REPENSANDO A CONVENÇÃO DO PATRIMÔNIO MUNDIAL: POR UMA ABORDAGEM INTEGRADA DAS PAISAGENS CULTURAIS E NATURAIS

Publicado em 30/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2357-3

Título do Trabalho
REPENSANDO A CONVENÇÃO DO PATRIMÔNIO MUNDIAL: POR UMA ABORDAGEM INTEGRADA DAS PAISAGENS CULTURAIS E NATURAIS
Autores
  • Monica Bahia Schlee
Modalidade
ARTIGO
Área temática
4. As Perspectivas da conservação desde o Sul Global: Patrimônio para todos: democracia e justiça social / Reflexões sobre patrimônio: narrativas plurais e memórias silenciadas / Novas perspectivas e abordagens na gestão, valorização e conservação do patrimônio.
Data de Publicação
30/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/8-simposioicomosbrasil/1338905-repensando-a-convencao-do-patrimonio-mundial--por-uma-abordagem-integrada-das-paisagens-culturais-e-naturais
ISBN
978-65-272-2357-3
Palavras-Chave
Paisagem; Paisagem cultural; Sítio misto; Patrimônio Mundial; UNESCO
Resumo
A adoção da categoria paisagem cultural em 1992 e o lançamento da Recomendação sobre Paisagem Urbana Histórica em 2011 ampliaram o escopo da conservação das paisagens de forma mais integrada ao incorporar valores sociais, culturais e naturais. Nas últimas três décadas, no entanto, a UNESCO tem reclassificado sistematicamente sítios mistos como paisagens culturais. Enquanto os sítios mistos reúnem valores naturais e culturais que podem ou não estar entrelaçados, as paisagens culturais são definidas como obras combinadas da natureza e da humanidade que expressam uma relação intrínseca entre as pessoas e seu ambiente. Essa sobreposição conceitual e prática gera instabilidade e inconsistências de gestão. Este artigo examina criticamente a questão por meio da análise comparativa de dois sítios brasileiros do Patrimônio Mundial: Paisagens Cariocas (paisagem cultural, 2012) e Paraty e Ilha Grande (sítio misto, 2019). O primeiro, inserido em uma metrópole de mais de 6 milhões de habitantes, reúne jardins históricos, parques e monumentos naturais que entrelaçam valores tangíveis e intangíveis. O segundo destaca os vínculos entre natureza e cultura no litoral sudeste do Brasil, abrangendo o centro histórico de Paraty, ecossistemas da Mata Atlântica e comunidades tradicionais. Por representar o primeiro sítio misto reclassificado no Brasil, Paraty e Ilha Grande convida à reflexão crítica sobre os valores, as práticas de gestão e os referenciais teóricos que distinguem as duas categorias. A partir desses casos, questiona-se a necessidade de enquadrar a paisagem como cultural ou histórica, defendendo-se uma conceituação unificada que transcenda tais qualificadores. Propõe-se revisar a terminologia de sítios mistos e paisagens culturais em favor do termo abrangente “paisagens”, terrestres ou marinhas, e repensar os Artigos 1 e 2 da Convenção do Patrimônio Mundial para redefinir as paisagens como bens patrimoniais pervasivos. Uma abordagem transversal entre convenções, que reconheça a relação intrínseca entre natureza e cultura, a diversidade cultural, os vínculos territoriais e a dimensão política da paisagem, pode fomentar práticas de gestão compartilhada entre ICOMOS, UICN, ICCROM e as comunidades locais.
Título do Evento
8º Simpósio Científico do ICOMOS-Brasil: 60 Anos do ICOMOS + 60
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Simpósio Científico ICOMOS Brasil
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SCHLEE, Monica Bahia. REPENSANDO A CONVENÇÃO DO PATRIMÔNIO MUNDIAL: POR UMA ABORDAGEM INTEGRADA DAS PAISAGENS CULTURAIS E NATURAIS.. In: Anais do Simpósio Científico ICOMOS Brasi. Anais...Belo Horizonte(MG) UFMG, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/8-simposioicomosbrasil/1338905-REPENSANDO-A-CONVENCAO-DO-PATRIMONIO-MUNDIAL--POR-UMA-ABORDAGEM-INTEGRADA-DAS-PAISAGENS-CULTURAIS-E-NATURAIS. Acesso em: 29/05/2026

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