NÃO O QUE É, MAS O QUE SOMOS: REFLEXÕES SOBRE O PATRIMÔNIO CULTURAL EDIFICADO SOB A PERSPECTIVA DA SEMIÓTICA

Publicado em 30/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2357-3

Título do Trabalho
NÃO O QUE É, MAS O QUE SOMOS: REFLEXÕES SOBRE O PATRIMÔNIO CULTURAL EDIFICADO SOB A PERSPECTIVA DA SEMIÓTICA
Autores
  • Bianca Paola Comin
Modalidade
ARTIGO
Área temática
4. As Perspectivas da conservação desde o Sul Global: Patrimônio para todos: democracia e justiça social / Reflexões sobre patrimônio: narrativas plurais e memórias silenciadas / Novas perspectivas e abordagens na gestão, valorização e conservação do patrimônio.
Data de Publicação
30/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/8-simposioicomosbrasil/1364213-nao-o-que-e-mas-o-que-somos--reflexoes-sobre-o-patrimonio-cultural-edificado-sob-a-perspectiva-da-semiotica
ISBN
978-65-272-2357-3
Palavras-Chave
Patrimônio cultural edificado, Patrimonialização, Semiótica, Educação sentimental ao patrimônio
Resumo
No campo do patrimônio cultural edificado, atributos como relevância histórica e singularidade estético-arquitetônica são geralmente considerados nos processos de patrimonialização. Contudo, a construção da noção de “valor patrimonial” ultrapassa a dimensão material do objeto, incorporando também os significados que lhe são atribuídos pelas narrativas que ele contém e representa. Nesse sentido, o edifício não é apenas matéria preservada, mas um signo: algo que representa algo para alguém, conforme a abordagem da semiótica peirceana. Sob essa perspectiva, o signo existe simultaneamente como objeto externo e como construção mental do sujeito que o interpreta. Assim, ao recorrer aos conceitos da semiótica, torna-se possível estruturar reflexões acerca das complexidades e contradições que permeiam os processos de patrimonialização. A título de exemplo, ao se considerar que os processos de significação dependem do arcabouço referencial do interpretante, a materialidade de um bem poderá ter pouco ou nenhum valor se os códigos de valoração que o legitimam não forem compartilhados por esse sujeito. Em outras palavras, um objeto pode existir fisicamente, mas deixa de ser percebido como signo se não for interpretado como tal. Nada será um signo, portanto, a menos que o seja para alguém. Para nós, este se apresenta como um ponto de inflexão para indagações fundamentais: quem são os agentes interpretantes nos processos de patrimonialização? Quais são seus repertórios simbólicos e referenciais? E, sobretudo, de que modo a escolha por atribuir – ou não – significados a determinada edificação pode contribuir para a construção, sobreposição, apagamento ou continuidade de narrativas e memórias? Dessa forma, entende-se que o patrimônio cultural edificado transcende sua materialidade para tornar-se não o que ele é, mas o que somos enquanto sujeitos históricos, atravessados por múltiplas camadas de significados. Partindo dessa premissa, este trabalho busca articular os conceitos da semiótica à ideia de uma “educação sentimental ao patrimônio”, conforme proposta por Tomaso Montanari, com o objetivo de investigar as subjetividades presentes nos processos de patrimonialização, compreendendo-os como instrumentos potenciais de poder, negociação e disputa de sentidos.
Título do Evento
8º Simpósio Científico do ICOMOS-Brasil: 60 Anos do ICOMOS + 60
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Simpósio Científico ICOMOS Brasil
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

COMIN, Bianca Paola. NÃO O QUE É, MAS O QUE SOMOS: REFLEXÕES SOBRE O PATRIMÔNIO CULTURAL EDIFICADO SOB A PERSPECTIVA DA SEMIÓTICA.. In: Anais do Simpósio Científico ICOMOS Brasi. Anais...Belo Horizonte(MG) UFMG, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/8-simposioicomosbrasil/1364213-NAO-O-QUE-E-MAS-O-QUE-SOMOS--REFLEXOES-SOBRE-O-PATRIMONIO-CULTURAL-EDIFICADO-SOB-A-PERSPECTIVA-DA-SEMIOTICA. Acesso em: 14/06/2026

Trabalho

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