DEEP LEARNING NA ANÁLISE ERGONÔMICA OCUPACIONAL: REVISÃO INTEGRATIVA NA FISIOTERAPIA DO TRABALHO

Publicado em 20/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2603-1

Título do Trabalho
DEEP LEARNING NA ANÁLISE ERGONÔMICA OCUPACIONAL: REVISÃO INTEGRATIVA NA FISIOTERAPIA DO TRABALHO
Autores
  • Girlan Freitas Meira
  • Emilly Amorim Cardoso
  • Cléber Souza de Jesus
Modalidade
Artigo
Área temática
Inovação e Empreendedorismo na Fisioterapia do Trabalho
Data de Publicação
20/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/cobrafit-congresso-brasileiro-fisioterapia-trabalho/1555080-deep-learning-na-analise-ergonomica-ocupacional--revisao-integrativa-na-fisioterapia-do-trabalho
ISBN
978-65-272-2603-1
Palavras-Chave
Saúde do trabalhador, Ergonomia, Inteligência Artificial, Deep Learning, Saúde Baseada em Valor.
Resumo
INTRODUÇÃO: A Fisioterapia do Trabalho atravessa uma transição paradigmática impulsionada pela transformação digital e pela incorporação de tecnologias baseadas em inteligência artificial. Nesse contexto, destaca-se a crescente utilização de sensores vestíveis e modelos de deep learning para análise ergonômica em tempo real, permitindo a identificação precoce de padrões de risco. Apesar dos avanços, ainda existe uma lacuna quanto à compreensão da acurácia, aplicabilidade clínica e implicações dessa tecnologia no contexto ocupacional, especialmente sob a perspectiva da Saúde Baseada em Valor (VBHC). OBJETIVO: Sintetizar evidências científicas sobre a acurácia diagnóstica e a eficácia na prevenção de distúrbios musculoesqueléticos relacionados ao trabalho (DORT) do uso de sensores vestíveis associados a algoritmos de deep learning na análise de risco ergonômico em trabalhadores, especialmente em setores de alto risco, como construção civil, indústria/manufatura e mineração, em comparação aos métodos ergonômicos tradicionais. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de caráter exploratório, conduzida em cinco etapas: (1) identificação do problema; (2) busca na literatura; (3) avaliação da qualidade metodológica dos estudos; (4) análise dos dados; e (5) apresentação dos resultados. A busca foi realizada nas bases PubMed, Cochrane Library, Scopus e Web of Science, com estudos publicados entre 2018 e 2026. Utilizou-se a estratégia booleana: (“Occupational Health Services” AND “Technology” AND “Deep Learning” AND “Ergonomics”). Foram incluídos 22 estudos originais em inglês, português ou espanhol, que investigassem tecnologias aplicadas à análise ergonômica ocupacional. A qualidade metodológica foi avaliada por meio da Escala PEDro, quando aplicável. RESULTADOS: Os estudos evidenciam que a integração entre sensores vestíveis e algoritmos de deep learning permite uma análise ergonômica quantitativa e contínua, com elevada precisão na identificação de padrões de risco ocupacional. Modelos computacionais apresentaram acurácia de até 97,83%, superando métodos observacionais tradicionais, como RULA e REBA. Essa abordagem mostrou-se especialmente relevante em trabalhadores expostos a tarefas repetitivas, manipulação de cargas e movimentos tridimensionais complexos, comuns em ambientes industriais e da construção civil. Além disso, possibilita a detecção precoce de fadiga, compensações musculares e alterações posturais, contribuindo para a prevenção de distúrbios musculoesqueléticos relacionados ao trabalho (DORT) e redução de queixas álgicas. DISCUSSÃO: Os achados demonstram uma transição da análise ergonômica subjetiva para uma abordagem objetiva e preditiva, com maior aplicabilidade em setores de alto risco ocupacional. No entanto, no Brasil, a Fisioterapia do Trabalho ainda está fortemente associada a práticas voltadas à ergonomia de conformidade, especialmente no atendimento à NR-17, e à ginástica laboral, modelos que frequentemente apresentam limitações na demonstração de valor econômico sob a perspectiva da VBHC. Nesse cenário, a sustentabilidade da área depende da capacidade dos fisioterapeutas de gerar dados locais robustos sobre desfechos clínicos, como redução de dor e incidência de DORT, além da diminuição da sinistralidade nos sistemas de saúde suplementar. Adicionalmente, o uso de tecnologias baseadas em inteligência artificial levanta questões éticas relevantes, como privacidade e segurança dos dados dos trabalhadores. Assim, essas ferramentas devem ser compreendidas como suporte à decisão clínica, exigindo supervisão profissional qualificada. CONCLUSÃO: A incorporação de tecnologias baseadas em deep learning fortalece a Fisioterapia do Trabalho ao permitir uma atuação mais precisa, preventiva e orientada por dados. A consolidação desse paradigma exige competências em tecnologia, análise de dados e gestão em saúde, posicionando o fisioterapeuta como agente estratégico na sustentabilidade dos sistemas de cuidado. Referências ABOBAKR, A.; NAHAVANDI, D.; HOSSNY, M. et al. RGB-D ergonomic assessment system of adopted working postures. Applied Ergonomics, [S.l.], 2019. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31280813. Acesso em: 2 maio 2026. AGOSTINELLI, T.; GENEROSI, A.; CECCACCI, S.; MENGONI, M. 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Título do Evento
X COBRAFIT - Congresso Brasileiro de Fisioterapia do Trabalho
Cidade do Evento
Curitiba
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Brasileiro de Fisioterapia do Trabalho
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MEIRA, Girlan Freitas; CARDOSO, Emilly Amorim; JESUS, Cléber Souza de. DEEP LEARNING NA ANÁLISE ERGONÔMICA OCUPACIONAL: REVISÃO INTEGRATIVA NA FISIOTERAPIA DO TRABALHO.. In: Anais do Congresso Brasileiro de Fisioterapia do Trabalho. Anais...Curitiba(PR) Curitiba, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/cobrafit-congresso-brasileiro-fisioterapia-trabalho/1555080-DEEP-LEARNING-NA-ANALISE-ERGONOMICA-OCUPACIONAL--REVISAO-INTEGRATIVA-NA-FISIOTERAPIA-DO-TRABALHO. Acesso em: 21/10/2026

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