PATRIMONIALIZAÇÃO E SILENCIAMENTOS NA PAISAGEM CULTURAL INDUSTRIAL DE IMBITUBA

Publicado em 30/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2357-3

Título do Trabalho
PATRIMONIALIZAÇÃO E SILENCIAMENTOS NA PAISAGEM CULTURAL INDUSTRIAL DE IMBITUBA
Autores
  • Cláudia Aparecida de Souza Ferreira
Modalidade
ARTIGO
Área temática
4. As Perspectivas da conservação desde o Sul Global: Patrimônio para todos: democracia e justiça social / Reflexões sobre patrimônio: narrativas plurais e memórias silenciadas / Novas perspectivas e abordagens na gestão, valorização e conservação do patrimônio.
Data de Publicação
30/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/8-simposioicomosbrasil/1336718-patrimonializacao-e-silenciamentos-na-paisagem-cultural-industrial-de-imbituba
ISBN
978-65-272-2357-3
Palavras-Chave
patrimônio industrial; paisagem cultural; memórias silenciadas; justiça social.
Resumo
O estudo aborda criticamente o patrimônio industrial no Sul do Brasil a partir do caso da Usina Termelétrica de Imbituba, inaugurada em 1923 e convertida em Museu da Cidade e do Porto de Imbituba. O contexto da pesquisa insere-se nos debates sobre preservação cultural no Sul do Brasil, destacando os conflitos entre modernização, memória social e processos de patrimonialização, nos quais as culturas tradicionais e populares são silenciadas. A usina é apresentada como símbolo da transição energética brasileira do século XX e como marco na configuração urbana e sociocultural de Imbituba. O objetivo central do trabalho é discutir como a patrimonialização oficial da usina evidenciou lacunas na inclusão de narrativas locais e práticas culturais cotidianas, questionando modelos tradicionais de conservação que privilegiam a monumentalidade em detrimento da dimensão social. Busca-se compreender de que forma memórias silenciadas e usos populares do espaço podem redefinir a noção de patrimônio industrial e de sua paisagem cultural, aproximando-a da justiça social e da democratização das políticas culturais. A metodologia consiste em uma análise histórico-documental baseada em fontes institucionais, referências bibliográficas e registros oriundos de programas de incentivos à cultura. São examinados documentos oficiais de tombamento, produções acadêmicas sobre a história de Imbituba e registros que evidenciam práticas sociais vinculadas ao entorno da usina, como circulação de lavadeiras, brincadeiras infantis e manifestações culturais contemporâneas. Esse percurso metodológico permite identificar as dicotomias entre o discurso institucional e as práticas culturais, revelando as fragilidades e as potencialidades das políticas de preservação. Os resultados indicam que o processo de patrimonialização, embora reconheça a relevância arquitetônica e histórica da usina, reproduz exclusões ao não contemplar as narrativas plurais que compõem o território. A pesquisa evidencia ainda os impactos das recentes pressões imobiliárias, que ameaçam tanto a integridade visual do bem quanto sua função social, agravando disputas por memória e espaço urbano. Conclui-se que a paisagem cultural dos patrimônios industriais, como o Museu da Usina de Imbituba, pode representar uma política de preservação cultural mais inclusiva, desde que incorpore perspectivas das comunidades locais e reconheça o patrimônio como campo de disputa simbólica e política. A valorização de memórias silenciadas e de usos sociais do espaço revela-se fundamental para uma preservação mais democrática e alinhada aos princípios de justiça social. A metodologia consiste em uma análise histórico-documental, com base em fontes institucionais, referências bibliográficas e registros oriundos de programas de incentivos à cultura. São examinados documentos oficiais de tombamento, produções acadêmicas sobre a história de Imbituba e registros que evidenciam práticas sociais vinculadas ao entorno da usina, como circulação de lavadeiras, brincadeiras infantis e manifestações culturais contemporâneas. Esse percurso metodológico permite identificar as dicotomias entre o discurso institucional e as práticas culturais, revelando as fragilidades e as potencialidades das políticas de preservação.Os resultados indicam que o processo de patrimonialização, embora reconheça a relevância arquitetônica e histórica da usina, reproduz exclusões ao não contemplar as narrativas plurais que compõem o território. A pesquisa evidencia ainda os impactos das pressões imobiliárias recentes, que ameaçam tanto a integridade visual do bem quanto sua função social, agravando disputas por memória e espaço urbano. Conclui-se que a paisagem cultural dos patrimônios industriais, como o Museu da Usina de Imbituba, pode representar uma política de preservação cultural mais inclusiva, desde que incorpore perspectivas das comunidades locais e reconheça o patrimônio como campo de disputa simbólica e política. A valorização de memórias silenciadas e de usos sociais do espaço revela-se fundamental para uma preservação mais democrática e alinhada aos princípios de justiça social.
Título do Evento
8º Simpósio Científico do ICOMOS-Brasil: 60 Anos do ICOMOS + 60
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Simpósio Científico ICOMOS Brasil
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

FERREIRA, Cláudia Aparecida de Souza. PATRIMONIALIZAÇÃO E SILENCIAMENTOS NA PAISAGEM CULTURAL INDUSTRIAL DE IMBITUBA.. In: Anais do Simpósio Científico ICOMOS Brasi. Anais...Belo Horizonte(MG) UFMG, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/8-simposioicomosbrasil/1336718-PATRIMONIALIZACAO-E-SILENCIAMENTOS-NA-PAISAGEM-CULTURAL-INDUSTRIAL-DE-IMBITUBA. Acesso em: 29/05/2026

Trabalho

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