ESCOLA DA FÁBRICA: O COTIDIANO FABRIL E A EDUCAÇÃO NA PRIMEIRA REPÚBLICA (1890-1930)

Publicado em 14/01/2025 - ISBN: 978-65-272-1084-9

Título do Trabalho
ESCOLA DA FÁBRICA: O COTIDIANO FABRIL E A EDUCAÇÃO NA PRIMEIRA REPÚBLICA (1890-1930)
Autores
  • Adilson Ednei Felipe
Modalidade
Comunicação Individual
Área temática
Eixo Temático 01 - Políticas e instituições educativas
Data de Publicação
14/01/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/cbhe2024/885835-escola-da-fabrica--o-cotidiano-fabril-e-a-educacao-na-primeira-republica-(1890-1930)
ISBN
978-65-272-1084-9
Palavras-Chave
Escola da Fábrica, cotidiano, educação
Resumo
Acompanhando os notáveis desenvolvimentos urbano, industrial e comercial do primeiro período republicano, estavam os ideais e proposições efetivadas pela implementação do novo regime governamental. Dentre as projeções republicanas, a educação recebeu atenção e ação relevantes com organização de setores de controle, instalações de grupos e outras unidades escolares e adoção de metodologias consideradas modernas à época. São Paulo foi protagonista nos setores político e econômico, mas esteve também na vanguarda da organização educacional. O cotidiano fabril, compondo parte das instâncias sociais paulistas, que não tardou a se tornar o principal polo industrial do país, também apresentou ações no desenvolvimento educacional. Em um momento de disseminação do ensino primário, as fábricas também procuraram, motivadas por seus próprios interesses, contribuir para a formação básica de crianças, jovens e adultos. O objetivo deste estudo foi identificar e analisar a atuação das fábricas existentes em São Paulo na propagação do ensino primário durante a Primeira República entre 1890, período em que tem iniciada a reforma da instrução pública paulista e 1930, momento em que é encerrada a primeira fase republicana, implicando em mudanças nas formas de expansão fabril. Os referenciais teóricos que guiam este trabalho estão pautados na concepção de classe de Thompson (2011), segundo a qual a identificação de um grupo partindo dos elementos do cotidiano relacionados ao seu próprio universo socio-econômico é o que se pode considerar como tal e o entendimento de representação, segundo os parâmetros de Chartier (1985), para o qual as representações se manifestam concretamente impondo a vontade e a visão de mundo de um grupo sobre o outro. As fontes utilizadas foram jornais operários, Jornal Correio Paulistano, jornal O Estado de São Paulo e imagens fotográficas. Os documentos estão disponíveis em suportes digitais, na Biblioteca Nacional Digital, no site HagopGaragem, no Arquivo Histórico do Município de São Paulo, no Arquivo Público do Estado de São Paulo e no acervo do jornal O Estado de São Paulo. Os resultados demonstraram o empenho das empresas em instalar escolas em seus espaços, principalmente em vilas operárias, intentando tal qual o governo republicano, moldar as novas gerações de cidadãos úteis e patriotas ao mesmo tempo em que mantinha o controle da vida de seus operários para além dos espaços de trabalho sem, contudo, deixar de representar uma imagem paternalista diante da sociedade de forma geral.
Título do Evento
XII Congresso Brasileiro de História da Educação
Cidade do Evento
Natal
Título dos Anais do Evento
Anais do XII Congresso Brasileiro de História da Educação
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

FELIPE, Adilson Ednei. ESCOLA DA FÁBRICA: O COTIDIANO FABRIL E A EDUCAÇÃO NA PRIMEIRA REPÚBLICA (1890-1930).. In: Anais do XII Congresso Brasileiro de História da Educação. Anais...Natal(RN) Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/cbhe2024/885835-ESCOLA-DA-FABRICA--O-COTIDIANO-FABRIL-E-A-EDUCACAO-NA-PRIMEIRA-REPUBLICA-(1890-1930). Acesso em: 02/04/2026

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