RIGIDEZ INSTITUCIONAL NA SALVAGUARDA PATRIMONIAL: UMA ANÁLISE DA DEPENDÊNCIA DE TRAJETÓRIA EM VIÇOSA-MG

Publicado em 30/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2357-3

Título do Trabalho
RIGIDEZ INSTITUCIONAL NA SALVAGUARDA PATRIMONIAL: UMA ANÁLISE DA DEPENDÊNCIA DE TRAJETÓRIA EM VIÇOSA-MG
Autores
  • Luiza de Oliveira Sant'Ana
  • Maria Luiza Almeida Cunha de Castro
  • Edgar Vladimiro Mantilla Carrasco
Modalidade
ARTIGO
Área temática
4. As Perspectivas da conservação desde o Sul Global: Patrimônio para todos: democracia e justiça social / Reflexões sobre patrimônio: narrativas plurais e memórias silenciadas / Novas perspectivas e abordagens na gestão, valorização e conservação do patrimônio.
Data de Publicação
30/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/8-simposioicomosbrasil/1363973-rigidez-institucional-na-salvaguarda-patrimonial--uma-analise-da-dependencia-de-trajetoria-em-vicosa-mg
ISBN
978-65-272-2357-3
Palavras-Chave
Dependência de Trajetória; Gestão Patrimonial; Patrimônio Cultural; Patrimônio Imaterial; Viçosa-MG
Resumo
Este trabalho analisa a evolução histórica e institucional do reconhecimento do patrimônio cultural no Brasil, com foco na transição da proteção dos bens materiais para a valorização do patrimônio imaterial. A discussão é desenvolvida a partir da teoria institucionalista de Douglass North, segundo a qual as instituições são entendidas como o conjunto de regras formais e informais que moldam as interações sociais e econômicas. Nesse sentido, busca-se compreender como as estruturas normativas e culturais se transformaram ao longo do tempo para incorporar expressões culturais não materiais. A valorização do patrimônio desempenhou papel fundamental para a construção e fortalecimento da identidade nacional. Durante o Estado Novo, a criação do SPHAN (atual IPHAN) institucionalizou a proteção de bens materiais. Contudo, foi somente após a Constituição de 1988 e a implementação de salvaguardas em 2000 que o patrimônio imaterial recebeu reconhecimento e atenção legal, marcando uma expansão crucial na compreensão do que constitui o patrimônio cultural e a necessidade de sua salvaguarda. Apesar dessas importantes mudanças normativas e da abrangência da legislação atual, a gestão patrimonial em muitos municípios brasileiros ainda se mostra pouco alinhada a essa visão expandida. Observa-se uma persistente priorização do patrimônio edificado, resultando em lacunas significativas na atenção dedicada aos bens móveis e imateriais. O estudo de caso do município de Viçosa (MG), demonstra que a gestão patrimonial local ainda privilegia o patrimônio edificado e essa rigidez institucional indica que as escolhas históricas e os modelos herdados continuam a influenciar a forma como o patrimônio é compreendido, registrado e preservado. Ao rastrear essa trajetória, busca-se evidenciar como a inércia institucional e os valores culturais interagem na definição contemporânea do que é reconhecido como patrimônio cultural, material e imaterial, no contexto brasileiro.
Título do Evento
8º Simpósio Científico do ICOMOS-Brasil: 60 Anos do ICOMOS + 60
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Simpósio Científico ICOMOS Brasil
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SANT'ANA, Luiza de Oliveira; CASTRO, Maria Luiza Almeida Cunha de; CARRASCO, Edgar Vladimiro Mantilla. RIGIDEZ INSTITUCIONAL NA SALVAGUARDA PATRIMONIAL: UMA ANÁLISE DA DEPENDÊNCIA DE TRAJETÓRIA EM VIÇOSA-MG.. In: Anais do Simpósio Científico ICOMOS Brasi. Anais...Belo Horizonte(MG) UFMG, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/8-simposioicomosbrasil/1363973-RIGIDEZ-INSTITUCIONAL-NA-SALVAGUARDA-PATRIMONIAL--UMA-ANALISE-DA-DEPENDENCIA-DE-TRAJETORIA-EM-VICOSA-MG. Acesso em: 14/06/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes