PATRIMÔNIOS CULTURAIS NEGROS EM AMEAÇA DE MORTE: O ANTROPOCENO EM QUESTÃO NA REPRODUÇÃO DAS DESIGUALDADES NO CAMPO DA MEMÓRIA COLETIVA

Publicado em 30/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2357-3

Título do Trabalho
PATRIMÔNIOS CULTURAIS NEGROS EM AMEAÇA DE MORTE: O ANTROPOCENO EM QUESTÃO NA REPRODUÇÃO DAS DESIGUALDADES NO CAMPO DA MEMÓRIA COLETIVA
Autores
  • Arthur Nazario Moreira
Modalidade
ARTIGO
Área temática
4. As Perspectivas da conservação desde o Sul Global: Patrimônio para todos: democracia e justiça social / Reflexões sobre patrimônio: narrativas plurais e memórias silenciadas / Novas perspectivas e abordagens na gestão, valorização e conservação do patrimônio.
Data de Publicação
30/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/8-simposioicomosbrasil/1336738-patrimonios-culturais-negros-em-ameaca-de-morte--o-antropoceno-em-questao-na-reproducao-das-desigualdades-no-cam
ISBN
978-65-272-2357-3
Palavras-Chave
Patrimônios Culturais Negros; Antropoceno; Patrimônicídio; Memória Coletiva Ameaçada
Resumo
Dipesh Chakrabarty (2013, p. 9-10) descortina na primeira asserção do artigo “O Clima da História: quatro teses” que o ser humano deixou de ser apenas um agente biológico comum, passando a ter tamanha influência que pode ser comparado a uma força geológica, isso significa “atribuir-nos uma força de escala igual àquela liberada nas vezes em que houve extinção em massa das espécies”. Nesse sentido, o Antropoceno é em síntese a demarcação geológica e temporal das relações humanas de controle em relação à natureza “em escala suficiente para causar impacto no próprio planeta” (Chakrabarty, 2013, p. 9). Se por um lado, o período conhecido pelas mudanças planetárias causadas pelo homem abrem caminhos para o despertar sobre a iminência da catástrofe natural, incluindo o humano, e a discutir suas origens, é por outro, necessário que o questionamento seja feito de maneira a pensá-lo “não somente (como) uma nova ordem geológica, mas também (como) um novo sentido histórico” (Freyesleben, 2023, p. 21). Neste viés, André Felipe Cândido da Silva e Gabriel Lopes (2021, p. 351) questionam se o Antropoceno reduz seus diálogos no: “reforço do antropocentrismo, por supostamente ignorar clivagens sociais e desigualdades, escamoteadas sob a ideia indiferenciada de humano, por representar colonização epistemológica pelas ciências naturais” (grifo meu). Ignorar os fatores interseccionais que o atravessam simboliza, a reiterada subalternização de populações desde agora marginalizadas que se encontram em meio a estas problemáticas que impactam diretamente a vida humana. Assim, ao retomar o alerta de Chakrabarty a respeito da aproximação de uma tragédia ambiental, somos colocados diante do aprofundamento das relações sociais e históricas. Por está vertente, Dalila Varela Singulane (2024) irá trabalhar essa perspectiva a partir da criação dos vínculos entre conquistador e dominados durante os processos colonialistas europeus (Quijano, 2005) no qual “o pensamento político e religioso europeu que deflagrou um novo, e destruidor, modo de vida sobre os territórios” (Singulane, 2024, p. 110). É central perceber neste panorama como uma abordagem que iguale a ação dos indivíduos enquanto agentes geológicos é problemática, principalmente quando é tomado como ponto de partida que os mais vitimados pela crise ambiental não são aqueles que a promovem. Ao operar nestas bases, é possível aferir que o Patrimônio Cultural está inserido nesta mesma lógica, à medida que se encontra caracterizado por padrões coloniais institucionalmente racistas, que colocam a herança negra em potencial perigo de morte, em função da vulnerabilidade às quais estão expostas as diversas expressões/referenciais culturais negras que necessitam diretamente da relação com a natureza ou mesmo da sobrevivência dos indivíduos que a promovem, ao partir do pressuposto de que está vidas estão colocadas em constante ameaça diante do cenário de exacerbação dos eventos climáticos.
Título do Evento
8º Simpósio Científico do ICOMOS-Brasil: 60 Anos do ICOMOS + 60
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Simpósio Científico ICOMOS Brasil
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MOREIRA, Arthur Nazario. PATRIMÔNIOS CULTURAIS NEGROS EM AMEAÇA DE MORTE: O ANTROPOCENO EM QUESTÃO NA REPRODUÇÃO DAS DESIGUALDADES NO CAMPO DA MEMÓRIA COLETIVA.. In: Anais do Simpósio Científico ICOMOS Brasi. Anais...Belo Horizonte(MG) UFMG, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/8-simposioicomosbrasil/1336738-PATRIMONIOS-CULTURAIS-NEGROS-EM-AMEACA-DE-MORTE--O-ANTROPOCENO-EM-QUESTAO-NA-REPRODUCAO-DAS-DESIGUALDADES-NO-CAM. Acesso em: 29/05/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes