O PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO NOS ESTADOS DO RIO GRANDE DO NORTE E PERNAMBUCO: UMA ANÁLISE COMPARATIVA DOS DADOS DO DATASUS.

Publicado em 23/09/2024 - ISSN: 2966-3652

Título do Trabalho
O PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO NOS ESTADOS DO RIO GRANDE DO NORTE E PERNAMBUCO: UMA ANÁLISE COMPARATIVA DOS DADOS DO DATASUS.
Autores
  • Mylena Pereira da Silva Modesto
  • Vanessa Lima de Melo Pacheco
  • VIRGILIO CAMPOS ANDRADE DE MELO
  • Mariana Gomes Barbosa Honório
  • Pérside Ferreira dos Santos Souto
  • Felipe Augusto Fernandes Duarte
  • Tereza Suyane Alves de França
  • Fernanda Louise Gomes Bezerra Alencar
Modalidade
Resumo Simples
Área temática
Saúde Pública
Data de Publicação
23/09/2024
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/anaiscomuepe/806952-o-perfil-epidemiologico-do-infarto-agudo-do-miocardio-nos-estados-do-rio-grande-do-norte-e-pernambuco--uma-analis
ISSN
2966-3652
Palavras-Chave
Infarto do Miocárdio, Perfil de Saúde, Emergências
Resumo
INTRODUÇÃO As Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) caracterizam-se por um conjunto de patologias, não infecciosas, de diferentes causas e fatores de risco, longos períodos de latência e curso prolongado. A exemplo disso, incluem-se as doenças cardiovasculares (DCV), com destaque para o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) o qual pode ser definido como uma afecção isquêmica abrupta decorrente da morte dos miócitos cardíacos, causada por um desequilíbrio entre oferta e demanda de nutrientes ao referido tecido. Como consequência, os pacientes necessitam de intervenção imediata na emergência. Nos estados do Rio Grande do Norte (RN) e de Pernambuco (PE) essa doença é prevalente nas urgências, sendo importante conhecer o contexto do adoecimento cardiovascular e as queixas iniciais principais, tendo em vista a prevalência de internações hospitalares. OBJETIVO O objetivo do estudo é comparar o perfil epidemiológico de internações e óbitos por IAM nos Estados do Rio Grande do Norte (RN) e Pernambuco (PE). METODOLOGIA Trata-se de um estudo epidemiológico quantitativo e descritivo do tipo transversal, acerca de casos de IAM nos Estados do Rio Grande do Norte e Pernambuco, no período de janeiro de 2018 a novembro de 2023, utilizando dados de domínio público e acesso livre, a partir do Sistema de Informação de Morbidade Hospitalar do SUS (SIH/SUS), por meio do tabulador de dados (TABNET) do Departamento de Informática do SUS (DATASUS). A seleção das informações considerou o número de internações e óbitos nos referidos estados, e as variáveis analisadas foram: ano, sexo, faixa etária, raça/cor e caráter de atendimento. Ademais, foram analisados dados populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). RESULTADO No período analisado, de 2018 a 2023, foram registradas 386.592 internações hospitalares por doenças do aparelho circulatório nos Estados do Rio Grande do Norte (RN) e Pernambuco (PE), sendo 17,49% (14.231) e 9,39% (28.688) delas por infarto agudo do miocárdio (IAM), respectivamente. No que se refere ao caráter de atendimento, o mais prevalente foi o de urgência com 80,69% (11.484 dos casos) no RN e 91,78% (26.332 casos) em PE. Mas quando analisados o caráter eletivo de atendimento e comparados entre esses dois estados, foi constatado que o RN possui uma taxa de atendimento 57% maior do que PE. Através de uma análise vertical comparativa por ano, foi possível observar nos dois estados que em 2019, comparado ao ano anterior, ocorreu um crescimento de internações por IAM de 15,8% no RN e de 23% em PE. Já no ano de 2020, a prevalência de internações por IAM apresentou uma queda nos dois Estados, sendo mais acentuada no RN (-16,5%), quando comparada a PE, que apresentou uma queda de -6%. Entre os anos de 2020 a 2023, ambos os estados apresentaram flutuações nas internações por IAM, porém foi observado que até 2022, os casos cresceram no RN, enquanto que em PE houve um decréscimo constante até novembro de 2023. Quanto à frequência de internações por IAM em relação ao sexo, os homens apresentaram maior percentual nos dois estados, sendo 62,04% no RN e 58,45% em PE. O total de óbitos no RN foi de 8,57% (1.220 casos), enquanto em PE foi de 10,01% (2.872 casos), com predomínio em homens, contabilizando 1,07% (633 casos) no RN e 1,01% (1.449 casos) em PE, sendo a faixa etária de 60 a 69 anos a mais comprometida nos dois Estados. Em relação aos dados de cor/raça, a negra prevalece em números de atendimentos, com 57,81% no RN e 67,75% e PE. CONCLUSÃO Diante da análise comparativa dos dados epidemiológicos do infarto agudo do miocárdio (IAM) nos estados do Rio Grande do Norte (RN) e Pernambuco (PE), fica evidente que ambos seguem a tendência nacional, com predomínio de internações e óbitos do sexo masculino, em faixa etária de 60 e 69 anos, entre indivíduos de raça negra. Os dados fortalecem a importância de uma abordagem específica e direcionada da gestão pública em saúde e sua compreensão de urgência, na qual deve promover desenvolvimento de estratégias e execuções em prevenção e tratamentos mais eficazes. O estudo oferece também importante ferramenta informativa epidemiológica, entregando indicadores valiosos para que haja adaptação do público alvo nas ações a serem utilizadas pelos gestores de saúde nesses dois estados.
Título do Evento
V CONGRESSO MULTIPROFISSIONAL EM URGÊNCIA E EMERGÊNCIA DE PERNAMBUCO
Cidade do Evento
Recife
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Multiprofissional em Urgência e Emergência de Pernambuco
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MODESTO, Mylena Pereira da Silva et al.. O PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO NOS ESTADOS DO RIO GRANDE DO NORTE E PERNAMBUCO: UMA ANÁLISE COMPARATIVA DOS DADOS DO DATASUS... In: Anais do Congresso Multiprofissional em Urgência e Emergência de Pernambuco. Anais...Recife(PE) Marante Plaza Hotel - Boa Viagem, 2024. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/ANAISCOMUEPE/806952-O-PERFIL-EPIDEMIOLOGICO-DO-INFARTO-AGUDO-DO-MIOCARDIO-NOS-ESTADOS-DO-RIO-GRANDE-DO-NORTE-E-PERNAMBUCO--UMA-ANALIS. Acesso em: 27/05/2026

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