NÃO EXISTE ENERGIA TOTALMENTE VERDE: PAISAGEM COMO CONFLITO E PROTEÇÃO NA PRODUÇÃO DA ARTISTA YASMIN FORMIGA

Publicado em 23/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2610-9

Título do Trabalho
NÃO EXISTE ENERGIA TOTALMENTE VERDE: PAISAGEM COMO CONFLITO E PROTEÇÃO NA PRODUÇÃO DA ARTISTA YASMIN FORMIGA
Autores
  • Maycon José Alves de Andrade Albuquerque
Modalidade
Artigo
Área temática
EIXO TEMÁTICO 1 - Paisagem Cultural: um conceito em discussão e suas tipologias - Paisagem e geografia / Paisagem e arte / Paisagem e arqueologia / Paisagem e ambiente / Paisagem e patrimônio / Paisagem urbana e paisagem cultural / Jardins históricos e paisagismo / Paisagens rurais, industriais e da mineração / Categorias de paisagem da UNESCO e sua aplicabilidade / Rotas e itinerários culturais.
Data de Publicação
23/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1443427-nao-existe-energia-totalmente-verde--paisagem-como-conflito-e-protecao-na-producao-da-artista-yasmin-formiga
ISBN
978-65-272-2610-9
Palavras-Chave
Paisagem cultural; Caatinga; Arte contemporânea; Transição energética; Justiça territorial.
Resumo
Este artigo analisa a produção da artista Yasmin Formiga a partir das séries “Ponto de Ativação” (complexos eólicos Chafariz e Canoas, 2024) e da obra “Proteja a Caatinga” (2023), investigando como a artista reconfigura o conceito de paisagem cultural no encontro entre paisagem e arte. Argumenta-se que a expansão de infraestruturas eólicas e solares no sertão nordestino não apenas transforma o ambiente físico, mas institui uma paisagem cultural infra estrutural marcada por disputa de sentidos, reordenamento de usos e assimetrias decisórias. Metodologicamente, adota-se estudo de caso com análise visual-material e espacial das obras, articulada à leitura discursiva de textos (curadoria e verbetes) como camada de enunciação pública do conflito. A análise evidencia que os procedimentos de “ativação” (recolha, reorganização e inscrição de vestígios) da artista, operam como contra-dispositivo de visibilidade: deslocam a narrativa da “energia limpa” do registro celebratório para uma gramática de cicatriz, memória e contestação. Sustenta-se, à luz de abordagens críticas da paisagem e da ecologia política, que a obra tenciona regimes contemporâneos de legitimação do desenvolvimento ao aproximar transição energética e apropriação territorial, especialmente em contextos de vulnerabilidade social e de apagamento de saberes locais. Como contribuição conceitual, propõe-se a noção de “paisagem cultural energética” enquanto tipologia analítica capaz de descrever paisagens produzidas por macroinfraestruturas “verdes”, enfatizando o papel da arte na produção de testemunho e reflexão, na disputa de narrativas e na formulação de uma ética de cuidado territorial na Caatinga paraibana.
Título do Evento
7º COLÓQUIO IBERO-AMERICANO PAISAGEM CULTURAL, PATRIMÔNIO E PROJETO
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ALBUQUERQUE, Maycon José Alves de Andrade. NÃO EXISTE ENERGIA TOTALMENTE VERDE: PAISAGEM COMO CONFLITO E PROTEÇÃO NA PRODUÇÃO DA ARTISTA YASMIN FORMIGA.. In: Anais do Colóquio Ibero-Americano: Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto. Anais...Belo Horizonte(MG) 2026, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/coloquiopaisagemcultural/1443427-NAO-EXISTE-ENERGIA-TOTALMENTE-VERDE--PAISAGEM-COMO-CONFLITO-E-PROTECAO-NA-PRODUCAO-DA-ARTISTA-YASMIN-FORMIGA. Acesso em: 24/09/2026

Trabalho

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