PAISAGEM, MEMÓRIA E PERTENCIMENTO: O RIO IAPÓ COMO SÍMBOLO CULTURAL CASTRENSE

Publicado em 23/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2610-9

Título do Trabalho
PAISAGEM, MEMÓRIA E PERTENCIMENTO: O RIO IAPÓ COMO SÍMBOLO CULTURAL CASTRENSE
Autores
  • Rossana Meiko Manaka
  • Ana Claudia Carneiro de Avila
Modalidade
Artigo
Área temática
EIXO TEMÁTICO 3 - Paisagem Cultural e água - Paisagens ribeirinhas, fluviais e costeiras / Frentes d’água urbanas, portos históricos, manguezais e deltas culturais / Bacias hidrográficas como unidades de gestão cultural / Termalismo e estâncias hidrominerais / Água, cidade e planejamento / Patrimônios hidráulicos e infraestruturas da água / Saberes tradicionais e cosmologias das águas / Cultura alimentar e água / Mudanças climáticas / Turismo e rotas culturais da água / Paisagem e cidades balneário.
Data de Publicação
23/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1448934-paisagem-memoria-e-pertencimento--o-rio-iapo-como-simbolo-cultural-castrense
ISBN
978-65-272-2610-9
Palavras-Chave
Rio Iapó, Paisagem Cultural, Fenomenologia do lugar
Resumo
Qual é a relação e o significado de um rio e do meio urbano para os indivíduos que o experienciam? Como os espaços naturais e construídos moldam não apenas a cidade, mas também a percepção, a memória e a identidade de seus habitantes? O presente trabalho propõe investigar o Rio Iapó, elemento estruturador do núcleo originário da cidade de Castro, no Paraná, a partir de uma abordagem fenomenológica do lugar, compreendendo-o enquanto paisagem cultural vivida e significada. A pesquisa parte do pressuposto de que a experiência sensível do espaço — sua percepção, sua corporeidade e seu simbolismo — constitui dimensões centrais para a compreensão de como o lugar é apropriado, habitado e ressignificado pelos indivíduos ao longo do tempo. Nesse sentido, o Rio Iapó não é apenas um elemento físico do território, mas um componente estruturante da experiência urbana, memória coletiva e identidade local. A análise fundamenta-se em correntes teóricas que articulam paisagem e experiência humana, incluindo os trabalhos de Berque (1998), Collot (2013) e Norberg-Schulz (1980), que destacam a relação indissociável entre sujeito e ambiente vivido. Berque contribui ao evidenciar a inseparabilidade entre sociedade e natureza na construção do espaço cultural; Collot aprofunda a dimensão simbólica e subjetiva da paisagem; e Norberg-Schulz introduz o conceito de ‘genius loci’, ou espírito do lugar, enfatizando o papel do ambiente na formação da experiência existencial. Além do embasamento teórico, o estudo se apoia em pesquisas qualitativas, com base nas percepções sensíveis e nas narrativas orais dos moradores de Castro, que expressam modos particulares de habitar, experienciar e atribuir significado ao Rio Iapó. Embora os autores adotem perspectivas distintas, todos convergem ao propor uma leitura da paisagem que transcende a fragmentação entre sujeito e objeto, evidenciando a paisagem como lugar vivido, impregnado de sentidos existenciais, culturais e espirituais. Sob essa ótica, o Rio Iapó constitui-se como um espaço de contínua apropriação social, onde as práticas cotidianas, a memória coletiva e o imaginário popular se articulam, conferindo ao lugar múltiplas dimensões de significado. A partir desse arcabouço teórico-metodológico, o estudo elenca aspectos considerados fundamentais para a compreensão do Rio Iapó como lugar vivido e continuamente ressignificado no espaço urbano, bem como objeto de identidade cultural castrense. Destacam-se, nesse sentido, a constituição da paisagem a partir do denominado “rio que alaga” e suas influências nos primeiros traçados urbanos do núcleo originário; a religiosidade e o imaginário popular associados ao rio; e as práticas contemporâneas de lazer, turismo e bem-estar dos que usufruem do lugar. Ao reconhecer essas dimensões como expressões da experiência sensível, da memória coletiva e do pertencimento, espera-se contribuir para intervenções urbanísticas e culturais mais humanizadas, capazes de valorizar múltiplas narrativas e sentidos sobre um espaço que simboliza o início da povoação local e a identidade coletiva dos castrenses.
Título do Evento
7º COLÓQUIO IBERO-AMERICANO PAISAGEM CULTURAL, PATRIMÔNIO E PROJETO
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MANAKA, Rossana Meiko; AVILA, Ana Claudia Carneiro de. PAISAGEM, MEMÓRIA E PERTENCIMENTO: O RIO IAPÓ COMO SÍMBOLO CULTURAL CASTRENSE.. In: Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto. Anais...Belo Horizonte(MG) 2026, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1448934-PAISAGEM-MEMORIA-E-PERTENCIMENTO--O-RIO-IAPO-COMO-SIMBOLO-CULTURAL-CASTRENSE. Acesso em: 08/09/2026

Trabalho

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