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Apresentação

É com grande prazer e alegria que apresentamos os trabalhos que compuseram o Seminário Internacional “Arquitetura Neocolonial: balanço crítico e novas perspectivas”, que foi aberto pela profa. Aracy Amaral, renomada historiadora da Arte, professora emérita da FAUUSP, e autora do livro Neocolonial na América Latina, de 1994, o primeiro dedicado inteiramente a esta temática, no âmbito latino-americano; e pelo  Prof. José Manuel Fernandes, Catedrático da Universidade Autônoma de Lisboa, autor de estudo pioneiro sobre o estilo Português Suave, publicado em 2003.

O evento teve lugar na icônica sede da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, projetado pelo engenheiro português Ricardo Severo, o mentor intelectual do próprio movimento, a partir de sua palestra inaugural A Arte Tradicional no Brasil, proferida em 1914, perante a Sociedade de Cultura Artística de São Paulo.

Nessa palestra, Severo lançou as bases para um movimento que logo ficaria conhecido como Neocolonial, e que se mostraria capaz de promover significativa mobilização simbólica, evidente por sua presença em eventos tão diferentes como a Semana de Arte Moderna e a Exposição Comemorativa do Centenário da Independência do Brasil, ambos realizados em 1922.

O Neocolonial logo alcançou grande popularidade em meios bastante diversificados, tanto em São Paulo – onde contou com Mário de Andrade entre seus mais entusiasmados adeptos -, como no Rio de Janeiro, onde suas ideias foram divulgadas através de José Mariano Filho, figura destacada do ambiente artístico carioca, e de cujo círculo fazia parte o então jovem estudante de arquitetura Lucio Costa.

A partir desses dois principais núcleos de irradiação, o Neocolonial fez-se presente nas cidades brasileiras, tornando-se elemento característico de sua paisagem urbana, como vimos no presente seminário.

Menos conhecida, porém extremamente importante, foi a contribuição do neocolonial no despertar de um interesse a respeito da arquitetura colonial brasileira, impulsionando a produção de conhecimento sobre uma temática então bastante carente de estudos sistemáticos. De fato, nesse âmbito foram realizadas viagens de estudo e excursões técnicas por públicos variados, como desenhistas, pintores, e estudantes de arquitetura de diversas escolas, incentivados a fazer desenhos e levantamentos in loco de edifícios importantes.

Por outro lado, é digno de nota que o neocolonial não tem recebido a atenção historiográfica que merece, talvez por ter coincidido temporalmente com as primeiras iniciativas de promoção da arquitetura modernista entre nós, que, largamente difundidas, lograram monopolizar as atenções.  

Nesse sentido, este seminário buscou demonstrar a necessidade de estudo desse importante movimento arquitetônico, realizando um balanço crítico do que tem sido produzido entre nós e cotejando-o com pesquisas apresentadas por estudiosos da Argentina, do México, de Portugal e da Espanha. Cabe ressaltar que, desde 2022, realizamos encontros com pesquisadores hispano-americanos em vista a realização de atividades conjuntas em uma futura rede dedicada ao Neocolonial.

Um agradecimento especial é dirigido ao Prof. Fernando Menezes de Almeida, que tão bem nos acolheu neste que é um dos mais importantes exemplares da arquitetura neocolonial na cidade de São Paulo, e também à profa. Marilene Proença Rebello de Souza, Coordenadora do PROLAM/USP, que muito nos auxiliou na divulgação do evento.

Finalmente, cabe mencionar a incondicional colaboração da Profa. Doutora Sabina Uribarren, que fez a ponte de ligação com pesquisadores hispanófonos do tema que se dispuseram a compartilhar seus trabalhos conosco.

Mas não teríamos nos aventurado a realizar tal empreitada se não tivéssemos contado também com o entusiasmo e dedicação dos pesquisadores João Paulo Campos Peixoto e Renan Alex Treft, bem como da Profa. Doutora Ana Paula Farah, da PUC-Campinas.

Finalmente, agradeço a todos os que prestigiaram o nosso evento, tanto através de sua contribuição, como acompanhando nossos trabalhos presencialmente ou à distância, pois sua participação é que determinou o sucesso de nossos objetivos e esforços. A publicação dos artigos reunidos nestes Anais é parte valiosa das contribuições do referido evento e, oportunamente, fixa um importante registro do estado das pesquisas acadêmicas em torno da temática da Arquitetura Neocolonial em 2025, 31 anos depois da efeméride representada pela já mencionada publicação de Aracy Amaral, construindo um novo marco com reflexões oriundas de diversos contextos, brasileiros, europeus e latino-americanos.




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Responsável

Profa. Dra. Maria Lucia Bressan Pinheiro

mlbp@usp.br


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