ajustam à realidade da análise e da intervenção, bem como caminhando em direção à desconstrução da separação entre patrimônio natural e cultural, busca-se demostrar que tal distinção ocorre pelas diferentes interações entre os três mundos, ou seja, quais formas subjetivas e objetivas fundamentam tecnicamente determinada paisagem (aspectos geográficos, arqueológicos, artísticos, antropológicos, históricos, biológicos, etc.). O modelo de análise proposto pode auxiliar com os estudos e dossiês que instruem os processos de patrimonialização e na criação de consensos na divisão de incumbências das agências responsáveis pela gestão das políticas públicas de salvaguarda.
Título do Evento
7º COLÓQUIO IBERO-AMERICANO PAISAGEM CULTURAL, PATRIMÔNIO E PROJETO
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

CANESTRI, Lucas; JUNQUEIRA, Mariana Gravina Prates; SOUZA, Ana Paula Lemes de. FUNDAMENTOS ONTOLÓGICOS NA INSTRUÇÃO DE PROCESSOS DE SALVAGUARDA DE PAISAGENS.. In: Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto. Anais...Belo Horizonte(MG) 2026, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1449286-FUNDAMENTOS-ONTOLOGICOS-NA-INSTRUCAO-DE-PROCESSOS-DE-SALVAGUARDA-DE-PAISAGENS. Acesso em: 25/09/2026

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