YGÁPÉBA: UMA TRAVESSIA DE JANGADA E DE CARRETA PELA PAISAGEM CULTURAL LENDÁRIA QUE CIRCUNDA OS CORPOS D’ÁGUA DO LITORAL NORTE GAÚCHO

Publicado em 23/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2610-9

Título do Trabalho
YGÁPÉBA: UMA TRAVESSIA DE JANGADA E DE CARRETA PELA PAISAGEM CULTURAL LENDÁRIA QUE CIRCUNDA OS CORPOS D’ÁGUA DO LITORAL NORTE GAÚCHO
Autores
  • Lilian Maus Junqueira
Modalidade
Artigo
Área temática
EIXO TEMÁTICO 3 - Paisagem Cultural e água - Paisagens ribeirinhas, fluviais e costeiras / Frentes d’água urbanas, portos históricos, manguezais e deltas culturais / Bacias hidrográficas como unidades de gestão cultural / Termalismo e estâncias hidrominerais / Água, cidade e planejamento / Patrimônios hidráulicos e infraestruturas da água / Saberes tradicionais e cosmologias das águas / Cultura alimentar e água / Mudanças climáticas / Turismo e rotas culturais da água / Paisagem e cidades balneário.
Data de Publicação
23/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1446470-ygapeba--uma-travessia-de-jangada-e-de-carreta-pela-paisagem-cultural-lendaria-que-circunda-os-corpos-dagua-do-
ISBN
978-65-272-2610-9
Palavras-Chave
Arte e patrimônio; Paisagem cultural lacustre; Caminhos do Litoral Norte Gaúcho; Lendas urbanas; Audiovisual
Resumo
O artigo aborda a fenomenologia dos corpos d’água, com enfoque na relação entre arte, patrimônio cultural e meio ambiente. São apresentadas análises sobre o audiovisual Ygápéba (vídeo digital, 6 min., 2024, doado ao acervo do Museu de Arte do Rio Grande do Sul – MARGS). Trata-se de uma pesquisa artística interdisciplinar realizada ao longo dos últimos cinco anos na Lagoa dos Barros, localizada no município de Osório, Rio Grande do Sul, na qual se busca fazer desse território lacustre uma plataforma inovadora para o exercício coletivo de “fabulações especulativas” (Haraway, 2023). Busca-se, assim, preservar a memória e, ao mesmo tempo, renovar saberes, histórias, oralidades e artesanias locais por meio da arte em diálogo com a comunidade. O filme transita entre documentário e ficção e foi inspirado na lenda do Navio Iluminado e na história dos viajantes da região dos séculos XVIII, XIX e XX (expedicionários e carreteiros). Os três personagens são interpretados por moradores locais – o artesão, o velejador e o carreteiro. Eles se reúnem com o objetivo de construir uma jangada mítica, que acaba por arder em chamas sobre as águas da lagoa durante o pôr do sol e o nascer da lua cheia. O vídeo foi gravado durante a Residência Artística Casco (financiada pela Lei Aldir Blanc, Sedac/RS, 2021). Ygápéba significa “jangada” em tupi-guarani. Para os povos originários da região, os sonhos dizem respeito à coletividade e constituem instrumentos de conhecimento do mundo. Nesse sentido, as miragens do filme podem instaurar uma poética onírica comunitária, capaz de nos (re)aproximar de outras formas de viver junto (Motta, 2024). Os resultados das ações de sensibilização coletiva do audiovisual manifestam-se em processos criativos fundamentados em uma epistemologia sensível, que conecta olho, mente e mãos, visando à transformação da percepção sobre as margens lacustres. O filme cria uma ficção a partir de documentos históricos e lendas urbanas que abordam naufrágios, miragens, caminhos de tropas de gado, estradas, rotas hidroviárias e vias férreas, evidenciando a importância da figura do carreteiro para o povoamento da região e o seu desaparecimento após a construção das rodovias. Por meio de ações colaborativas que articulam rigor intelectual e experiência sensível, a pesquisa promove o cruzamento entre arte, ciência e educação, com o intuito de sensibilizar o público participante para a valorização de um patrimônio cultural e paisagístico. O texto analisa a obra artística a partir da fusão entre natureza-cultura. A paisagem cultural lacustre gaúcha não é apenas um local geográfico, mas também uma personagem simbólica e transbordante, emergindo da experiência interpretativa do olhar de um observador que constrói imagens nesse lugar (Collot, 2013). A arte é compreendida, nesse contexto, como uma travessia por diversos campos do saber, possibilitando múltiplas experiências perceptivas do corpo em relação à paisagem. Por meio do deslocamento pelo território, são criadas rotas culturais pelo imaginário das águas, que atravessam os tempos, circulam e conectam toda a atmosfera terrestre.
Título do Evento
7º COLÓQUIO IBERO-AMERICANO PAISAGEM CULTURAL, PATRIMÔNIO E PROJETO
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

JUNQUEIRA, Lilian Maus. YGÁPÉBA: UMA TRAVESSIA DE JANGADA E DE CARRETA PELA PAISAGEM CULTURAL LENDÁRIA QUE CIRCUNDA OS CORPOS D’ÁGUA DO LITORAL NORTE GAÚCHO.. In: Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto. Anais...Belo Horizonte(MG) 2026, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1446470-YGAPEBA--UMA-TRAVESSIA-DE-JANGADA-E-DE-CARRETA-PELA-PAISAGEM-CULTURAL-LENDARIA-QUE-CIRCUNDA-OS-CORPOS-DAGUA-DO-. Acesso em: 24/09/2026

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