SÍNDROME BRAQUICEFÁLICA EM CÃES

Publicado em 03/05/2024 - ISBN: 978-65-272-0465-7

Título do Trabalho
SÍNDROME BRAQUICEFÁLICA EM CÃES
Autores
  • Juliana Oliveira Kosak
  • Sabrina Heloísa dos Santos
  • Keize Leal Soares
  • Mhaique Henrique de Paula
Modalidade
Resumo
Área temática
CLÍNICA E CIRURGIA VETERINÁRIA
Data de Publicação
03/05/2024
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/cintvet24/794759-sindrome-braquicefalica-em-caes
ISBN
978-65-272-0465-7
Palavras-Chave
Síndrome Respiratória, Braquicefálicos, Congênito
Resumo
SÍNDROME BRAQUICEFÁLICA EM CÃES: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Juliana Oliveira KOSAK; Sabrina Heloísa dos SANTOS; Keize Leal SOARES; Mhaique Henrique de PAULA. Palavras Chave: Síndrome respiratória, braquicefálicos, congênito. Os cães de raças de característica braquicefálica, como pug e buldogue francês, vêm conquistando grande notoriedade na rotina clínica veterinária devido ao aumento da incidência da chamada Síndrome dos cães braquicefálicos (SB) ou Síndrome respiratória obstrutiva dos cães braquicefálicos (SROB). A SB é uma doença multissistêmica grave e de evolução crônica, que se desenvolve devido a acentuadas modificações anatômicas no crânio de cães braquicefálicos, principalmente na região das vias aéreas anteriores, ocasionando uma inadequada passagem de ar até os pulmões e favorecendo o surgimento de complicações sistêmicas. Outras alterações anatômicas importantes para o desenvolvimento da SB são: estenose de narinas, prolongamento do palato mole, presença de cornetos nasais aberrantes, macroglossia e redução dos espaços orofaríngeo e retrofaríngeo. Todas essas modificações contribuem para o surgimento de alterações secundárias a longo prazo, como por exemplo o espessamento do palato mole e o colapso de traqueia. Logo, a fisiopatologia da síndrome obstrutiva é multifatorial, gerando variados sinais clínicos, sendo a maioria ligado ao sistema respiratório: roncos, intolerância ao exercício e sua recuperação dificultosa, tosse, espirro, engasgo, dispneia, cianose de mucosas, distúrbios do sono e alterações gastrointestinais e cardíacas. Muitos desses sinais são percebidos pelos tutores e podem ser considerados como sendo normais em função de sua frequência, dificultando assim o diagnóstico precoce da síndrome. Faz-se de extrema importância que o médico veterinário domine os principais métodos diagnósticos da SB para que essa condição seja detectada e tratada o quanto antes, o que inclui um exame físico de qualidade associado a exames complementares como endoscopia e radiografia, afinal a precocidade do diagnóstico é imprescindível para definir um prognóstico favorável e evitar o prolongamento da má qualidade de vida dos cães que desenvolvem esta síndrome, além de diminuir o risco de óbito existente em função de suas complicações. De maneira geral, a intervenção cirúrgica é a melhor opção para o tratamento, considerando sempre o estágio da doença e seu nível de comprometimento. Outras medidas importantes podem ser adotadas a fim de promover maior bem estar ao cão acometido, como evitar o excesso de exercícios físicos e optar por locais mais arejados e com temperaturas amenas. A prevenção mais efetiva da síndrome dos braquicefálicos é a não-reprodução desses animais, afinal a fisiopatologia dessa doença é intimamente ligada aos aspectos anatômicos, sendo a sua etiologia de caráter congênito.
Título do Evento
III CONGRESSO INTERNACIONAL EM SAÚDE VETERINÁRIA
Título dos Anais do Evento
Anais do III Congresso Internacional em Saúde Veterinária
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

KOSAK, Juliana Oliveira et al.. SÍNDROME BRAQUICEFÁLICA EM CÃES.. In: Anais do III Congresso Internacional em Saúde Veterinária. Anais...Bom Jesus(PI) ONLINE, 2024. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/cintvet24/794759-SINDROME-BRAQUICEFALICA-EM-CAES. Acesso em: 04/04/2026

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