OBJETO DE FÉ E PATRIMONIALIZAÇÃO: UM ESTUDO DE CASO DA IGREJA DO PADRE EUSTÁQUIO E SUA NECESSIDADE DE PRESERVAÇÃO.

Publicado em 30/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2357-3

DOI
10.29327/9786527223573.1348927  
Título do Trabalho
OBJETO DE FÉ E PATRIMONIALIZAÇÃO: UM ESTUDO DE CASO DA IGREJA DO PADRE EUSTÁQUIO E SUA NECESSIDADE DE PRESERVAÇÃO.
Autores
  • Cybele Nascimento Silva
  • Fabiano Gomes da Silva
Modalidade
ARTIGO
Área temática
4. As Perspectivas da conservação desde o Sul Global: Patrimônio para todos: democracia e justiça social / Reflexões sobre patrimônio: narrativas plurais e memórias silenciadas / Novas perspectivas e abordagens na gestão, valorização e conservação do patrimônio.
Data de Publicação
30/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/8-simposioicomosbrasil/1348927-objeto-de-fe-e-patrimonializacao--um-estudo-de-caso-da-igreja-do-padre-eustaquio-e-sua-necessidade-de-preservaca
ISBN
978-65-272-2357-3
Palavras-Chave
Patrimônio Cultural, Devoção, Educação Patrimonial, Preservação, Padre Eustáquio
Resumo
O estudo apresenta a trajetória e a memória coletiva em torno do Santuário da Saúde e da Paz, localizado no bairro Padre Eustáquio, em Belo Horizonte, Minas Gerais. A pesquisa parte da figura do missionário holandês Padre Eustáquio van Lieshout, cuja presença no Brasil, a partir de 1925, exerceu grande influência social e religiosa, consolidando sua veneração especialmente na capital mineira. Sua passagem resultou não apenas na difusão da devoção, mas também na criação de um complexo arquitetônico e comunitário que moldou a identidade do bairro que hoje leva seu nome. O artigo analisa a edificação da igreja matriz idealizada pelo próprio Beato, destacando sua relevância arquitetônica e simbólica. O edifício, construído em estilo “missões” com forte carga de simbologias bíblicas, ultrapassa a função de templo religioso, constituindo-se como relíquia material e espaço devocional. Ao abrigar os restos mortais do Beato, o Santuário torna-se simultaneamente objeto sagrado e patrimônio cultural vivo, locus de memória e identidade coletiva. Entretanto, apesar de sua importância histórica, cultural e religiosa, o Santuário não possui proteção legal formal. A ausência de tombamento ou registro torna o bem vulnerável a intervenções que descaracteriza sua estrutura e comprometem sua função como espaço de encontro comunitário. Situações análogas em outras localidades brasileiras evidenciam as tensões entre preservação patrimonial e autonomia das instituições religiosas, frequentemente receosas de perda de controle administrativo. Diante desse cenário, o trabalho defende ações de preservação, propondo o registro do Santuário e da Rua Padre Eustáquio como “Lugar de Memória” e a implementação de programas de educação patrimonial. Essas medidas podem aproximar comunidade, poder público e instituição religiosa, minimizando conflitos e assegurando a continuidade dos valores simbólicos e materiais que estruturam a identidade do bairro e da cidade. Ao valorizar o Santuário como objeto devocional e patrimonial, reforça-se a necessidade de integrar a fé, a memória e a gestão cultural na proteção de bens que permanecem vivos e em uso.
Título do Evento
8º Simpósio Científico do ICOMOS-Brasil: 60 Anos do ICOMOS + 60
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Simpósio Científico ICOMOS Brasil
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

SILVA, Cybele Nascimento; SILVA, Fabiano Gomes da. OBJETO DE FÉ E PATRIMONIALIZAÇÃO: UM ESTUDO DE CASO DA IGREJA DO PADRE EUSTÁQUIO E SUA NECESSIDADE DE PRESERVAÇÃO... In: Anais do Simpósio Científico ICOMOS Brasi. Anais...Belo Horizonte(MG) UFMG, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/8-simposioicomosbrasil/1348927-OBJETO-DE-FE-E-PATRIMONIALIZACAO--UM-ESTUDO-DE-CASO-DA-IGREJA-DO-PADRE-EUSTAQUIO-E-SUA-NECESSIDADE-DE-PRESERVACA. Acesso em: 12/06/2026

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