COPRODUÇÃO EM SAÚDE NO MONITORAMENTO DOS PROTOCOLOS DE SEGURANÇA DO PACIENTE EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO

Publicado em 19/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2277-4

Título do Trabalho
COPRODUÇÃO EM SAÚDE NO MONITORAMENTO DOS PROTOCOLOS DE SEGURANÇA DO PACIENTE EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
Autores
  • Diovane Ghignatti da Costa
  • Aline Lima Pestana Magalhães
  • Mariana Tyska Peroni
  • Amanda Rosa Bitencourt Da Silva
  • Luiza Maciel Paim
  • Gezebel Vasconcelos Da Costa
Modalidade
Resumo expandido
Área temática
Tecnologias, Indicadores e Avaliação de Impacto para a Melhoria Contínua de Processos em Saúde Baseados em Evidências: reúne estudos que apresentam o processo de construção de inovações ou de tradução das evidências em produtos ou intervenções para aplicação nas práticas em Enfermagem e Saúde.
Data de Publicação
19/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/bpso-brasil-567452/1247538-coproducao-em-saude-no-monitoramento-dos-protocolos-de-seguranca-do-paciente-em-hospital-universitario
ISBN
978-65-272-2277-4
Palavras-Chave
Segurança do Paciente, Participação do Paciente, Qualidade da Assistência à Saúde, Indicadores de Qualidade em Assistência à Saúde.
Resumo
Introdução: A segurança do paciente constitui um dos pilares fundamentais da qualidade assistencial em saúde, sendo um desafio global reconhecido por organismos internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS). Em seus objetivos estratégicos para 2021-2030(1), a OMS destaca o engajamento do cidadão como um componente essencial para o fortalecimento da segurança nos serviços de saúde e a mitigação de eventos adversos. Nesse contexto, a coprodução em saúde emerge como uma abordagem inovadora2-3, fundamentada na parceria ativa entre profissionais de saúde, pacientes e familiares, com o propósito de corresponsabilização no processo terapêutico e na promoção de cuidados mais seguros. A literatura evidencia que a participação ativa do paciente na sua própria assistência, aliada a uma comunicação efetiva com a equipe de saúde, promove melhor compreensão da perspectiva do paciente e contribui para a construção de uma cultura de segurança centrada no paciente4. Essa abordagem amplia a percepção dos usuários sobre os riscos inerentes à hospitalização e potencializa a adoção de estratégias para a prevenção de eventos adversos, como erros de medicação, quedas e lesões por pressão. A coprodução em saúde pode influenciar positivamente diversos indicadores de segurança do paciente2-3. Nessa perspectiva, o paciente é sensibilizado para os riscos de erros e atua como uma importante barreira de segurança. Na identificação do paciente, por exemplo, o paciente confirma seus dados antes de procedimentos e medicações, agindo ativamente na redução de riscos associados aos cuidados em saúde. Nessa perspectiva, a orientação do paciente e de seus familiares sobre medidas preventivas para lesões decorrentes de queda e de lesão por pressão promove sua participação tanto na avaliação dos riscos como na implementação de medidas personalizadas às suas condições de saúde2. Objetivo: Descrever resultados dos indicadores de identificação do paciente, medicação segura, prevenção de lesão por pressão e por quedas com base na coprodução, em um hospital universitário do Sul do Brasil. Método: Pesquisa quantitativa, exploratório-descritiva, realizada em hospital universitário do Sul do país. Esta instituição tem promovido rondas nas unidades do hospital, com o intuito de acompanhar sua implementação, incluindo o engajamento dos pacientes-famílias, fomentando a coprodução. Os participantes consistiram em pacientes adultos internados no período entre fevereiro e dezembro de 2024. A coleta de dados dos indicadores ocorreu à beira-leito com participação do paciente-família, em dez unidades (255 leitos) adulto, pediátrica, emergência, alojamento conjunto e intensivismo. Foram excluídos os leitos vagos, de pacientes em isolamento ou em procedimento no momento da visita. A média mensal de coleta foi de quatro unidades, com 1.202 registros. Destes, 532 foram excluídos devido a isolamento ou procedimento, e 246 estavam vagos ou o paciente encontrava-se fora da unidade em tratamento diagnóstico-terapêutico. A equipe de pesquisa registrou os itens de verificação em instrumento estruturado, alimentando um banco de dados organizado em planilhas Google®, gerando os indicadores de acompanhamento institucional. Os dados foram analisados por estatística descritiva e apresentados em frequência absoluta (n) e relativa (%). Foi garantido o anonimato dos participantes, sendo registrado somente o número do leito no instrumento. A pesquisa respeitou as diretrizes éticas para pesquisa com seres humanos, sendo aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob número 6.241.992 e CAEE 70517923.1.0000.012. Resultados: Participaram da pesquisa 424 pacientes. Em relação à identificação do paciente, constatou-se dados no leito em 383 pacientes (90,3%) e 315 (74,3%) com pulseira de identificação. Sobre a medicação segura, verificou-se: punção venosa com data em 217 (98,6%), orientação recebida pelo paciente em 339 (85,4%), identificação do equipo em 69 (20,4%) e da solução parenteral em 204 (88,3%). Para prevenção de quedas, verificou-se cama baixa em 305 (76,8%), travada em 403 (96,9%), piso seco em 296 (70,5%) e presença de barras de apoio no banheiro em 362 (91%). Sobre prevenção de lesão por pressão, verificou-se que as fixações de dispositivos foram adequadas em 254 (95,5%) e orientação sobre mudança de decúbito e reposicionamento em 213 (68,1%). Os resultados evidenciam uma adesão satisfatória em relação a algumas rotinas. No entanto, alguns índices demonstram a necessidade de aprimoramento para garantir a identificação correta de todos os pacientes, considerando que falhas nesse processo podem comprometer a segurança assistencial. