ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO: UMA PARCERIA INTELIGENTE

Publicado em 04/02/2020 - ISBN: 978-85-5722-415-5

Título do Trabalho
ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO: UMA PARCERIA INTELIGENTE
Autores
  • Maria Rosilene Fernandes de Lima
Modalidade
Artigo Científico
Área temática
Educação
Data de Publicação
04/02/2020
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
Português
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/amplamentecursos/237762-alfabetizacao-e-letramento--uma-parceria-inteligente
ISBN
978-85-5722-415-5
Palavras-Chave
Alfabetização. Letramento. Ensino. Fundamental.
Resumo
1. INTRODUÇÃO O presente trabalho tem por finalidade socializar um artigo científico realizado como resultado do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da área de Educação Infantil e Alfabetização, ao qual dou ênfase aos diferentes entendimentos de alfabetização e letramento e os possíveis impactos no processo de desenvolvimento estudantil, tanto no ensino infantil como nos anos iniciais. Além disso, trago como esses dois conhecimentos são abordados nas propostas oficiais, enfatizando o Ensino Fundamental (de cinco anos) e o Pacto Nacional da Alfabetização na idade certa, e para concluir, apontarei uma proposta de intervenção. Os motivos pelos quais escolhi esse tema, foi a minha identificação pelo mesmo e necessidade de aprofundamento na área em que atuo como educadora, por compreender que Alfabetização e Letramento são ferramentas importantes na minha profissão, seja como docente ou gestora de escola da Educação Básica. Tenho buscado compreender melhor este processo de ensino com o auxílio de artigos, autores os quais me proporcionaram uma compreensão melhor acerca do assunto em evidência. Ao fazer uma leitura deste documento, o leitor irá se deparar com questões que enfatizam a importância do alfabetizar letrando em sala de aula, os caminhos que o alfabetizador precisa seguir na busca de resultados positivos a partir de formações e estudos mais profundos, pois estudos mostram a complexidade para introduzir o referido tema na vida cotidiana escolar. Sendo assim, se faz necessário conhecimentos mais amplos a partir de formação continuada. Por fim, será abordado de maneira descritiva as observações e leituras organizadas em cada parte deste argumento. Trago na primeira seção as diferentes abordagens de alfabetização e letramento, tendo como base o pensamento e a trajetória de alguns autores acerca do tema. Na segunda seção, falo sobre alguns entendimentos referentes às novas políticas públicas de alfabetização, em especial a implantação do Ensino Fundamental de 9 anos, e as contribuições das mesmas no processo de alfabetização nos anos iniciais. Dessa forma, ainda darei foco ao Pacto Nacional da Educação na Idade Certa (PNAIC), que tem contribuído diretamente com o trabalho dos docentes em sala de aula, através da formação continuada, entre outros. Por fim, na terceira seção apresento minhas vivências e observações desenvolvidas no meu ambiente de trabalho, com uma turma de segundo ano, e os diálogos com a professora alfabetizadora e a coordenadora pedagógica. Para melhor elaboração e enriquecimento deste trabalho, foi realizada uma pesquisa bibliográfica onde tomei como base vários autores importantes especialistas no assunto abordado. 2. DESENVOLVIMENTO 2.1 ALFABETIZAR LETRANDO: UM DELICIOSO DESAFIO 2.1.1 Alfabetização e seu significado. Ao ver que o processo de alfabetização é bastante complexo em diversos aspectos, pois cada criança tem seu próprio tempo de aprender, podemos analisar variados pontos que nos possibilitam encontrar suporte para atingir o alvo desejado. Saber ler e escrever possibilita o sujeito do próprio conhecimento, pois sabendo ler, ele se torna capaz de atuar sobre o acervo de conhecimento acumulado pela humanidade através da escrita, e desse modo, produzir, ele também, um conhecimento. (Barbosa, 2013, P.19) É imprescindível que a criança disponha da possibilidade de avançar na leitura e escrita, pois partindo desse pressuposto ela poderá produzir