DO ARQUIVO AO PROJETO: A DIGITALIZAÇÃO DA ARQUITETURA PAISAGISTA COMO INSTRUMENTO PARA COMPREENDER O PASSADO E PROJETAR O FUTURO DO ESPAÇO PÚBLICO

Publicado em 23/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2610-9

Título do Trabalho
DO ARQUIVO AO PROJETO: A DIGITALIZAÇÃO DA ARQUITETURA PAISAGISTA COMO INSTRUMENTO PARA COMPREENDER O PASSADO E PROJETAR O FUTURO DO ESPAÇO PÚBLICO
Autores
  • Duarte Natário
  • Teresa Portela Marques
  • Fatima Bacharel
Modalidade
Artigo
Área temática
EIXO TEMÁTICO 2 - Paisagem Cultural: estratégias de preservação, gestão e projeto - Métodos de leitura, identificação e reconhecimento da paisagem / Formas de acautelamento, salvaguarda ou proteção / Formas de intervenção e conservação / Planos de gestão / A perspectiva da Paisagem Urbano-Histórica (HUL) / Aplicação da Convenção Europeia da Paisagem / Estratégias nacionais e locais de paisagem na Ibero América / Conhecimentos tradicionais agrobiodiversidade e território / SATs e patrimônio / Cultura alimentar / O projeto da paisagem / Cidadania Paisagística / Direito à Paisagem e Direito de Paisagem / Política e Paisagem / Paisagem e direito à cidade e aos territórios / Paisagem como recurso político, econômico e/ou identitário / Paisagem e conflitos.
Data de Publicação
23/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1448254-do-arquivo-ao-projeto--a-digitalizacao-da-arquitetura-paisagista-como-instrumento-para-compreender-o-passado-e-p
ISBN
978-65-272-2610-9
Palavras-Chave
arquitetura paisagista, lisboa, projeto, espaço publico
Resumo
A investigação doutoral em curso centra-se na identificação e análise do contributo dos arquitetos paisagistas no espaço público da cidade de Lisboa entre 1970 e 2000, um período marcado por profundas transformações políticas, institucionais e urbanas. Através do estudo de projetos, planos e obras desenvolvidos no âmbito da administração municipal e da prática privada, a investigação procura compreender de que modo a Arquitetura Paisagista participou na reconfiguração do espaço público, na introdução de estruturas verdes e na integração progressiva de preocupações ecológicas, sociais e paisagísticas na cidade contemporânea. O trabalho assenta num levantamento sistemático de documentação escrita, desenhada e fotográfica proveniente do Arquivo Municipal de Lisboa, do acervo do Forte de Sacavém integrado no SIPA e de espólios pessoais de arquitetos paisagistas ativos no período em análise, complementado por publicações técnicas e entrevistas. Este processo revelou não apenas a riqueza e diversidade das intervenções realizadas, mas também uma fragilidade estrutural no modo como este património projetual se encontra organizado, acessível e integrado nos processos atuais de planeamento e projeto. Apesar da existência de arquivos públicos extensos, grande parte da informação permanece dispersa, pouco digitalizada e de difícil consulta. Como consequência, muitas intervenções contemporâneas no espaço público são desenvolvidas sem uma leitura aprofundada das soluções anteriormente projetadas e construídas, contribuindo para descontinuidades conceptuais, perda de memória disciplinar e fragilização da coerência urbana. Esta condição não é exclusiva do contexto português, encontrando paralelos em diversas cidades brasileiras, onde arquivos técnicos relevantes da Arquitetura Paisagista e do planeamento urbano permanecem igualmente fragmentados ou pouco acessíveis, apesar da sua relevância patrimonial e cultural. Neste contexto ibero-americano partilhado, a comunicação defende a digitalização sistemática dos projetos históricos de Arquitetura Paisagista como um passo fundamental para transformar o arquivo num recurso ativo. Propõe-se o desenvolvimento de plataformas digitais georreferenciadas que funcionem como repositórios integrados da produção projetual, organizadas à escala do espaço público. Cada lugar passaria a concentrar informação estruturada sobre plantas históricas, autores, equipas técnicas, datas de conceção, execução e requalificações sucessivas, bem como referências completas aos espólios de origem. Mais do que instrumentos de preservação, estas plataformas constituem ferramentas de apoio ao projeto, à investigação e à gestão urbana, permitindo fundamentar decisões futuras a partir do conhecimento acumulado. Ao tornar visível o passado projetual da paisagem urbana, reforça-se a identidade disciplinar da Arquitetura Paisagista e promove-se uma abordagem mais consciente, contínua e culturalmente informada à transformação do espaço público. A digitalização dos arquivos emerge, assim, como um elo estratégico entre património, paisagem e projeto, relevante tanto para o contexto português como para o brasileiro, no quadro mais amplo do debate ibero-americano sobre paisagem cultural.
Título do Evento
7º COLÓQUIO IBERO-AMERICANO PAISAGEM CULTURAL, PATRIMÔNIO E PROJETO
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

NATÁRIO, Duarte; MARQUES, Teresa Portela; BACHAREL, Fatima. DO ARQUIVO AO PROJETO: A DIGITALIZAÇÃO DA ARQUITETURA PAISAGISTA COMO INSTRUMENTO PARA COMPREENDER O PASSADO E PROJETAR O FUTURO DO ESPAÇO PÚBLICO.. In: Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto. Anais...Belo Horizonte(MG) 2026, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1448254-DO-ARQUIVO-AO-PROJETO--A-DIGITALIZACAO-DA-ARQUITETURA-PAISAGISTA-COMO-INSTRUMENTO-PARA-COMPREENDER-O-PASSADO-E-P. Acesso em: 25/09/2026

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