LARANJEIRAS NASCIDA DO BATISMO DAS ÁGUAS CLARAS, SONORAS E MURMURANTES DO COTINGUIBA.

Publicado em 23/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2610-9

DOI
10.29327/9786527226109.1448433  
Título do Trabalho
LARANJEIRAS NASCIDA DO BATISMO DAS ÁGUAS CLARAS, SONORAS E MURMURANTES DO COTINGUIBA.
Autores
  • Eder Donizeti da Silva
  • Adriana Dantas Nogueira
  • Julia Perecin Nogueira Silva
Modalidade
Artigo
Área temática
EIXO TEMÁTICO 3 - Paisagem Cultural e água - Paisagens ribeirinhas, fluviais e costeiras / Frentes d’água urbanas, portos históricos, manguezais e deltas culturais / Bacias hidrográficas como unidades de gestão cultural / Termalismo e estâncias hidrominerais / Água, cidade e planejamento / Patrimônios hidráulicos e infraestruturas da água / Saberes tradicionais e cosmologias das águas / Cultura alimentar e água / Mudanças climáticas / Turismo e rotas culturais da água / Paisagem e cidades balneário.
Data de Publicação
23/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1448433-laranjeiras-nascida-do-batismo-das-aguas-claras-sonoras-e-murmurantes-do-cotinguiba
ISBN
978-65-272-2610-9
Palavras-Chave
Cultura, Água, História, Cidade, Preservação.
Resumo
A colonização do Vale do Cotinguiba, no interior do Estado de Sergipe no Nordeste brasileiro e, a implantação, em sua região, de cidades especialmente banhadas pelo Rio de mesmo nome, são descritas em muitas estórias e histórias, a mais romântica fala da cidade de Laranjeiras que “nasceu de uma flor de laranjeira, que simboliza a virgindade das noivas tomadas como esposa pelo heroico Rio Cotinguiba”. Este Rio também chamado, por volta de 1603, de “Cotendiba”, foi determinante na fixação nesta região da Ordem Jesuíta, no início do século XVII e, na implantação, no final deste mesmo século, do povoado chamado de Laranjeiras que se consolidou como núcleo urbano em 1794, atingindo a categoria de cidade em 1848, devido principalmente à presença de mais de 300 engenhos de açúcar movidos por animais, mas especialmente, movidos por águas. Esta comunicação pretende ressignificar a história urbana da cidade de Laranjeiras tendo o Rio Cotinguiba como coadunador de muitas das transformações, alterações, destruições, refazimentos, repristinações, consolidações, na ambiência da Paisagem Cultural desta localidade. A relação das águas do Rio Cotinguiba com a formação da Paisagem Cultural do interior de Sergipe e da cidade de Laranjeiras, no atravessar dos séculos, vai além da escolha dos Jesuítas em 1701 pelo local chamado de “Retiro”, adentram na sua relação com os sete períodos históricos que descrevem a cidade: 1.doação; 2.colonização; 3.organização (séculos XVII e XVIII); 4.período comercial (1863 a 1877); 5.período do ouro (1878 a 1904), sendo estes últimos que colocaram o Rio Cotinguiba em maior protagonismo, pois constituíram a cidade como um porto (Porto Quaresma) e como base de exportação comercial do açúcar e instalação na cidade de Trapiches e Casas Comerciais, culminando na consolidação da ambiência construída e de hábitos, mas também de dúvidas e formação de mentalidades contrárias à forma de agir daquela sociedade que iria rapidamente atingir seu declínio a partir de 1904 (Período 6). Esse protagonismo do Rio Cotinguiba pode ser prenunciado na fala do Imperador D. Pedro II em sua visita à cidade de Laranjeiras em 14 de janeiro de 1860 descrevendo “o gemido tão doce, tão suave do rio, lambendo as margens formosas...parecia harmonizar-se com a sublimidade da scena”. A relação do Rio com a Paisagem Cultural produziu edificações, mas também, imaginários e patrimônios imateriais como o Reisado, Lambe Sujo, Cheganças, Penitentes, Bom Jesus dos Navegantes, numa relação de diálogo entre os seres humanos e a ambiência. O uso e interação da cidade com o Rio Cotinguiba, a partir de 1980, considera-se como Período sétimo, impôs outras manifestações de protagonismo, infelizmente negativas, como alargamento de sua calha, poluição ambiental produzida pelo esgoto doméstico, resíduos das fábricas instaladas no Vale, etc. Ressignificar a história da cidade de Laranjeiras a partir do papel do Rio Cotinguiba frente a práticas, crenças e adaptações de uma sociedade ao seu ambiente, confluem não apenas para a consolidação, identidade e valoração da memória, mas para a preservação, conservação e prevenção de aspectos antes não percebidos na produção da Paisagem Cultural.
Título do Evento
7º COLÓQUIO IBERO-AMERICANO PAISAGEM CULTURAL, PATRIMÔNIO E PROJETO
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

SILVA, Eder Donizeti da; NOGUEIRA, Adriana Dantas; SILVA, Julia Perecin Nogueira. LARANJEIRAS NASCIDA DO BATISMO DAS ÁGUAS CLARAS, SONORAS E MURMURANTES DO COTINGUIBA... In: Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto. Anais...Belo Horizonte(MG) 2026, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1448433-LARANJEIRAS-NASCIDA-DO-BATISMO-DAS-AGUAS-CLARAS-SONORAS-E-MURMURANTES-DO-COTINGUIBA. Acesso em: 25/09/2026

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