IMPACTO DE DIFERENTES PROTOCOLOS DE EXERCÍCIO FÍSICO NA CAPACIDADE FUNCIONAL DE IDOSAS HIPERTENSAS

Publicado em 05/08/2026 - ISSN: 2764-0582

Título do Trabalho
IMPACTO DE DIFERENTES PROTOCOLOS DE EXERCÍCIO FÍSICO NA CAPACIDADE FUNCIONAL DE IDOSAS HIPERTENSAS
Autores
  • LUANA MARCELA FERREIRA CAMPANHA
  • Vanessa Teixeira do Amaral
  • Bianca Fernandes
Modalidade
Resumo simples
Área temática
CSAU - Ciências da Saúde
Data de Publicação
05/08/2026
País da Publicação
Brasil | Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/cobicet2026-628540/1677365-impacto-de-diferentes-protocolos-de-exercicio-fisico-na-capacidade-funcional-de-idosas-hipertensas
ISSN
2764-0582
Palavras-Chave
Hipertensão arterial sistêmica; Atenção básica à saúde; Exercício tele-supervisionado; Aplicativo para smartphone; Promoção de saúde; Qualidade de vida.
Resumo
INTRODUÇÃO: A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é caracterizada pela elevação sustentada dos níveis pressóricos, configurando-se como um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de complicações severas, tais como doenças cardiovasculares e acidentes vasculares encefálicos. No manejo e prevenção dessa condição, o exercício físico é estabelecido como uma intervenção não farmacológica fundamental 1. Entretanto, apesar da eficácia comprovada dos treinamentos supervisionados, a busca por estratégias que ampliem a adesão e a acessibilidade, como o uso de tecnologias móveis, tornou-se essencial no cenário atual. Diante disso, este trabalho buscou avaliar e comparar o impacto de três modalidades de prescrição, exercício supervisionado presencialmente, tele-supervisionado via aplicativo de smartphone (APP) e não supervisionado por meio de cartilha, sobre a capacidade funcional de mulheres idosas diagnosticadas com HAS. MATERIAL E MÉTODOS: 36 mulheres idosas (73,02 ±4,20 anos) com HAS participaram de 4 meses de programas de exercício físico supervisionado presencialmente (N=12), tele-supervisionado por aplicativo de smartphone (N=12) e controle sem supervisão do exercício físico (N=12). As intervenções consistiram de: exercício aeróbio e resistido (com o peso corporal), 2 vezes na semana, por 50 minutos. O grupo controle foi realizado à distância por uma cartilha educacional. As participantes tiveram a flexibilidade (teste de sentar e alcançar), força de preensão palmar (dinamômetro de punho hidráulico), agilidade e equilíbrio (teste Timed Up and Go), força dos membros inferiores (teste de sentar e levantar) e capacidade aeróbica (teste de caminhada de 6 minutos), avaliados antes e após aos 4 meses de intervenção. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Em relação às avaliações pré e pós-intervenção, verificou-se evolução nos índices de força de preensão palmar (p < 0,05) e no desempenho do Timed Up and Go (p < 0,05) especificamente no grupo APP. Por outro lado, o grupo controle exibiu ganhos estatisticamente significativos apenas na variável de força de preensão palmar (p < 0,05). Quanto à análise comparativa entre os grupos no estágio pós-treinamento, registrou-se uma superioridade isolada no teste de sentar e levantar (p < 0,05) no grupo controle, quando confrontado com os grupos APP e supervisionado. Não foram identificadas disparidades relevantes nas demais variáveis do estudo. A evidência central desta pesquisa indica que o protocolo tele-supervisionado via aplicativo (APP) foi bem-sucedido em promover incrementos na força e na agilidade funcional das participantes. A utilização da cartilha pelo grupo controle também se mostrou uma estratégia válida para o aprimoramento da força. Inversamente, o grupo presencial não manifestou avanços significativos em seus índices, mantendo um perfil de estabilidade funcional durante o período de intervenção. CONCLUSÕES: Em conclusão, os resultados deste estudo destacam as melhorias tanto no grupo de exercícios tele-supervisionados quanto no grupo controle, que utilizou uma cartilha educacional. Embora o grupo presencial não tenha demonstrado avanços significativos, é importante ressaltar que a abordagem tele-supervisionada mostrou-se eficaz. Esses resultados indicam o potencial promissor desses métodos, mesmo que intervenções presenciais frequentemente resultem em melhorias mais substanciais na capacidade funcional.
Título do Evento
VII Congresso Brasileiro Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Brasileiro Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

CAMPANHA, LUANA MARCELA FERREIRA; AMARAL, Vanessa Teixeira do; FERNANDES, Bianca. IMPACTO DE DIFERENTES PROTOCOLOS DE EXERCÍCIO FÍSICO NA CAPACIDADE FUNCIONAL DE IDOSAS HIPERTENSAS.. In: Anais do Congresso Brasileiro Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia. Anais...Diamantina(MG) Online, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/cobicet2026-628540/1677365-IMPACTO-DE-DIFERENTES-PROTOCOLOS-DE-EXERCICIO-FISICO-NA-CAPACIDADE-FUNCIONAL-DE-IDOSAS-HIPERTENSAS. Acesso em: 29/08/2026

Trabalho

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