ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PARTO HUMANIZADO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA.

Publicado em 08/05/2018 - ISSN: 2595-3834

Título do Trabalho
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PARTO HUMANIZADO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA.
Autores
  • Jéssica Ferreira
  • Eloá Martinez
Modalidade
Tema Livre
Área temática
Prêmio Maria Antonieta Rubio Tyrrel (melhor trabalho apresentado na forma de e-pôster)
Data de Publicação
08/05/2018
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/cobeon/62101-assistencia-de-enfermagem-no-parto-humanizado--uma-revisao-integrativa
ISSN
2595-3834
Palavras-Chave
Parto Humanizado, Assistência de enfermagem, Conforto do paciente.
Resumo
A assistência prestada pela obstetrícia era, anteriormente, destinada meramente às parteiras que tinham por finalidade realizar os partos nas residências, porém, atualmente a prática e autonomia do parto foram transportadas para o ambiente hospitalar, submetendo a mulher a perda de privacidade. A assistência humanizada no parto vem sendo incentivada pelos órgãos de saúde através de portarias e decretos que regulamentam e visam melhorar a qualidade da assistência com o desenvolvimento de novas tecnologias. É possível dizer que com tais medidas houve progresso no atendimento obstétrico. Dessa forma as intervenções que deveriam ser realizadas em situações específicas, passaram a ser rotina no atendimento. O termo humanização acarreta um amplo conceito, tendo início desde o acolhimento da gestante durante o acompanhamento do pré-natal até as boas práticas de atendimento proporcionado pela equipe de saúde no intuito de evitar intervenções desnecessárias e fornecendo um trabalho de parto saudável, respeitando e criando condições para que todas as dimensões espirituais, psicológicas, físicas do ser humano no momento do parto sejam atendidas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera o papel da enfermeira obstétrica primordial ao acompanhamento das gestações e partos normais por apresentarem características sem intervenções em seu cuidado. A Rede Cegonha também faz parte da promoção em saúde para as parturientes no qual vem sendo discutida desde a década de oitenta com o objetivo de sistematizar e institucionalizar um modelo de atenção ao parto e ao nascimento tendo como objetivo reduzir a taxa de mortalidade materna e infantil garantindo também os direitos sexuais da população. O (a) profissional da enfermagem tem como responsabilidade planejar, coordenar, executar, intervir e avaliar os serviços da assistência de enfermagem, tendo assim oportunidade de expor seu conhecimento e promover um serviço de bem-estar para a gestante e o bebê que está por vir, assim, para que seja um ato humanizado é necessária a junção do trabalho multidisciplinar para que não ocorra intercorrências. A criação de vínculo com a paciente é primordial para perceber as suas necessidades e então determinar quais as ações a serem realizadas. A presente investigação é uma revisão integrativa que teve como objetivo avaliar a importância da assistência de enfermagem humanizada durante o parto. Para a elaboração deste estudo as seguintes etapas foram realizadas: estabelecimento da hipótese e objetivos da revisão integrativa; estabelecimento de critérios de inclusão e exclusão de artigos; definição das informações a serem extraídas dos artigos selecionados; análise dos resultados; discussão e apresentação dos resultados e a última etapa consistiu na apresentação da revisão. Foram encontrados 45 estudos relacionados ao tema. A partir da leitura exploratória desse material, os estudos foram selecionados de acordo com os seguintes critérios de inclusão: artigos publicados em português com os resumos disponíveis nas bases de dados selecionados, no período compreendido entre 2013-2017. Após a definição do objetivo de pesquisa, mencionado anteriormente, prosseguiu-se, no mês de julho de 2017, com a etapa de levantamento bibliográfico, utilizando a bases de dados SCIELO (Scientific Eletronic Library Online). Como critérios de exclusão foram utilizados os seguintes parâmetros: artigos de revisões integrativas de literatura, revisões bibliográficas, dissertações, e artigos que não condiziam com o objetivo proposto deste estudo. Foram excluídos 37 estudos, por não atenderem os critérios de inclusão. Após a realização deste processo, os dados foram analisados e sintetizados de modo a compor as categorias. A busca foi realizada pelo acesso on-line e, utilizando os critérios de inclusão, a amostra final desta revisão integrativa foi constituída de 08 artigos. Para realizar o entendimento dos artigos selecionados foi elaborado um quadro sinóptico especialmente construído para esta finalidade, com as seguintes características consideradas pertinentes: nome da pesquisa; nome dos autores; intervenção estudada; resultados; conclusões. Dentre os artigos incluídos na revisão integrativa seis foram de autoria de enfermeiros e em dois não foi possível identificar a categoria profissional de seus autores. Dos artigos avaliados, cinco foram desenvolvidos em maternidades, dois em instituições de saúde e um em uma unidade de pré e pós-parto (PPP). Quanto ao tipo de delineamento de pesquisa dos artigos avaliados, evidenciou-se, na amostra: três estudos qualitativos, três estudos quantitativos, um estudo qualitativo e um estudo descritivo transversal. Para atender aos objetivos propostos neste trabalho foram identificados dois aspectos relacionados à importância da enfermagem no parto humanizado, que foram discutidos a seguir: Dispositivos auxiliadores de um parto humanizado, abordagem humanizada dos profissionais envolvidos no parto e a utilização de medidas