seu próprio conhecimento e a partir daí, terá uma visão mais ampla do mundo ao seu redor. Segundo Barbosa (2013) sabendo que as práticas pedagógicas são culturais, históricas e evoluem conforme as necessidades sociais emergentes e do acervo de conhecimento disponível, acervo esse que promete a elaboração de uma nova teoria, capaz de justificar uma nova prática necessária. Assim também aconteceu e acontecerá com a alfabetização. Seu entendimento sofreu transformações significativas ao longo do tempo, implicando em novas pesquisas metodológicas e redimensionamentos. Dessa forma, percebemos que a alfabetização na idade certa é de fundamental importância para que os discentes evoluam dentro do processo, conforme vai avançando as etapas da vida estudantil e social. Especificamente na alfabetização, mais precisamente no ano de 1789, o qual representa o marco fundamental da associação duradoura entre alfabetização e a escola, embora somente em 1990 essa associação fosse efetivada de fato. Ocorrendo neste ano durante a “Conferência Mundial Sobre Educação Para Todos”, que a alfabetização passa a ser entendida como um instrumento eficaz de aprendizagem da leitura e escrita, entretanto, passa-se a entender, de que a alfabetização comporta a aprendizagem coletiva e simultânea da leitura e da escrita. A partir deste período surgem movimentos de defesa de uma alfabetização mais expansiva e que fosse superior a mecanização deste ensino, o qual a alfabetização ensinar-se desde o início simultâneamente a aquisição dos mecanismos básicos para as referidas etapas. “O desenvolvimento da comunicação e expressão com ênfase do processo de produção e utilização de textos” (Krammer, 1986, P.19). Ao criar mecanismos que facilitam o acesso mais amplo dos discentes ao processo de leitura e escrita o mediador estará evoluindo como profissional exemplar e superando seus limites como agente facilitador da aprendizagem significativa. O acesso aos conhecimentos histórico e socialmente produzidos e a possibilidade de criar outras condições diferenciadas para a produção de novos conhecimentos, como afirma Krammer (1986, A.): Saber ler e escrever significa dispor do veículo fundamental de acesso aos conhecimentos da língua nacional, da matemática, da ciências, da história, da geografia e significa ainda, possuir o instrumento de expressão e compreensão da realidade física e social. O processo de alfabetização precisa ser entendido como ponto de partida primordial e desenvolvido nos anos iniciais mais precisamente nos três primeiros anos, pois é nessa fase que a criança está mais propícia a captar as informações transmitidas pelos seus professores, nesse sentido, suas futuras trajetórias pelas disciplinas e anos escolares se tornarão mais eficazes e de simples compreensão. Soares (1985, P.21), citada por Krammer (1986, P.17), igualmente apontava um conceito de alfabetizador o qual deveria ser: Suficientemente amplo para incluir a abordagem mecânica do ler/escrever, o enfoque da língua escrita como meio de expressão/compreensão, como especificidade e autonomia em relação à língua oral, e ainda, os determinantes sociais das funções e fins da aprendizagem da língua escrita. Provavelmente Magda Soares já estava se referindo ao letramento, vendo que o processo de inserção a criança ao mundo cultural, ao conhecimento social diante de uma perspectiva de ensino que possibilite a esta criança, o entendimento, o dom da leitura e escrita no mundo ao qual está inserido. Portanto, a criança para ser alfabetizada/letrada terá que interagir com outras pessoas, ter contato com vários textos de diferentes gêneros de fácil acesso na sociedade e, principalmente, produzir textos autorais. De acordo com o avanço da alfabetização, principalmente quando é classificada como um conhecimento importante para a sociedade, também a inclusão desta sociedade as quais irão solicitando escola mais comprometidas com tal entendimento, o que sugere práticas mais adequadas e de profissionais mais capacitados e dispostos a encarar esta aprendizagem com satisfação. 