DE “SABERES DO POVO” A “SABRES DO ROSÁRIO”: REFLEXÕES SOBRE A PATRIMONIALIZAÇÃO DOS CONGADOS NO BRASIL

Publicado em 30/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2357-3

Título do Trabalho
DE “SABERES DO POVO” A “SABRES DO ROSÁRIO”: REFLEXÕES SOBRE A PATRIMONIALIZAÇÃO DOS CONGADOS NO BRASIL
Autores
  • Mariana Ramos de Morais
Modalidade
ARTIGO
Área temática
4. As Perspectivas da conservação desde o Sul Global: Patrimônio para todos: democracia e justiça social / Reflexões sobre patrimônio: narrativas plurais e memórias silenciadas / Novas perspectivas e abordagens na gestão, valorização e conservação do patrimônio.
Data de Publicação
30/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/8-simposioicomosbrasil/1339869-de-saberes-do-povo-a-sabres-do-rosario--reflexoes-sobre-a-patrimonializacao-dos-congados-no-brasil
ISBN
978-65-272-2357-3
Palavras-Chave
congado, patrimônio cultural, festa, folclore, saberes do Rosário
Resumo
Em 2025, os congados foram reconhecidos como patrimônio cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Registrados pelo órgão do patrimônio como “Saberes do Rosário: Reinados, Congados e Congadas”, esse novo bem cultural imaterial brasileiro já demonstra em seu título a diversidade de que lhe é própria. Os congados – conhecidos também como reinados, congadas, congos, dentre outros – são práticas religiosas de matriz africana centradas na devoção a Nossa Senhora do Rosário, a santos católicos, como São Benedito e Santa Efigênia, e aos ancestrais. Essas práticas têm sido classificadas como catolicismo negro ou catolicismo popular, como cultura popular e folclore – por vezes, adjetivado “negro”. Entre parte dos congadeiros, no entanto, reverbera a ideia de que eles cultuam, em festa, os santos católicos africanamente. Esse entendimento acentua seu caráter étnico-racial, destacado em processos de patrimonialização e musealização, especialmente quando tais processos estão atrelados às demandas por reparação decorrentes das lutas pós-coloniais. Isso se evidencia, por exemplo, ao longo da patrimonialização dos congados pelo Iphan, um processo com a duração de 17 anos. Acompanhei grande parte desse período para fins de pesquisa. Essa experiência, sob o olhar da antropologia, junto à análise documental, fundamenta a análise que proponho nesta comunicação. Objetivo, assim, apontar como os congados passaram de práticas folclóricas a um patrimônio brasileiro de matriz africana. A mudança na forma de se compreender os congados no âmbito das políticas culturais, em específico nas políticas de patrimônio, coloca em evidência os desafios desse campo no século XXI diante das demandas por justiça social e pela inclusão de memórias silenciadas, visando proporcionar uma narrativa mais plural da nossa história e, consequentemente, uma outra configuração de identidade brasileira.
Título do Evento
8º Simpósio Científico do ICOMOS-Brasil: 60 Anos do ICOMOS + 60
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Simpósio Científico ICOMOS Brasil
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MORAIS, Mariana Ramos de. DE “SABERES DO POVO” A “SABRES DO ROSÁRIO”: REFLEXÕES SOBRE A PATRIMONIALIZAÇÃO DOS CONGADOS NO BRASIL.. In: Anais do Simpósio Científico ICOMOS Brasi. Anais...Belo Horizonte(MG) UFMG, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/8-simposioicomosbrasil/1339869-DE-SABERES-DO-POVO-A-SABRES-DO-ROSARIO--REFLEXOES-SOBRE-A-PATRIMONIALIZACAO-DOS-CONGADOS-NO-BRASIL. Acesso em: 29/05/2026

Trabalho

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