não farmacológicas para o alivio da dor e amparo da mulher neste importante processo se mostrou evidente nos artigos estudados. De acordo com os estudos, pode-se perceber que o modelo de assistência de enfermagem vem se remodelando, significando possivelmente uma quebra do antigo modelo medicalizado, levando as enfermeiras a atuarem com menos intervenções possíveis no momento do parto. O exercício respiratório durante o parto, a massagem oferecida, o banho e o exercício de relaxamento instruído, aparecem nesta ordem de percentual mais usado, depois do suporte contínuo para a parturiente. Além disso, mostram que seus resultados estão de acordo com o Ministério da Saúde representando um movimento de busca por um modelo de assistência seguro e que garanta à mulher o seu direito ao parto como experiência prazerosa e humana. É necessário que os profissionais de saúde, na função de cuidadores, além de possuir competência técnica, estejam envolvidos com os aspectos psicológicos e sejam capazes de compreendê-los, oferecendo assim, necessário suporte emocional à mulher, respeitando sua autonomia, direito de um acompanhante de escolha e garantia de que serão informadas sobre todos os procedimentos a que serão submetidas. Papel das enfermeiras na contribuição do parto humanizado: é evidente que a equipe de enfermagem tem papel importante no cuidado humanizado à mulher que vivencia o trabalho de parto, desenvolvendo ações que proporcionam a segurança por meio da garantia de acolhimento e vínculo à mulher e ao acompanhante, constituindo dispositivos importantes na condução da integralidade da atenção em saúde. Apesar dos avanços na implementação da proposta do Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento (PHPN), os sentimentos revelados por algumas parturientes são resultados de um deficiente processo educacional durante o acompanhamento do pré-natal, sem orientações adequadas sobre o assunto, tanto das fases do parto, procedimentos burocráticos e direitos da gestante, ocasionando medo e tensão nas parturientes. Em um estudo onde atuam conjuntamente médicos e enfermeiras obstétricas mostra a integralidade da assistência prestada durante o parto e nascimento por equipes com o foco na assistência humanizada somente com práticas cientificas, no qual podemos citar o direito da parturiente ter um acompanhante, utilização dos métodos não farmacológicos, liberdade de escolha para melhor posição e também a utilização do partograma. Foi possível identificar que atuação da enfermeira obstétrica durante a assistência ao parto é primordial, no qual pode fortalecer a sua contribuição de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). As práticas aplicadas diante do método de cuidar no parto e nascimento mostrou que mesmo relacionado com um cenário de ensino, a introdução da enfermeira obstétrica preconiza um cuidado de forma humanizada, sendo recomendado que novos profissionais da área da saúde sejam formados na mesma linha de assistência, colocando em prática a mesma linha de atribuição aplicada pelo Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde, utilizando métodos não farmacológicos para alivio de dor, deixar a parturiente escolher um acompanhante, dar livre escolha para posições verticais, preconizando sempre transformar o cuidado em humanizado e reduzindo intervenções. Após análise dos artigos incluídos na revisão, os resultados dos estudos apontaram que o cuidado humanizado partindo da enfermagem é de suma importância para o desenvolvimento de um parto saudável e sem distócia, onde a presença de algum acompanhante, a realização de práticas seguras não intervencionista, o respeito a parturiente e oferta de privacidade, e de informações a mulher, são atitudes humanizadas no qual poderá favorecer o percurso para a realização de um parto natural saudável. É notório que a realização do parto humanizado vem quebrando barreiras e está sendo realizado cada vez mais, onde melhorias estão sendo praticadas para propor uma assistência inteiramente humanizada conforme os padrões do Ministério da Saúde. Deste modo por meio desta humanização, o número de partos normais pode ser aumentado, e as intervenções descartadas, propondo e buscando sempre uma qualidade de parto saudável para ambas as partes. Notou-se, ainda, que a inclusão de enfermeiras obstetras na assistência tem reduzido a taxa das intervenções médicas possivelmente desnecessárias. Foi possível averiguar na revisão que a dor no momento do parto pode ser colocada em segundo plano, ocasionada pela oferta de métodos não farmacológicos para alívio de dor, onde a enfermagem pode verificar a possibilidade de utilizá-los respeitando a vontade da mulher e proporcionando por meio dos mesmos, um estado de bem-estar. Assim, as enfermeiras podem ampliar seus conhecimentos e transmitir competências adquiridas, colocando sempre em primeiro lugar a assistência prestada para a parturiente e respeitando os direitos da mesma durante a realização do parto.
Título do Evento
X COBEON - Congresso Brasileiro de Enfermagem Obstétrica e Neonatal
Cidade do Evento
Campo Grande
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Brasileiro de Enfermagem Obstétrica e Neonatal
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

FERREIRA, Jéssica; MARTINEZ, Eloá. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PARTO HUMANIZADO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA... In: Anais do Congresso Brasileiro de Enfermagem Obstétrica e Neonatal. Anais...Campo Grande(MS) CCARGC, 2018. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/cobeon/62101-ASSISTENCIA-DE-ENFERMAGEM-NO-PARTO-HUMANIZADO--UMA-REVISAO-INTEGRATIVA. Acesso em: 07/05/2026

Trabalho

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