PAISAGEM CULTURAL EM RISCO? MERCADO IMOBILIÁRIO E TOMBAMENTO EM SANTA MARIA - RS

Publicado em 23/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2610-9

Título do Trabalho
PAISAGEM CULTURAL EM RISCO? MERCADO IMOBILIÁRIO E TOMBAMENTO EM SANTA MARIA - RS
Autores
  • Fabiana Cremonese Bernardy
  • Bruno Cesar Euphrasio de Mello
Modalidade
Artigo
Área temática
EIXO TEMÁTICO 2 - Paisagem Cultural: estratégias de preservação, gestão e projeto - Métodos de leitura, identificação e reconhecimento da paisagem / Formas de acautelamento, salvaguarda ou proteção / Formas de intervenção e conservação / Planos de gestão / A perspectiva da Paisagem Urbano-Histórica (HUL) / Aplicação da Convenção Europeia da Paisagem / Estratégias nacionais e locais de paisagem na Ibero América / Conhecimentos tradicionais agrobiodiversidade e território / SATs e patrimônio / Cultura alimentar / O projeto da paisagem / Cidadania Paisagística / Direito à Paisagem e Direito de Paisagem / Política e Paisagem / Paisagem e direito à cidade e aos territórios / Paisagem como recurso político, econômico e/ou identitário / Paisagem e conflitos.
Data de Publicação
23/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1448531-paisagem-cultural-em-risco-mercado-imobiliario-e-tombamento-em-santa-maria-rs
ISBN
978-65-272-2610-9
Palavras-Chave
Paisagem Cultural, Tombamento, Planejamento Urbano
Resumo
Localizada na região central do estado do Rio Grande do Sul, Santa Maria é uma cidade fundada em 1797 e possui atualmente 271.735 habitantes. Sua organização urbana originou-se a partir de um acampamento militar, e seu desenvolvimento foi impulsionado pela ascensão da ferrovia. Em 1938, foi elaborado o Plano de Expansão Racional e Urbanização, que visou a abertura de avenidas, ruas e praças, causando uma explosão de construções no centro da cidade, com predomínio dos estilos Art Déco e eclético, que vieram a caracterizar esta zona histórica. Esta área, denominada pelo atual Plano Diretor como Zona 2 – o Centro Histórico – conta com cerca de 1250 imóveis que, para terem seus projetos de intervenção aprovados pela prefeitura, precisavam seguir diretrizes impostas pelo Instituto de Planejamento Municipal (IPLAN) e do Conselho Municipal de Patrimônio Histórico e Cultural (COMPHIC). Embora as avaliações dos órgãos fossem importantes para preservar a paisagem histórica, construtoras locais demonstraram insatisfação e questionavam a morosidade no processo de aprovação de projetos nesta zona, assim como a impossibilidade do aproveitamento máximo do potencial construtivo em determinados lotes. Em 2018, um novo Plano Diretor foi sancionado. Nele, trechos da nova redação atendiam às reivindicações do mercado imobiliário e da construção civil locais, tornando mais permissiva as intervenções na zona histórica, onde apenas imóveis tombados estariam submetidos à diretrizes do COMPHIC. Essa mudança colocou em risco o entorno das edificações tombadas e o centro histórico como um todo, uma vez que passava a permitir as transformações conflitantes com a morfologia existente, agravando a desvalorização do patrimônio edificado. Em contrapartida a essa medida extrema, o conselho elencou 135 edificações de caráter histórico para processo de tombamento provisório emergencial, buscando uma preservação homogênea e evitar intervenções incoerentes com o contexto, motivadas pela especulação imobiliária. Mas o tombamento levou em conta apenas e pontualmente as edificações, ou os órgãos dedicados ao patrimônio incorporaram a noção de paisagem cultural nesse processo? Nesse sentido, adota-se o conceito de paisagem cultural como abordagem teórica capaz de compreender o centro histórico enquanto um conjunto articulado de edificações, espaços e valores históricos, sociais e simbólicos. O presente trabalho investiga as motivações do processo de tombamento provisório em massa, analisando se tal iniciativa se fundamenta nessa perspectiva ou se os bens foram selecionados a partir de critérios predominantemente individuais, ou ainda como um conjunto, com vistas à preservação da paisagem histórica de forma integrada, e não apenas de edificações isoladas. As fontes e método adotados foram revisão bibliográfica e análise documental. Do ponto de vista do aporte teórico-conceitual necessário à compreensão das noções de preservação, patrimônio histórico e paisagem cultural, foram utilizadas as obras “A lâmpada da memória”, de John Ruskin (2013 [1849]), “O Culto Moderno dos Monumentos, de Alois Riegl (2014 [1903]), “A Alegoria do Patrimônio” (2017 [1992]) de Françoise Choay e “Paisagem Cultural e Patrimônio” (2007), de Rafael Winter Ribeiro.
Título do Evento
7º COLÓQUIO IBERO-AMERICANO PAISAGEM CULTURAL, PATRIMÔNIO E PROJETO
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

BERNARDY, Fabiana Cremonese; MELLO, Bruno Cesar Euphrasio de. PAISAGEM CULTURAL EM RISCO? MERCADO IMOBILIÁRIO E TOMBAMENTO EM SANTA MARIA - RS.. In: Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto. Anais...Belo Horizonte(MG) 2026, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1448531-PAISAGEM-CULTURAL-EM-RISCO-MERCADO-IMOBILIARIO-E-TOMBAMENTO-EM-SANTA-MARIA-RS. Acesso em: 08/09/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes