IMPACTO DE DIFERENTES TEMPOS DE DESCANSO PRÉ-ABATE SOBRE PARÂMETROS SANGUÍNEOS DE SUÍNOS PESADOS ABATIDOS EM CONDIÇÕES DE TERMONEUTRALIDADE

Publicado em 28/08/2026

Título do Trabalho
IMPACTO DE DIFERENTES TEMPOS DE DESCANSO PRÉ-ABATE SOBRE PARÂMETROS SANGUÍNEOS DE SUÍNOS PESADOS ABATIDOS EM CONDIÇÕES DE TERMONEUTRALIDADE
Autores
  • Luis Carlos Luciano Junior
  • Jessica Lucilene Cantarini Buchini
  • Lucas Rocha Valfré
  • João Victor Oliveira Bastos
  • Jaqueline Murbach Braz
  • Cristiny Santos Braga
  • MATEUS DE ANDRADE DA SILVA
  • Maria Fernanda de Castro Burbarelli
  • Rita Therezinha Rolim Pietramale
  • Fabiana Ribeiro Caldara
Modalidade
Resumo científico RSD 2026 - abstract - resumen
Área temática
1) Produção Animal - Animal production - Producción animal
Data de Publicação
28/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/anais-ecpantanaltech/1636417-impacto-de-diferentes-tempos-de-descanso-pre-abate-sobre-parametros-sanguineos-de-suinos-pesados-abatidos-em-con
ISSN
Palavras-Chave
bem-estar animal; frequência respiratória; insensibilização; manejo pré-abate; transporte animal
Resumo
O manejo pré-abate exerce influência direta sobre as respostas fisiológicas dos suínos e pode afetar seu bem-estar. Entre as práticas adotadas nessa etapa, o período de descanso após o transporte é considerado um fator importante para a recuperação dos animais, embora seus efeitos em suínos pesados abatidos sob condições ambientais próximas à termoneutralidade ainda sejam pouco relatados na literatura. Objetivou-se avaliar o impacto de diferentes tempos de descanso pré-abate sobre parâmetros fisiológicos e sanguíneos de suínos pesados abatidos em frigorífico comercial. O estudo foi conduzido em Dourados, Mato Grosso do Sul, durante julho de 2025. Foram utilizados 120 fêmeas da linhagem comercial Agroceres PIC, negativas para o gene halotano, com peso vivo médio de 129 ± 5,0 kg, provenientes do mesmo lote e transportados sob condições padronizadas. Os animais foram distribuídos em delineamento inteiramente casualizado, composto por quatro tempos de descanso pré-abate (0, 30, 60 e 120 minutos). Após o desembarque, os suínos foram encaminhados às pocilgas de espera, recebendo apenas água. A frequência respiratória foi avaliada durante o período de descanso nas pocilgas de espera. Ao término de cada período experimental, os animais foram insensibilizados por atmosfera controlada com dióxido de carbono (CO2) e submetidos à sangria para coleta das amostras biológicas. Foram avaliados parâmetros sanguíneos por análise gasométrica, incluindo pH, pressão parcial de dióxido de carbono (pCO2), pressão parcial de oxigênio (pO2), sódio (Na), cloreto (Cl) e glicose. Os dados foram submetidos à análise de variância e regressão polinomial no software R, adotando-se nível de significância de 5% (P < 0,05). Não foram observados efeitos dos tempos de descanso para pH, pO2, sódio e glicose (P > 0,05), indicando estabilidade desses parâmetros ao longo da avaliação. A pressão parcial de dióxido de carbono (pCO2) apresentou comportamento quadrático (P = 0,0452), registrando o menor valor estimado aos 30 minutos de descanso. A concentração de cloreto aumentou linearmente com o prolongamento da espera (P = 0,0006), variando de 95,0 para 100,8 mmol/L entre os tempos de 0 e 120 minutos. A frequência respiratória reduziu linearmente (P = 0,0122), passando de 41,8 para 35,3 movimentos por minuto entre 30 e 120 minutos de descanso. Os resultados sugerem que um período de repouso de 120 minutos nas pocilgas favorece a recuperação fisiológica dos animais após o transporte. A redução da frequência respiratória e o comportamento da pCO2 indicam uma resposta adaptativa ao período de espera. A menor frequência respiratória observada aos 120 minutos sugere menor ativação dos mecanismos fisiológicos associados ao estresse agudo, refletindo maior equilíbrio homeostático dos animais. Adicionalmente, o comportamento quadrático da pCO2 evidencia ajustes ventilatórios ao longo do período de descanso, compatíveis com a recuperação progressiva após o transporte. Embora tenha sido observado aumento linear da concentração de cloreto, os demais parâmetros sanguíneos permaneceram estáveis entre os tratamentos. Conclui-se que o descanso pré-abate de 120 minutos favorece a recuperação e a estabilização fisiológica de suínos pesados abatidos sob condições ambientais próximas à termoneutralidade, evidenciado pela redução da frequência respiratória e pelas alterações observadas nos parâmetros gasométricos após o transporte.
Título do Evento
II Encontro Técnico-Científico do Pantanal Tech MS 2026
Cidade do Evento
Aquidauana
Título dos Anais do Evento
Anais do Encontro Técnico-Científico do Pantanal Tech MS
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

JUNIOR, Luis Carlos Luciano et al.. IMPACTO DE DIFERENTES TEMPOS DE DESCANSO PRÉ-ABATE SOBRE PARÂMETROS SANGUÍNEOS DE SUÍNOS PESADOS ABATIDOS EM CONDIÇÕES DE TERMONEUTRALIDADE.. In: . Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/anais-ecpantanaltech/1636417-IMPACTO-DE-DIFERENTES-TEMPOS-DE-DESCANSO-PRE-ABATE-SOBRE-PARAMETROS-SANGUINEOS-DE-SUINOS-PESADOS-ABATIDOS-EM-CON. Acesso em: 29/08/2026

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