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), a utilização de, no mínimo, dois identificadores distintos para a verificação da identidade do paciente antes da administração de medicamentos e da realização de procedimentos é essencial para a prevenção de erros. No que concerne à segurança na administração de medicamentos, os achados revelam fragilidades significativas, particularmente no que se refere à identificação de soluções parenterais e equipos. A ausência de identificação adequada desses dispositivos representa um fator de risco crítico para erros de medicação. O protocolo de segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos, preconizado pela ANVISA, enfatiza a necessidade de identificação rigorosa dos medicamentos e a realização de uma dupla checagem para garantir que a administração seja realizada de forma segura. No âmbito da prevenção de quedas, os dados demonstram conformidade, especialmente quanto à fixação das camas travadas, além da instalação de barras de apoio nos banheiros, medidas fundamentais para a mitigação do risco de quedas em pacientes hospitalizados. No entanto, identificam-se oportunidades de melhoria, notadamente na manutenção das camas na posição baixa e de pisos secos nos quartos e banheiros, cuidados que, quando não implementados, configuram potencial risco para a integridade dos pacientes, podendo prolongar o tempo de hospitalização. Em relação à prevenção de lesão por pressão, verificou-se que há oportunidade de melhoria sobre o conhecimento do paciente-família a respeito da importância do reposicionamento do paciente no leito. Esse achado pode indicar déficits na comunicação entre a equipe assistencial e pacientes-famílias, impactando negativamente a efetividade das intervenções preventivas. Assim, torna-se imperativo o fortalecimento de estratégias educativas e da coprodução do cuidado, favorecendo o engajamento do paciente e de seus familiares na adoção de medidas preventivas e na promoção da segurança assistencial 2,3. Conclusões: Os resultados evidenciam a importância do monitoramento contínuo dos protocolos de segurança do paciente, não apenas para ampliar a adesão às práticas preconizadas, mas também para fomentar uma cultura organizacional pautada na coprodução e no protagonismo dos diferentes atores envolvidos na assistência. A análise crítica desses indicadores permite a identificação de lacunas e o direcionamento de intervenções estratégicas para uma assistência mais segura, qualificada e alinhada às diretrizes internacionais de segurança do paciente, destacando-se a efetiva participação do paciente no seu cuidado. Referências: 1. World Health Organization. Global patient safety action plan 2021–2030: towards eliminating avoidable harm in health care. Geneva. 2021. Available from: https://www.who.int/publications/i/item/9789240032705 2. Costa DG, Moura GMSS, Pasin SS, Costa FG, Magalhães AMM. Patient experience in co-production of care: perceptions about patient safety protocols. Rev Lat-Am enfermagem. 2020;28:e3272. Available from: https://doi.org/10.1590/1518-8345.3352.3272 3. Conquer S, Iles R, Windle K, Heathershaw R, Ski CF. Transforming Integrated Care Through Co-production: A Systematic Review Using Meta-ethnography. Int J Integr Care. 2024 Mar 8;24(1):17. doi: 10.5334/ijic.7603. Available from: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10921964/ 4. Ferla JBS, Araújo CM, Stechman-Neto J, Tonocchi RC, Krüger SI, Berberian AP. Efeito do modelo de Cuidado Centrado no Paciente na satisfação do profissional de saúde: revisão sistemática. Rev Gaúcha Enferm. 2022;43(esp):e20210288. doi: https://doi.org/10.1590/1983-1447.2022.20210288.pt
Título do Evento
Inovação em Práticas de Saúde e Enfermagem Baseadas em Evidências
Cidade do Evento
Florianópolis
Título dos Anais do Evento
Anais do Seminário Internacional Inovação em Práticas de Saúde e Enfermagem Baseada em Evidências
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

COSTA, Diovane Ghignatti da et al.. COPRODUÇÃO EM SAÚDE NO MONITORAMENTO DOS PROTOCOLOS DE SEGURANÇA DO PACIENTE EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO.. In: Anais do Seminário Internacional Inovação em Práticas de Saúde e Enfermagem Baseada em Evidências. Anais...Florianópolis(SC) UFSC, 1. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/bpso-brasil-567452/1247538-COPRODUCAO-EM-SAUDE-NO-MONITORAMENTO-DOS-PROTOCOLOS-DE-SEGURANCA-DO-PACIENTE-EM-HOSPITAL-UNIVERSITARIO. Acesso em: 22/05/2026

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