PAISAGEM ESCULPIDA: ARQUITETURA E CARTOGRAFIA COMO INSTRUMENTOS DE DIPLOMACIA CULTURAL EM FLORENÇA NOS SÉCULOS XV E XVI

Publicado em 23/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2610-9

Título do Trabalho
PAISAGEM ESCULPIDA: ARQUITETURA E CARTOGRAFIA COMO INSTRUMENTOS DE DIPLOMACIA CULTURAL EM FLORENÇA NOS SÉCULOS XV E XVI
Autores
  • Gabriel Olinto
Modalidade
Artigo
Área temática
EIXO TEMÁTICO 1 - Paisagem Cultural: um conceito em discussão e suas tipologias - Paisagem e geografia / Paisagem e arte / Paisagem e arqueologia / Paisagem e ambiente / Paisagem e patrimônio / Paisagem urbana e paisagem cultural / Jardins históricos e paisagismo / Paisagens rurais, industriais e da mineração / Categorias de paisagem da UNESCO e sua aplicabilidade / Rotas e itinerários culturais.
Data de Publicação
23/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1449109-paisagem-esculpida--arquitetura-e-cartografia-como-instrumentos-de-diplomacia-cultural-em-florenca-nos-seculos-x
ISBN
978-65-272-2610-9
Palavras-Chave
Florença, Paisagem Cultural, Diplomacia Cultural, Urbanismo
Resumo
Este trabalho propõe uma análise da paisagem cultural florentina dos séculos XV e XVI como um instrumento ativo de diplomacia cultural, inscrevendo sua conformação no processo de institucionalização progressiva de práticas diplomáticas no limiar da Idade Moderna. A investigação fundamenta-se nas premissas consagradas pela Convenção para a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural de 1972 e em suas orientações complementares, que concebem a paisagem cultural como obra conjugada do homem e da natureza, passível de operar como vetor material de significados políticos, sociais e institucionais reconhecíveis em escala local e transnacional. A precisa depicção urbanística e topográfica de Florença, conforme representada nas Crônicas de Nuremberg de 1493, constitui um fenômeno cuja interpretação demanda o reconhecimento de uma estratégia de políticas públicas multifacetadas. A viabilidade da confecção de documentos topográficos estrangeiros expondo a malha urbana florentina integrou dimensões distintas e complementares: a dimensão cartográfica, manifesta na produção e sistemática disseminação de mapas e vistas urbanas; a dimensão diplomática, que empregou artistas e artefatos visuais como agentes de comunicação institucional entre estados itálicos e forasteiros; e, por fim, a dimensão material, concretizada por um projeto urbanístico e arquitetônico dirigido pela oligarquia mercantil governante. O Concílio de Florença de 1439 conferiu urgência e escala transcontinental a esse processo, ao converter a capital toscana em epicentro de uma rede diplomática supranacional. A consagração da catedral de Santa Maria del Fiore e o patrocínio de monumentais edifícios eclesiásticos e seculares configuraram o espaço urbano como uma cenografia destinada à afirmação da res publica florentina perante concorrentes comerciais milaneses, venezianos e genoveses. A experiência florentina exemplifica historicamente a aplicabilidade do conceito de paisagem cultural como ferramenta político-social estratégica. A sinergia entre as formulações teóricas de arquitetos como Leon Battista Alberti e Antonio Filarete e a atuação de redes de artistas-diplomatas demonstra como o ambiente construído e sua representação foram metodicamente mobilizados para fins de persuasão política no cenário extra-local. Conclui-se, portanto, que o caso de Florença antecipa de modo paradigmático a noção contemporânea da paisagem cultural como um recurso diplomático fundamental para amplificar reconhecimento externo e angariar consolidada reputação de estruturação urbana.
Título do Evento
7º COLÓQUIO IBERO-AMERICANO PAISAGEM CULTURAL, PATRIMÔNIO E PROJETO
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

OLINTO, Gabriel. PAISAGEM ESCULPIDA: ARQUITETURA E CARTOGRAFIA COMO INSTRUMENTOS DE DIPLOMACIA CULTURAL EM FLORENÇA NOS SÉCULOS XV E XVI.. In: Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto. Anais...Belo Horizonte(MG) 2026, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1449109-PAISAGEM-ESCULPIDA--ARQUITETURA-E-CARTOGRAFIA-COMO-INSTRUMENTOS-DE-DIPLOMACIA-CULTURAL-EM-FLORENCA-NOS-SECULOS-X. Acesso em: 22/09/2026

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