A FALSA UNIDADE DO PASSADO: INTERPRETAÇÕES BRANDIANAS SOBRE O PALACETE MUNICIPAL DE IÚNA, ESPIRITO SANTO

Publicado em 30/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2357-3

Título do Trabalho
A FALSA UNIDADE DO PASSADO: INTERPRETAÇÕES BRANDIANAS SOBRE O PALACETE MUNICIPAL DE IÚNA, ESPIRITO SANTO
Autores
  • Ericson Gonçalves dos Santos
  • Maria Eduarda Marinheiro
  • Franciele Zagne
  • Matheus Menezes Oliveira
Modalidade
ARTIGO
Área temática
2. Patrimônio Cultural e os Desafios do Século XXI: O patrimônio na época das mudanças climáticas: A conservação entre novos e velhos riscos / As escalas do patrimônio: local - global / Modelos inovadores de gestão participativa e envolvimento das comunidades locais / Estratégias de financiamento para a conservação..
Data de Publicação
30/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/8-simposioicomosbrasil/1361722-a-falsa-unidade-do-passado--interpretacoes-brandianas-sobre-o-palacete-municipal-de-iuna-espirito-santo
ISBN
978-65-272-2357-3
Palavras-Chave
Cesare Brandi; Palacete Municipal; Casa da Cultura; Patrimônio histórico; Falso-histórico
Resumo
O Palacete Municipal de Iúna (ES), um edifício eclético de 1914, passou por sucessivas adaptações de uso. Construído para sediar a administração do primeiro prefeito eleito da cidade, o edifício foi se transformando e adaptando às novas funções. Com o passar das décadas, a edificação também foi Fórum, Câmara dos Vereadores e, atualmente, é a Casa da Cultura do município. Esses usos deixaram marcas materiais e simbólicas. As reformas e ampliações, motivadas inicialmente por necessidades funcionais, resultaram em descaracterizações formais, como a inserção de elementos “falso-históricos” na fachada de seu anexo, além de alterações nas cores do edifício em sua última reforma, em 2022. Essas mudanças revelam um processo contínuo de adição e reinterpretação do patrimônio. Para tanto, este trabalho buscou analisar criticamente essas intervenções, dialogando com a teoria da restauração de Cesare Brandi, que defende a preservação da unidade potencial da obra de arte em detrimento da imitação ou da falsa reconstrução do passado. O acréscimo de elementos que simulam historicidade, apesar do objetivo de harmonizar com o conjunto, cria uma leitura ambígua do bem, em que o “falso histórico” ocupa o lugar da memória autêntica. No caso do Palacete, observa-se a tensão entre o desejo de uniformidade estética e a perda de autenticidade histórica. Por meio de levantamento manual, croquis e pesquisa documental, pretende evidenciar a importância de compreender o edifício não apenas como objeto físico, mas como testemunho das permanências e rupturas da memória urbana do município de Iúna.
Título do Evento
8º Simpósio Científico do ICOMOS-Brasil: 60 Anos do ICOMOS + 60
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Simpósio Científico ICOMOS Brasil
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SANTOS, Ericson Gonçalves dos et al.. A FALSA UNIDADE DO PASSADO: INTERPRETAÇÕES BRANDIANAS SOBRE O PALACETE MUNICIPAL DE IÚNA, ESPIRITO SANTO.. In: Anais do Simpósio Científico ICOMOS Brasi. Anais...Belo Horizonte(MG) UFMG, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/8-simposioicomosbrasil/1361722-A-FALSA-UNIDADE-DO-PASSADO--INTERPRETACOES-BRANDIANAS-SOBRE-O-PALACETE-MUNICIPAL-DE-IUNA-ESPIRITO-SANTO. Acesso em: 14/06/2026

Trabalho

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