PROTOCOLOS PARA USO DE FITOBIÓTICOS PARA PEIXES DE PRODUÇÃO

Publicado em 28/08/2026

Título do Trabalho
PROTOCOLOS PARA USO DE FITOBIÓTICOS PARA PEIXES DE PRODUÇÃO
Autores
  • Gleice de Souza Calves
  • Rubia Mara Gomes Acunha
  • Nandara Soares de Oliveira
  • Vitória Maria Gregório Xavier
  • Roberta Mochi de Miranda
  • Kaio da Silva La Rosa
  • Claudia Andrea Lima Cardoso
  • Alysson Martins Wanderley
  • Deliane Cristina Costa
  • Cristiane Fátima Meldau De Campos Amaral
Modalidade
Resumo científico RSD 2026 - abstract - resumen
Área temática
1.2) Aquicultura e Recursos Pesqueiros - Aquaculture and fisheries resources - Recursos de acuicultura y pesca
Data de Publicação
28/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/anais-ecpantanaltech/1646320-protocolos-para-uso-de-fitobioticos-para-peixes-de-producao
ISSN
Palavras-Chave
óleo essencial; peixe nativo; sustentabilidade.
Resumo
O manejo inadequado na piscicultura pode causar estresse e enfermidades, impactando a produtividade. Fitobióticos, como óleos essenciais, surgem como alternativa sustentável com potencial para melhorar bem-estar e saúde dos peixes. O presente trabalho teve como objetivo compilar e divulgar as pesquisas do Laboratório de Sanidade de Peixes (UEMS/Aquidauana) com óleos essenciais, destacando resultados com potencial prático e limitações de uso na piscicultura. Foram analisadas 16 publicações entre 2014 e 2026, obtidas no ResearchGate, Google Acadêmico, ScienceDirect e SciELO, classificadas conforme a finalidade de aplicação (anestesia, transporte, suplementação alimentar e sanidade) em peixes nativos. Para anestesia, Lippia origanoides foi eficaz em Piaractus mesopotamicus (29,25 ± 5,90 g) a 200 µL L?¹ e em Prochilodus lineatus (9,02 ± 3,06 g) a 100 µL L?¹, e Zingiber officinale (200 mg L?¹) em P. mesopotamicus (37,45 ± 7,23 g), com tempos de indução e recuperação dentro do recomendado. Em Astyanax lacustris, Z. officinale foi eficaz a 150 µL L?¹ para peixes menores (7,39 ± 2,59 g) e 300 µL L?¹ para os maiores (18,86 ± 4,81 g), acima dessas concentrações, foram observados danos irreversíveis ao tecido branquial, inviabilizando o uso. Em Pseudoplatystoma reticulatum (40,0 ± 9,9 g), Ocimum gratissimum (200 mg L?¹) apresentou menor tempo de indução e não alterou os parâmetros hematológicos, enquanto Z. officinale (200 mg L?¹) alterou hemoglobina, hematócrito e concentração de hemoglobina corpuscular média, indicando possível hemoconcentração. Eugenol (100 mg L?¹) e mentol (150 mg L?¹) induziram anestesia em P. mesopotamicus (236,5 ± 96,01 g) e P. reticulatum (205,5 ± 59,13 g), sem efeitos relevantes sobre a hematologia. Lippia alba (5, 10, 15 e 20 mg L?¹) apresentou baixa toxicidade para A. lacustris (1,70 ± 0,48 g), sendo segura em exposições de até 24 horas nessas concentrações. No transporte (2 horas), Z. officinale reduziu indicadores de estresse em A. lacustris (10 µL L?¹; 1,99 ± 0,72 g) e em P. mesopotamicus (30 mg L?¹; 31,42 ± 9,81 g), com resíduos mínimos no filé e eliminados rapidamente. O. gratissimum (10 mg L?¹) foi eficaz no mesmo tempo de transporte com Brycon hilarii (16,54 ± 1,65 g), preservando parâmetros comportamentais, hematológicos e de qualidade da água. Na suplementação alimentar, O. gratissimum (1%) modulou a microbiota intestinal de P. mesopotamicus (43 ± 13 g) e melhorou parâmetros imunológicos e zootécnicos em P. reticulatum (18,84 ± 1,22 g) desafiado com Aeromonas hydrophila. Z. officinale (0,5%) na dieta de P. reticulatum (40,23 ± 20,99 g) manteve o hematócrito estável e aumentou trombócitos e leucócitos após o mesmo desafio. L. origanoides (1,0, 1,5 e 2,0 mL kg?¹) mostrou-se seguro para P. mesopotamicus (17,2 ± 0,99 g), sem comprometer estrutura hepática ou intestinal. Em relação à sanidade, L. origanoides apresentou atividade bacteriostática e bactericida contra A. hydrophila in vitro (MIC = MBC = 1,6 mg mL?¹), indicando potencial profilático e terapêutico. Os resultados evidenciam o potencial dos óleos essenciais em peixes nativos, favorecendo uma piscicultura mais sustentável e com menor dependência de produtos sintéticos, desde que respeitadas as particularidades de espécie, concentração e tempo de exposição.
Título do Evento
II Encontro Técnico-Científico do Pantanal Tech MS 2026
Cidade do Evento
Aquidauana
Título dos Anais do Evento
Anais do Encontro Técnico-Científico do Pantanal Tech MS
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

CALVES, Gleice de Souza et al.. PROTOCOLOS PARA USO DE FITOBIÓTICOS PARA PEIXES DE PRODUÇÃO.. In: . Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/anais-ecpantanaltech/1646320-PROTOCOLOS-PARA-USO-DE-FITOBIOTICOS-PARA-PEIXES-DE-PRODUCAO. Acesso em: 29/08/2026

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