2.1.2 Letramento no contexto da alfabetização, como ocorre? O letramento é debatido internacionalmente e surgiu a partir das reflexões em torno do analfabetismo, quando foi observado que embora as crianças saíssem da instituição de ensino alfabetizadas, tal aprendizagem não lhes oferecia condições suficientes para inserir-se de forma efetiva na sociedade. Dessa forma, o letramento surge para dar continuidade ao processo que já havia sido construído pela criança, antes de ingressar na escola, pois vivia em uma sociedade letrada e já se deparava com diversificadas linguagens. Ensinar a ler e escrever não significa fornecer uma técnica, mas o modo cultural de se comportar. Sabe ler a pessoa que gosta de ler, não a pessoa que ler corretamente em um exame. Sabe ler a pessoa que faz linguagem escrita de modo correto, não o que, quando vai prestar um serviço militar sabe escrever diante do oficial: “sou um cidadão italiano”, como se fazia na Itália para demonstrar que se estava alfabetizado. (Francesco Tonucci, 1985) O que é letramento? Segundo defensores do mesmo, como Soares (1999) e Kleimam (2007), principalmente, refere-se à apropriação a leitura e da escrita para uso social, trazendo consequências (políticas, sociais, econômicas, culturais…) para indivíduos e grupos que se apropriam da escrita, fazendo com que esta se torne parte de suas vidas como meio de expressão e comunicação. O sujeito torna-se usuário da leitura e da escrita na vida social. Neste sentido, letrado é alguém que se apropriou suficientemente da escrita e da leitura a ponto de usá-las com desenvoltura, com propriedade, para dar conta das situações sociais e profissionais. Dessa forma, o letramento é o resultado de uma pesquisa sobre a situação do analabetismo, vendo a necessidade de buscar uma aprendizagem mais efetiva, sólida e necessária ao desenvolvimento social da criança, dos tempos atuais. Segundo Soares apud Carvalho (2005): no Brasil, os conceitos de alfabetização e letramento se mesclam, se sobrepõem e frequentemente se confundem: isso não é bom, pois os processos de alfabetizar e letrar, são específicos. Alfabetizar é ensinar o código alfabético, letrar é familiarizar o aprendiz com os diversos usos sociais da leitura e da escrita (2003, P.05). Atualmente no Brasil é notória a busca das escolas para reduzir o índice de analfabetismo, porém, isso nem sempre é levado em consideração, mascarando assim a realidade. Seria viável que a sociedade se voltasse mais para essas questões e absorvesse o fato de que precisa dar uma maior atenção a formação de cidadãos que disponham da leitura e escrita de maneira que possam apropriar-se dessas práticas sociais no seu cotidiano. (et al, 2004), não basta apenas saber ler e escrever, necessário é saber fazer uso do ler e do escrever, saber responder às exigências de leitura e escrita que a sociedade faz, pois: enquanto a alfabetização se ocupa da aquisição da escrita por um indivíduo, ou grupo de indivíduos, o letramento focaliza os aspectos sociohistóricos da aquisição de uma sociedade. (TEOUNI, 1995, P.20 apud COLELLO, 2014) Nesse contexto, o letramento é o estado em que vive o indivíduo que não só sabe ler e escrever, mas exerce as práticas sociais de leitura e escrita que circulam na sociedade em que vivem. (Soares, 2000) Segundo o que foi pesquisado, o termo letramento passou a ter veiculação no setor educacional há pouco menos de 20 anos, primeiramente entre os linguistas e estudiosos da língua portuguesa. E no Brasil, o termo foi usado pela primeira vez por Mary Kato, em 1986, na obra “No mundo da escrita: uma perspectiva psicolinguística”. 