AS INDÚSTRIAS FAMILIARES NAS CIDADES DE TRADIÇÃO DOCEIRA: A FORMAÇÃO DA PAISAGEM DE PRODUÇÃO DO DOCE COLONIAL NA SERRA DOS TAPES (BR)

Publicado em - ISBN: 978-65-5941-995-1

Título do Trabalho
AS INDÚSTRIAS FAMILIARES NAS CIDADES DE TRADIÇÃO DOCEIRA: A FORMAÇÃO DA PAISAGEM DE PRODUÇÃO DO DOCE COLONIAL NA SERRA DOS TAPES (BR)
Autores
  • Claudia Da Silva Nogueira
  • Jossana Peil Coelho
  • Francisca Ferreira Michelon
Modalidade
Artigo completo (opcional, envio pode ser feito posterior ao evento)
Área temática
Arte e Patrimônio Industrial 1 – A arquitetura industrial e suas especificidades: edifícios fabris ou relacionados ao universo fabril; painéis, murais, vitrais decorativos dentro de espaços industriais; impasses do restauro e dos usos da arquitetura industrial.
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/arte_patrimonio_industrial_2022/589620-as-industrias-familiares-nas-cidades-de-tradicao-doceira--a-formacao-da-paisagem-de-producao-do-doce-colonial-na-
ISBN
978-65-5941-995-1
Palavras-Chave
Industrias familiares, Tradição doceira, Doce colonial
Resumo
O presente trabalho, deriva-se de uma tese em andamento, que se propõe a realizar estudos comparativos, alusivos a gestão, sustentabilidade e patrimonilização da paisagem de produção industrial familiar do doce no Brasil e na Espanha. O recorte proposto aqui, trata-se do caso de estudo brasileiro da Serra de Tapes, caracterizada por “minifúndios e pela policultura, com destaque à fruticultura e horticultura, associadas, na origem da ocupação destes territórios pelos imigrantes europeus, à introdução da avicultura e suinocultura” (IPHAN, 2018, P.41). O Dossiê de Registro da Região Doceira de Pelotas e Antiga Pelotas, afirma que, “em termos de configuração sociogeográfica, na origem, as tradições doceiras se desenvolveram nas duas grandes paisagens naturais da região da Pelotas do século XIX: a paisagem de planície e a serrana” (IPHAN, 2018, P.41). A tradição dos doces finos, ligada principalmente aos lusos, luso-brasileiros, africanos e descendentes de africanos escravizados, que por sua vez, ocupavam a região plana e a tradição dos doces coloniais, oriunda de imigrantes europeus de diversas origens, porém com uma forte ligação a atividade agrícola, desenvolvida na região serrana. Verifica-se que cidades que estão presentes nesta microrregião formaram-se a partir de Pelotas, ou próximo a essa, portanto, ao município com maior população e considerado polo com relação ao território da Zona Sul, de acordo com o Plano territorial de desenvolvimento rural sustentável da Zona Sul, de 2009. Desse modo, tais cidades compartilham, além da baixa densidade demográfica e de índices de desenvolvimento muito próximos, de uma trajetória histórica que se intersecciona em alguns momentos. tendo também uma mesma história de imigrações e notório perfil agropastoril, como por exemplo, a chegada dos primeiros casais de açorianos em 1749, que além de ocupar o território, produziam alimentos para as vilas em formação que posteriormente dariam origem a municípios da microrregião de Pelotas. Além da cultura germânica e de outros grupos étnicos, como por exemplo os franceses, identifica-se a forte presença da agricultura familiar – fruto da forma de ocupação do solo em consonância com os objetivos estratégicos da coroa portuguesa. De tal fato vem a origem das primeiras indústrias alimentícias do território da zona sul, que esclarece porque nela se estabeleceram fábricas do ramo de alimentos. Essas foram pioneiras da indústria conserveira na região, caracterizada pelas pequenas fábricas de compota na colônia de Pelotas, conforme registrado no PTDRS Zona Sul (2009). Do recorte, o que está comunicação apresenta é o reconhecimento da formação da industrialização nessa região, onde deu-se, em grande parte, em função da disponibilidade da matéria prima de origem agropecuária, o que fez surgir na área rural, fábricas de produção de alimentos, inclusive, algumas fábricas familiares.
Título do Evento
II Encontro Nacional Arte e Patrimônio Industrial
Cidade do Evento
Caxias do Sul
Título dos Anais do Evento
Anais do Encontro Nacional Arte e Patrimônio Industrial
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

NOGUEIRA, Claudia Da Silva; COELHO, Jossana Peil; MICHELON, Francisca Ferreira. AS INDÚSTRIAS FAMILIARES NAS CIDADES DE TRADIÇÃO DOCEIRA: A FORMAÇÃO DA PAISAGEM DE PRODUÇÃO DO DOCE COLONIAL NA SERRA DOS TAPES (BR).. In: . Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/arte_patrimonio_industrial_2022/589620-AS-INDUSTRIAS-FAMILIARES-NAS-CIDADES-DE-TRADICAO-DOCEIRA--A-FORMACAO-DA-PAISAGEM-DE-PRODUCAO-DO-DOCE-COLONIAL-NA-. Acesso em: 04/04/2026

Trabalho

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