PARTICIPAÇÃO, CONFIANÇA E INCLUSÃO SOCIAL NOS PROGRAMAS DE PAGAMENTO POR SERVIÇOS AMBIENTAIS (PSA) NO PANTANAL DO MATO GROSSO DO SUL

Publicado em 28/08/2026

Título do Trabalho
PARTICIPAÇÃO, CONFIANÇA E INCLUSÃO SOCIAL NOS PROGRAMAS DE PAGAMENTO POR SERVIÇOS AMBIENTAIS (PSA) NO PANTANAL DO MATO GROSSO DO SUL
Autores
  • Marcelo Corrêa da Silva
  • Dr. João Augusto Rossi Borges
  • Patricia Roseti Lenis
  • Ana Paula de Jesus Godoy
Modalidade
Resumo científico RSD 2026 - abstract - resumen
Área temática
4) Extensão Rural - Agricultural extension - Extensión rural
Data de Publicação
28/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/anais-ecpantanaltech/1613990-participacao-confianca-e-inclusao-social-nos-programas-de-pagamento-por-servicos-ambientais-(psa)-no-pantanal-d
ISSN
Palavras-Chave
Agricultura familiar; Conservação de vegetação nativa; Governança ambiental; Desenvolvimento territorial; Extensão rural; Pecuária extensiva; Representação social
Resumo
O programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) no Pantanal do Mato Grosso do Sul (MS) constitui instrumento de política pública voltado ao reconhecimento por meio de remuneração a produtores rurais e comunidades que adotam práticas associadas à conservação ambiental. Este resumo apresenta reflexões preliminares sobre os desafios de desenho e implementação dos subprogramas PSA Conservação e PSA Brigadas. Até o momento, a adesão aos programas de PSA no MS foi pequena comparada ao potencial de beneficiários. O PSA Conservação remunera produtores rurais que mantêm Área Excedente de Vegetação Nativa (AEVN) acima do exigido por lei. Assim, propriedades com maior extensão territorial tendem a possuir maior excedente de vegetação nativa e alcançar pagamentos mais elevados. Já o PSA Brigadas parece apresentar maior aderência à realidade da agricultura familiar (AF), como no caso de grupos envolvidos no primeiro combate aos incêndios, que é um serviço ambiental que extrapola a tônica dada para a extensão territorial conservada. A diferenciação entre subprogramas é importante diante da estrutura fundiária pantaneira. Estimativas indicam que a agricultura de larga escala concentra cerca de 90% a 95% da área ocupada no Pantanal brasileiro e detém a maior parte do rebanho de pecuária comercial. A AF, embora ocupe área proporcionalmente menor, representa diversidade social, produtiva e territorial relevante, especialmente em assentamentos, margens de rios e comunidades tradicionais. Embora a Lei do Pantanal tenha contado com processos participativos, escutas e validações, entrevistas realizadas com atores-chave em 2025 e 2026 indicam que o desenho dos programas de PSA ocorreu de modo mais técnico-institucional, ainda que orientado por demandas de produtores e comunidades previamente identificadas e com algum nível de validação entre os potenciais beneficiários. Achados revelam que o sentimento de pertencimento de potenciais beneficiários a esse programa é limitado. Isso não diminui a relevância do programa, mas pode explicar os desafios de adesão dos beneficiários em seu primeiro ciclo de implementação. Essa distinção, entre políticas construídas “para” os beneficiários e políticas construídas “com” eles, é relevante para compreender o processo de adesão, ainda em consolidação. Entre os desafios identificados estão receios relacionados à fiscalização, uso de dados, monitoramento por drones, exigências documentais, compreensão das regras (por exemplo, uma AEVN atingida por fogo não acarreta em uma penalização ao produtor), potencial circulação de desinformação e fragilidade de canais de representação social. Além disso, o valor pago por hectare pode não ser o principal fator de mobilização para todos os produtores, especialmente aqueles com patrimônio fundiário expressivo e forte vínculo identitário ou legado familiar com o Pantanal. Assim, o incentivo econômico pode ser compreendido, também, como reconhecimento público. Conclui-se, preliminarmente, que a ampliação da adesão do PSA depende de comunicação territorializada, conhecimento sobre o apoio oferecido na etapa documental, estratégias culturais de mobilização, fortalecimento participativo e articulação institucional. Nesse sentido, uma forma complementar de cooperação, por exemplo, entre SEMADESC, FUNAR e SENAR/MS, ATeG Pantanal e organizações representativas da AF poderia contribuir para aproximar o programa de diferentes públicos, equilibrando eficiência ambiental e trazendo maior sustentabilidade e legitimidade social para a política pública.
Título do Evento
II Encontro Técnico-Científico do Pantanal Tech MS 2026
Cidade do Evento
Aquidauana
Título dos Anais do Evento
Anais do Encontro Técnico-Científico do Pantanal Tech MS
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SILVA, Marcelo Corrêa da et al.. PARTICIPAÇÃO, CONFIANÇA E INCLUSÃO SOCIAL NOS PROGRAMAS DE PAGAMENTO POR SERVIÇOS AMBIENTAIS (PSA) NO PANTANAL DO MATO GROSSO DO SUL.. In: . Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/anais-ecpantanaltech/1613990-PARTICIPACAO-CONFIANCA-E-INCLUSAO-SOCIAL-NOS-PROGRAMAS-DE-PAGAMENTO-POR-SERVICOS-AMBIENTAIS-(PSA)-NO-PANTANAL-D. Acesso em: 29/08/2026

Trabalho

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