2.2 UM OLHAR DIFERENCIADO SOBRE ALFABETIZAÇÃO 2.2.1 Ensino Fundamental: anos iniciais/anos finais e os desafios das políticas públicas. A publicação da lei federal 1.274 em fevereiro de 2006, tornou obrigatório os “nove anos de ensino fundamental” em todo território nacional, tendo como principal objetivo a melhoria desse nível de escolaridade. A referida implantação, a qual além de tornar abrangente o tempo de duração de escolarização, antecipa a entrada da criança na escola regular, pois o que desencadeou várias indagações por parte de pesquisadores da infância, e criou impactos no dia-a-dia das escolas e das famílias com crianças em idade escolar. Quanto aos educadores e gestores os quais são responsáveis por sua efetivação, cabe fazer as mudanças e reformulações necessárias para atender as necessidades vigentes em suas repartições de ensino. Entretanto, para melhor orientação quanto a compreensão da proposta e responder os inúmeros questionamentos dos docentes, o MEC através da Secretaria de Educação Básica, elaborou o documento 2, no qual apresenta em síntese, as devidas respostas, que contemplam aspectos legais, pedagógicos e, de infraestrutura, dentre outros aspectos. É imprescindível ressaltar que o ingresso da criança com 6 anos no ensino fundamental implica numa busca mais avançada na aprendizagem, onde a comunidade escolar, mais precisamente professores e gestores, necessitam buscar os subsídios necessários para atender tais necessidades, levando em consideração que a alfabetização do aluno deverá ocorrer nos três primeiros ano de ensino fundamental. “A avaliação constituída como o momento necessário de construção de conhecimentos, assumirá a forma processual, gradual, cumulativa e diagnóstica, sendo redimensionadora da ação pedagógica”. (BRASIL, 2008) Os responsáveis pelas instituições de ensino fazem variadas observações e denúncias quanto a falta de infraestrutura. A questão é que no ano de 2014, grande parte das escolas já tiveram seu ciclo de formação concluídas, no entanto, pouco se fala dos impactos sobre a aprendizagem dos discentes, pois de acordo com Schneider e Durli (2009, P.200): [...] obviamente, a obrigatoriedade legal não assegura que, todas as crianças em idade escolar tenham acesso a educação e possam concluir o ciclo obrigatório. De igual forma, o aumento da escolarização obrigatória não se traduz, necessariamente, em melhoria de qualidade de ensino. Diante disso, pode-se perceber que a criança avança consideravelmente nos anos iniciais, entretanto, necessariamente não dispõe dos conhecimentos básicos de aprendizagem. No entanto, UNESCO: OREALC (2001) defende que a ampliação da escolaridade obrigatória, pode melhorar o nível de aprendizagem. O EF9 teve além de outros interesses, a melhoria da aprendizagem das crianças por várias razões. A realidade escolar ainda está muito distante daquilo que está proposto. Dentre as causas que poderíamos apostar, a forma de sua implantação, principalmente pela falta de sensibilização dos professores, foi a mais evidente. Atualmente o governo vem fazendo grandes investimentos na formação continuada dos professores, dentre eles, destacamos o Pacto Nacional da Alfabetização na Idade Certa - PNAIC, o qual poderá contribuir para que todas as crianças brasileiras não só antecipe seu ingresso ao ensino fundamental, mas que este tempo realmente traga resultados positivos. 2.2.2 O novo desafio dos anos iniciais: Pacto Nacional da Alfabetização na Idade Certa (PNAIC). Aos oito anos de idade, as crianças necessitam ter a compreensão do funcionamento de escrita: o domínio das correspondências grafofônicas, mesmo que dominem poucas convenções ortográficas irregulares e poucas regulares que exijam conhecimentos morfológicos mais complexos: a fluência de leitura e o domínio de estratégias de compreensão e de produção de textos escritos. (PNAIC, mec.pacto.gov.br) Mediante as ações do PNAIC, entende-se que o mesmo oferece além de formação continuada para os profissionais da área de alfabetização, recursos didáticos que possibilitem ao educando o melhor auxílio no processo de ensino e aprendizagem, visando construir juntos, uma melhor maneira para que todos possam desempenhar um ensino de qualidade com aprendizado de grandes conquistas para todos. Soares (2003) destaca que a sala de aula de alfabetização deve ter um duplo objetivo: o primeiro consiste em ajudar a criança por meio de reflexão “sobre as características dos diferentes textos que circulam ao seu redor, sobre seus estilos, usos, e finalidades” e o segundo, implica em ajudá-las a se apropriar do sistema de escrita, para que tenham autonomia para interagir por meio de escrita. Finalizando este percurso do pacto, mediante o processo de alfabetização e letramento, dou ênfase ao fato de que para existir uma melhor organização do trabalho pedagógico, é necessário acima de tudo, um processo de reorganização num ambiente escolar, tanto em sala de aula, quanto no processo de ensino/aprendizagem. 