REPENSANDO O ENSINO DE ARQUITETURA: ANCESTRALIDADE, PATRIMÔNIO CULTURAL E TRANSFORMAÇÃO SOCIAL EM ATELIÊS DE PROJETO

Publicado em 30/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2357-3

Título do Trabalho
REPENSANDO O ENSINO DE ARQUITETURA: ANCESTRALIDADE, PATRIMÔNIO CULTURAL E TRANSFORMAÇÃO SOCIAL EM ATELIÊS DE PROJETO
Autores
  • Nathalia Larsen
  • Marcelo Franco Porto
Modalidade
ARTIGO
Área temática
5. ICOMOS e o Futuro da Conservação: Estratégias para os Próximos Anos: O papel do ICOMOS na formulação de novas diretrizes globais / Formação de novas gerações de profissionais da conservação / Cooperação internacional e os desafios emergentes na conservação.
Data de Publicação
30/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/8-simposioicomosbrasil/1335105-repensando-o-ensino-de-arquitetura--ancestralidade-patrimonio-cultural-e-transformacao-social-em-atelies-de-pro
ISBN
978-65-272-2357-3
Palavras-Chave
ensino de projeto e transformação social; saberes tradicionais e ancestrais; arquitetura e patrimônio cultural;
Resumo
A pesquisa investiga como práticas espaciais ancestrais e o patrimônio cultural podem atuar como dispositivos pedagógicos nos ateliês de projeto em cursos de Arquitetura e Urbanismo. Parte-se da hipótese de que a integração de saberes indígenas, ecológicos e tradicionais amplia os horizontes epistemológicos da formação, promovendo maior sensibilidade social e engajamento na transformação do espaço. A pergunta central é: como a incorporação da pedagogia da ancestralidade e do patrimônio cultural pode reorientar o ensino de projeto para a justiça social e espacial? A pesquisa justifica-se pela permanência de um modelo eurocêntrico e tecnicista (Larsen, 2021), ainda dominante no ensino, que ignora realidades socioterritoriais e reforça padrões autorais e de mercado. Em um cenário de desigualdade urbana, crise climática e apagamento identitário, repensar o ensino de projeto é urgente. Ancestralidade, aqui, é entendida como presença viva de saberes, modos de vida e valores herdados de povos e comunidades tradicionais, sendo convocada como eixo crítico e epistemológico. Experiências pedagógicas internacionais reforçam essa direção. Na Nova Zelândia, Archer-Martin e Stokes (2023) relatam práticas que restauram direitos indígenas à terra e cultura, reimaginando a sociedade a partir da conexão com o mundo natural. Crisman (2023) destaca a criação de espaços sustentáveis onde comunidades indígenas recuperam patrimônio e independência frente ao colonialismo. Já Mba et al. (2025) analisam a incorporação do patrimônio cultural em projetos nigerianos contemporâneos, diante dos impactos da globalização e da marginalização das práticas tradicionais. Na América Latina, Ortiz e Trachana (2022) apontam a reestruturação dos espaços de aprendizagem a favor da diversidade e da transformação social. No campo teórico, o estudo apoia-se em Dewey (1978), que entende a experiência como interação transformadora, e em Larrosa (2002), associa o aprender a uma atitude de suspensão, escuta e encontro. A pedagogia da ancestralidade se alinha às perspectivas decoloniais, propondo deslocamentos frente ao ensino convencional. A metodologia adotada é qualitativa e exploratória, com perspectiva epistemológica decolonial, combinando revisão bibliográfica, análise documental (diários de bordo) e observação direta e participante de experiências pedagógicas. Os resultados apontam que estratégias didático-pedagógicas baseadas na ancestralidade e no patrimônio cultural favorecem a criação de ambientes de aprendizagem situados, afetivos e políticos, contrastando com paradigmas hegemônicos da arquitetura moderna. Conclui-se que essa abordagem promove não apenas uma formação plural e equitativa, mas também contribui para a inclusão de grupos historicamente marginalizados no debate sobre a produção do espaço. Ao articular ancestralidade, patrimônio cultural e pedagogias decoloniais, o ensino de projeto se constitui como uma prática transformadora, crítica e socialmente comprometida.
Título do Evento
8º Simpósio Científico do ICOMOS-Brasil: 60 Anos do ICOMOS + 60
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Simpósio Científico ICOMOS Brasil
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

LARSEN, Nathalia; PORTO, Marcelo Franco. REPENSANDO O ENSINO DE ARQUITETURA: ANCESTRALIDADE, PATRIMÔNIO CULTURAL E TRANSFORMAÇÃO SOCIAL EM ATELIÊS DE PROJETO.. In: Anais do Simpósio Científico ICOMOS Brasi. Anais...Belo Horizonte(MG) UFMG, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/8-simposioicomosbrasil/1335105-REPENSANDO-O-ENSINO-DE-ARQUITETURA--ANCESTRALIDADE-PATRIMONIO-CULTURAL-E-TRANSFORMACAO-SOCIAL-EM-ATELIES-DE-PRO. Acesso em: 29/05/2026

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