TECNOLOGIA ASSISTIVA E SUA INFLUÊNCIA NO SISTEMA CARDIOVASCULAR DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA POR LESÃO MEDULAR

Publicado em 22/05/2019 - ISBN: 978-85-5722-215-1

DOI
10.29327/cbtms9.144506  
Título do Trabalho
TECNOLOGIA ASSISTIVA E SUA INFLUÊNCIA NO SISTEMA CARDIOVASCULAR DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA POR LESÃO MEDULAR
Autores
  • Gabriel Donato Amorim
  • Cristiana Pittella Cassino
  • Roberta Ribeiro Batista Barbosa
  • Andressa Silva Ferreira
  • Maryah Cuzzuol
  • Raniélli Prasser
  • Roberto Ramos Barbosa
Modalidade
Trabalho original
Área temática
Tecnologias disruptivas em Saúde
Data de Publicação
22/05/2019
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/cbtms9/144506-tecnologia-assistiva-e-sua-influencia-no-sistema-cardiovascular-de-pessoas-com-deficiencia-fisica-por-lesao-medul
ISBN
978-85-5722-215-1
Palavras-Chave
Sistema Cardiovascular, Equipamentos de Autoajuda, Readaptação ao Emprego
Resumo
Introdução e objetivos: Entende-se por lesão medular toda injúria às estruturas do canal medular alterando funções motoras e/ou sensória e/ou autonômicas e psicoafetivas que ocasionam uma paraplegia ou tetraplegia, levando a uma perda funcional. Pessoas com lesão medular crônica tendem a utilizar cadeira de rodas para locomoção, e essa situação pode contribuir tanto com a auto exclusão, por fatores emocionais, quanto com a exclusão social. Em decorrência da permanência na cadeira de rodas o indivíduo poder apresentar uma série de complicações nos diferentes sistemas orgânicos, dentre elas: geniturinárias, gastrintestinais, cardiocirculatórias, pulmonares, úlceras de pressão, neuromusculoesqueléticas, perda de força, equilíbrio e deformidades posturais limitando a participação e inclusão social dos mesmos. Como a medula é o órgão responsável pela condução de estímulos aferentes e eferentes, quando ocorre uma lesão neste local, têm-se, como consequências, limitações no desempenho das atividades da vida diária (AVD), na realização das funções e em quesito social e psicológico. Pensando nesta limitação e para permitir uma maior mobilidade e independência funcional foi desenvolvido no Brasil em 2009, um aparelho locomotor mecânico denominado “Up Rose” que possibilita indivíduos confinados a cadeira de rodas saírem da posição sentada e assumirem uma postura ortostática, permitindo o auto-deslocamento através de um controle manual por joystick, favorecendo assim, a mobilidade e o ajuste postural, prevenindo complicações e deformidades decorrentes da deficiência física, permitindo uma vida mais pro-ativa, com ampliação das possibilidades de execução das tarefas de forma autonôma e principalmente promovendo uma melhora na auto-estima e qualidade de vida. Método: Trata-se de um estudo clínico realizado na Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da instituição, de número 058431/2017 e CAAE 69116017.5.0000.5065, com um indivíduo voluntário, com lesão medular em altura da vértebra C7, que não apresentava doenças cardiológicas prévias aos exames, enquadrando-se ainda nos critérios propostos, compreendeu e assinou o TCLE. O equipamento utilizado para locomoção em postura ortostática foi o UpRose, tecnologia assistiva que possui controle via joystick e apoio seguro para ortostase. Primeiramente, o voluntário foi colocado progressivamente no equipamento para adaptação e redução de efeitos súbitos adversos da postura ortostática, como vertigens e hipotensão. Foi utilizado o equipamento diariamente por período consecutivo de um terço da sua jornada de trabalho durante 8 semanas seguidas e foi avaliado quanto a sinais e sintomas. Foram mensuradas a frequência cardíaca, a pressão arterial sistólica e diastólica do usuário antes e depois do uso do equipamento além de inspeção da integridade de pele, devido à possibilidade de desenvolvimento de úlceras de pressão. Resultados: Quando comparadas as médias do processo do estudo quanto a frequência cardíaca antes e após o tempo de utilização de 2 horas da tecnologia assistiva verifica-se um aumento de 79,07 para 82,42, já na avaliação da pressão arterial um aumento médio na pressão arterial sistólica de 72,28 para 107,67, e de 51,71 para 71,07 na aferição da pressão diastólica. Não foram verificadas úlceras sacrais ou lesões de pele relacionadas ao equipamento nas semanas de realização da pesquisa. Conclusão: O uso deste aparelho assistivo demonstrou estar ligado a benefícios cardiovasculares, sendo importante como ferramenta de desafio cardiovascular, atuante de forma gradual para melhorar resistência física em ortostatismo, e sendo relevante quanto a melhora hemodinâmica. Reforça-se a importância desta tecnologia também como forma de inclusão social e melhora do bem-estar. São necessários e importantes estudos posteriores com maiores amostras em uso dessa tecnologia assistiva.
Título do Evento
9º Congresso Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde - 9º CBTms
Cidade do Evento
São Paulo
Título dos Anais do Evento
Anais do 9º Congresso Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde - CBTms
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

AMORIM, Gabriel Donato et al.. TECNOLOGIA ASSISTIVA E SUA INFLUÊNCIA NO SISTEMA CARDIOVASCULAR DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA POR LESÃO MEDULAR.. In: Anais do 9º Congresso Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde - CBTms. Anais...São Paulo(SP) Transamerica Expo Center, 2019. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/cbtms9/144506-TECNOLOGIA-ASSISTIVA-E-SUA-INFLUENCIA-NO-SISTEMA-CARDIOVASCULAR-DE-PESSOAS-COM-DEFICIENCIA-FISICA-POR-LESAO-MEDUL. Acesso em: 17/05/2026

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