ASILO OU ESCOLA? A CIRCULAÇÃO DE IDEIAS NA CONFIGURAÇÃO DOS PRIMEIROS INSTITUTOS PARA CEGOS (SÉC. XVIII-XIX)

Publicado em 14/01/2025 - ISBN: 978-65-272-1084-9

Título do Trabalho
ASILO OU ESCOLA? A CIRCULAÇÃO DE IDEIAS NA CONFIGURAÇÃO DOS PRIMEIROS INSTITUTOS PARA CEGOS (SÉC. XVIII-XIX)
Autores
  • Tatiana de Andrade Fulas
Modalidade
Comunicação Coordenada
Área temática
Eixo Temático 12 - História da educação em perspectivas (trans)nacionais
Data de Publicação
14/01/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/cbhe2024/843315-asilo-ou-escola-a-circulacao-de-ideias-na-configuracao-dos-primeiros-institutos-para-cegos-(sec-xviii-xix)
ISBN
978-65-272-1084-9
Palavras-Chave
Deficiência visual, Educação especial, História Transnacional
Resumo
Com a criação do primeiro instituto para cegos do mundo em 1784, em Paris, começa a circular entre os demais países da Europa a proposta inovadora de Valentin Haüy, fundador do estabelecimento. Oferecer uma educação equivalente àquela das escolas comuns, aliado a uma formação profissional, era o modelo idealizado para a inserção desses indivíduos na sociedade. O início do século XIX é marcado, então, pela expansão de estabelecimentos para cegos em todo o mundo, ao mesmo tempo em que emergem as sociedades filantrópicas direcionadas ao atendimento dos pobres e deficientes. Tendo a França como projeto-modelo, diretores de institutos e professores de diversos países realizaram viagens exploratórias e investigativas com o objetivo não só de conhecer os métodos utilizados nos estabelecimentos europeus, e posteriormente norte-americanos, mas de compará-los entre si para replicá-los em seus países, inserindo características que se adequassem aos seus ideais de educação. A partir de documentos coletados em arquivos dos Estados Unidos, Inglaterra, Escócia, França e Brasil, como atas de congressos, relatórios de institutos, biografias, autobiografias, fotografias, periódicos e correspondências, este trabalho objetiva analisar a dinâmica da comunicação internacional de ideias e modelos educacionais que circularam entre os sujeitos envolvidos na constituição dos primeiros institutos para cegos. A pesquisa tem como referência os estudos da história transnacional desenvolvidos por Roldán-Vera, Caruso, Sobe e Salvatore, assim como da história comparada (Crossley e Seigel). Os documentos revelam que, como viajantes observadores, esses educadores procuravam inventariar o sistema educacional, registrando a estrutura organizacional dos institutos, as atividades e conteúdos ensinados, os materiais pedagógicos utilizados, o perfil dos alunos e a eficiência do estabelecimento tendo como base o sucesso ou o fracasso dos egressos. Além das viagens exploratórias, os relatórios dos institutos, produzidos anualmente como prestação de contas aos mantenedores, tornou-se um importante difusor transnacional das ações realizadas em cada estabelecimento. Observa-se, portanto, diferentes projetos pedagógicos implementados para a educação de cegos nesse período. Havia estabelecimentos que adotavam o currículo da escola comum, além do ensino de música e de atividades manuais; os que ofereciam instrução de atividades para o comércio para cegos adultos, que podiam vender seus produtos na loja do instituto; e os que atuavam como asilo ou residência para os cegos que não conseguiam se inserir no mercado de trabalho. 
Título do Evento
XII Congresso Brasileiro de História da Educação
Cidade do Evento
Natal
Título dos Anais do Evento
Anais do XII Congresso Brasileiro de História da Educação
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

FULAS, Tatiana de Andrade. ASILO OU ESCOLA? A CIRCULAÇÃO DE IDEIAS NA CONFIGURAÇÃO DOS PRIMEIROS INSTITUTOS PARA CEGOS (SÉC. XVIII-XIX).. In: Anais do XII Congresso Brasileiro de História da Educação. Anais...Natal(RN) Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/cbhe2024/843315-ASILO-OU-ESCOLA-A-CIRCULACAO-DE-IDEIAS-NA-CONFIGURACAO-DOS-PRIMEIROS-INSTITUTOS-PARA-CEGOS-(SEC-XVIII-XIX). Acesso em: 11/05/2026

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