2.3 A ESCOLA QUE QUEREMOS E A ESCOLA QUE TEMOS, QUAL A DIFERENÇA? Partindo de uma pesquisa empírica, realizada na Escola Municipal Prefeito José Assunção Costa, no Município de Jandaíra/RN, faz-se interessante analisar um ambiente alfabetizador e também realizar uma entrevista com a professora da turma de segundo ano e a coordenadora pedagógica da referida instituição de ensino, onde as mesmas apresentam de maneira clara e objetiva como está sendo desenvolvido o processo de alfabetização e letramento e os caminhos percorridos nos cinco primeiros anos do Ensino Fundamental - anos iniciais, mais precisamente nos três primeiros anos. Observando a sala de aula, pude perceber que a mesma dispõe de um ambiente alfabetizador, pois é composta de várias “cantinhos”, como o “cantinho da leitura”, “cantinho da matemática”, alfabeto ilustrado, vogais, quadro silábico, calendário, entre outros. Dessa maneira, é notório que as crianças ao frequentarem tal ambiente, sintam-se aconchegados e capazes de absorver com mais clareza os conteúdos ministrados pelos seus professores. Ao conversar com algumas crianças, pude questionar sobre as atividades que mais gostam de fazer e quais as disciplinas que mais se identificam, a maioria relatou que amam ficar no cantinho da leitura com contação de histórias, atividades xerocadas para colorir e completar, jogos diversificados com todos os momentos lúdicos em grupos ou individuais. Percebi o quanto as crianças estão voltadas ao aprender, o quanto anseiam pelo momento da leitura/escrita e a felicidade dos que já alcançaram esse jeito tão especial, no entanto, cabe ao professor alfabetizador, criar ambientes propícios à este aprendizado, facilitando assim a busca pelo aprender. Como citam Albuquerque e Cruz (2009, P.11) em uma pesquisa sobre prática docente na área de alfabetização: As crianças iniciam o ano letivo com diferentes conhecimentos e aprendizagens, é papel do professor diagnosticar o que as crianças sabem ou não sabem sobre o que ele pretende ensinar. Mesmo quando chegam ao final do ano sem dominar os conhecimentos que o professor buscou ensinar, as crianças têm agregado saberes, é preciso identificar não apenas o que elas não aprenderam, mas também o que elas aprenderam, e valorizar suas conquistas; o diagnóstico sobre o que as crianças sabem ou não deve servir para o planejamento das estratégias e não para exclusão das mesmas. Podemos dizer que algumas crianças avançam nos anos iniciais, mesmo sem o domínio da leitura e escrita, porém as mesmas já se encontram familiarizados com aos métodos de ensino e aprendizagem. Em casos assim, é de fundamental importância que o professor busque métodos mais eficazes de alfabetização e aplique-os a partir de um diagnóstico preciso onde será detectado a fonte da dificuldade encontrada na referida criança. Diante disso, pude perceber que a maioria das crianças se encontra no nível alfabético as quais já reconhecem as letras, identificam as sílabas, leem pequenos textos, produzem frases simples, entre outros. Apenas dois alunos ainda não conseguiram alcançar as metas traçadas, porém, segundo a professora responsável, até o encerramento do ano letivo, será resolvido. Conversando com a professora, foi possível detectar a importância do PNAIC (Pacto Nacional da Alfabetização na Idade Certa) para o processo de ensino/aprendizagem, pois segundo a mesma, o Pacto veio para somar em seu trabalho, dando o suporte necessário para melhor realização das atividades propostas. 