DOCUMENTOS GLOBAIS E ESCALAS LOCAIS: ATÉ QUE PONTO O ICOMOS CONSEGUE ABARCAR ARQUITETURAS MODESTAS?

Publicado em 30/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2357-3

Título do Trabalho
DOCUMENTOS GLOBAIS E ESCALAS LOCAIS: ATÉ QUE PONTO O ICOMOS CONSEGUE ABARCAR ARQUITETURAS MODESTAS?
Autores
  • Lívia Nobre de Oliveira
  • Leonardo Barci Castriota
Modalidade
ARTIGO
Área temática
2. Patrimônio Cultural e os Desafios do Século XXI: O patrimônio na época das mudanças climáticas: A conservação entre novos e velhos riscos / As escalas do patrimônio: local - global / Modelos inovadores de gestão participativa e envolvimento das comunidades locais / Estratégias de financiamento para a conservação..
Data de Publicação
30/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/8-simposioicomosbrasil/1341753-documentos-globais-e-escalas-locais--ate-que-ponto-o-icomos-consegue-abarcar-arquiteturas-modestas
ISBN
978-65-272-2357-3
Palavras-Chave
ICOMOS; cartas patrimoniais; arquiteturas modestas; escalas do patrimônio
Resumo
O campo do patrimônio cultural arquitetônico vem sendo atravessado, nas últimas décadas, por tentativas de responder a críticas à tradição monumentalista que orientou suas bases iniciais. Conceitos como “vernáculo” e “espírito do lugar” passaram a integrar o vocabulário da preservação, sinalizando um movimento de ampliação discursiva em direção a contextos de menor excepcionalidade. Ainda assim, permanece a dúvida sobre até que ponto essas formulações conseguem dialogar com realidades concretas de arquiteturas menores, não-monumentais, de caráter modesto e frequentemente invisibilizadas tanto nas ações de patrimonialização quanto nos debates teóricos preservacionistas. Partindo dessa inquietação, o artigo se debruça sobre documentos ligados à trajetória de atuação do ICOMOS e que são referência para o campo, como as de cartas patrimoniais e declarações internacionais produzidas tanto pelo órgão quanto pela UNESCO e que ilustram o avanço da narrativa da preservação do patrimônio arquitetônico e do que se pode considerar como tal. A análise observa nos documentos os avanços quanto as lacunas no tratamento de contextos não excepcionais. A reflexão é tensionada a partir de uma perspectiva situada: a vivência em cidades do interior nordestino, em especial no Seridó Potiguar, onde o patrimônio arquitetônico é majoritariamente composto por edificações modestas, cujos valores derivam mais do uso, da memória e da leitura comunitária do que da monumentalidade, materialidade e excepcionalidade (questões que aparecem de forma recorrente no discurso autorizado do patrimônio). A análise sugere que, embora o discurso global tenha incorporado conceitos que permitem pensar além do monumento, ele ainda mantém uma lógica centrada na monumentalidade e na autoridade técnico-institucional, além de permanecer consideravelmente eurocentrado e pouco aplicável a realidades brasileiras e latino-americanas. Conclui-se que a distância entre escalas global e local ainda persiste, reforçando a necessidade de ferramentas críticas de leitura que permitam reconhecer e legitimar arquitetura modestas como parte importante das discussões sobre patrimônio e inserindo-as no horizonte de reflexão do ICOMOS e da agenda internacional de conservação.
Título do Evento
8º Simpósio Científico do ICOMOS-Brasil: 60 Anos do ICOMOS + 60
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Simpósio Científico ICOMOS Brasil
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

OLIVEIRA, Lívia Nobre de; CASTRIOTA, Leonardo Barci. DOCUMENTOS GLOBAIS E ESCALAS LOCAIS: ATÉ QUE PONTO O ICOMOS CONSEGUE ABARCAR ARQUITETURAS MODESTAS?.. In: Anais do Simpósio Científico ICOMOS Brasi. Anais...Belo Horizonte(MG) UFMG, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/8-simposioicomosbrasil/1341753-DOCUMENTOS-GLOBAIS-E-ESCALAS-LOCAIS--ATE-QUE-PONTO-O-ICOMOS-CONSEGUE-ABARCAR-ARQUITETURAS-MODESTAS. Acesso em: 29/05/2026

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