3. CONSIDERAÇÕES FINAIS Este artigo científico contribuirá para a compreensão de futuros leitores quanto ao que se refere à alfabetização e letramento, tendo em vista que muitos ainda sentem uma certa dificuldade em diferenciar o significado de ambos os processos. A finalidade do presente trabalho foi de ampliar os conhecimentos acerca do tema abordado no artigo, tendo em vista a facilitação da elaboração de trabalhos para alfabetização que irão ingressar na vida pedagógica, ou mesmo que já se encontram desenvolvendo a majestosa profissão. Mas faz-se necessário seu aperfeiçoamento e atualização conforme o avanço do tempo profissional, pois é imprescindível que o docente esteja sempre buscando reciclar para melhor desempenhar suas habilidades no ambiente alfabetizador, e com isso inserir a criança numa sociedade letrada e portanto, consciente do que está a sua volta. Dorneles citando Deleuze: Penso no processo de alfabetização como uma dinâmica que se dá numa cartografia traçada por muitos mapas, os quais apontam muitos caminhos de muitas mãos. Mãos que se cruzam entre adultos e crianças e que tem o faz de conta como cor ao fundo. É nesta expectativa de encontrar os caminhos que entendo a criança como devir. Devir que é sempre um processo, nem começo, meio ou final de viagem - é um eterno processo de tornar-se, na ética de afirmações da vida. (DORNELES APUD DELEUZE, 2010) Sabendo que a alfabetização não tem fim, pois mesmo que a criança já tenha o domínio da leitura e escrita, a mesma estará sempre num processo de busca, galgando novos conhecimentos e vivenciando diferentes experiência na vida estudantil. No entanto, a criança compreende mais e absorve o prazer pelo aprender quando se depara com adultos dispostos a lhes transmitir os diversificados saberes de maneira lúdica, simples e desafiando suas expectativas. Sendo assim, propondo aos profissionais de ensino que não deixem de se aperfeiçoar, promover caminhos de fácil acesso ao aprender, tenham amor pela sua profissão, paciência, respeito ao tempo de aprendizagem de cada criança, domínio acima de tudo, amor pela profissão escolhida, pois dessa forma, o discente se sentirá mais acolhido e propício ao ensino/aprendizagem. 4. REFERÊNCIAS 1. ALBUQUERQUE, Eliana Borges Correia de; CRUZ, Magda de Carmo Silva. Brasil: Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: alfabetização para todos: diferentes percursos, direitos iguais; ano 1: unidade 7/ Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. Brasília: MEC, SEB, 2012. 2. BARBOSA: José Juvêncio. Alfabetização e Leitura. São Paulo: Cortez, 2003. 3. CARVALHO, Marlene. Alfabetizar e Letrar: um diálogo entre a teoria e a prática. Petrópolis: Vozes, 2005. 4. FERREIRO, Emilia; TEBEROSKY, Ana; Brasil: Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. Pacto Nacional pela alfabetização: consolidação e monitoramento do processo de ensino e de aprendizagem: ano 2; unidade 1/ Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, Diretoria de apoio à Gestão Educacional. Brasília: MEC, SEB, 2012. 5. GARCIA, Regina Leite (org.). Novos olhares sobre a alfabetização. São Paulo: Cortez, 3º ed, 2008. 6. KLEIMAN, Angela B. Preciso “ensinar” o letramento? Não basta ensinar a ler e escrever? Cefiel/JET/UNICAMP, 2005-2010. 7. KREMER, Sonia In. Ensino Fundamental 9 anos - orientações pedagógicas para os anos iniciais. secretaria de Estado da Educação do Paraná. Curitiba, 2010. 8. SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. 2. Ed. - Belo Horizonte: Autêntica: Ceale, 1999.
Título do Evento
EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO CONTINUADA NA CONTEMPORANEIDADE
Título dos Anais do Evento
Anais Educação e Formação Continuada na Contemporaneidade
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
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Como citar

LIMA, Maria Rosilene Fernandes de. ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO: UMA PARCERIA INTELIGENTE.. In: Anais Educação e Formação Continuada na Contemporaneidade. Anais...Natal(RN) Evento on-line - Amplamente Cursos, 2019. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/Amplamentecursos/237762-ALFABETIZACAO-E-LETRAMENTO--UMA-PARCERIA-INTELIGENTE. Acesso em: 13/06/2024

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