INCLUSÃO DIGITAL E O DISCURSO AUTORIZADO DE PATRIMÔNIO: A EXPERIÊNCIA DO GERADOR DE BANNER NA MOSTRA VIVÊNCIAS DE INVENTÁRIO DO PATRIMÔNIO CULTURAL

Publicado em 30/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2357-3

DOI
10.29327/9786527223573.1328076  
Título do Trabalho
INCLUSÃO DIGITAL E O DISCURSO AUTORIZADO DE PATRIMÔNIO: A EXPERIÊNCIA DO GERADOR DE BANNER NA MOSTRA VIVÊNCIAS DE INVENTÁRIO DO PATRIMÔNIO CULTURAL
Autores
  • Nina Monticelli
Modalidade
ARTIGO
Área temática
3. O Patrimônio e Novas Tecnologias : O uso de ferramentas digitais para documentação e conservação do patrimônio / Inteligência artificial e seus impactos na pesquisa e interpretação do patrimônio / Desafios éticos e metodológicos na aplicação de novas tecnologias na conservação / O Patrimônio Digital e sua conservação
Data de Publicação
30/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/8-simposioicomosbrasil/1328076-inclusao-digital-e-o-discurso-autorizado-de-patrimonio--a-experiencia-do-gerador-de-banner-na-mostra-vivencias-d
ISBN
978-65-272-2357-3
Palavras-Chave
Patrimônio digital; Inclusão digital; Inventário participativo; Laurajane Smith; Tecnologias de documentação do patrimônio.
Resumo
O artigo Desafiando o Discurso Autorizado de Patrimônio, de Laurajane Smith - elaborado como aula inaugural para o Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural do IPHAN, em 2021 - destaca-se em dois aspectos centrais: a definição de patrimônio como essencialmente intangível e a crítica ao processo de elitização do conhecimento, no qual apenas especialistas detêm o poder de definir o que é ou não patrimônio. No contexto brasileiro, Smith (2021) convida à reflexão sobre o que é legitimado ou excluído do patrimônio nacional. A preservação do patrimônio material teve início no Brasil com o Decreto-Lei nº 25/1937, que instituiu as primeiras políticas de proteção por meio do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN). Posteriormente, consolidou-se uma política mais democrática, abrangendo bens tangíveis e intangíveis, com a Lei nº 3.551/2000, que criou o Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial. Esse processo compreende quatro categorias – Saberes, Celebrações, Formas de Expressão e Lugares – e prevê que o Inventário identifique o interesse e a viabilidade de preservação (OLIVEIRA, 2021). Nesse contexto foi desenvolvido o Gerador de Banner on-line, ferramenta concebida especificamente para a Mostra Vivências de Inventário do Patrimônio Cultural, realizada em paralelo ao II Seminário Nacional de Direito do Patrimônio Cultural. A ferramenta permite que grupos diversos elaborem, diretamente no navegador, pôsteres prontos para impressão, sem a necessidade de conhecimento em design gráfico ou utilização de apps, democratizando a documentação e a difusão de bens culturais e aproximando o conceito de patrimônio digital das comunidades. Entretanto, dois fatores limitaram os resultados almejados. Em primeiro lugar, a disponibilização tardia do gerador reduziu seu alcance, uma vez que a decisão institucional adiou sua divulgação. Em segundo lugar, a presença física obrigatória reiterou barreiras já conhecidas: deslocamentos, custos financeiros e a complexidade da logística evidenciaram práticas centralizadoras, em contraste com a proposta de participação inclusiva e coletiva. Para Smith (2021), questionar o Discurso Autorizado do Patrimônio (SMITH, 2006) implica reconhecer que cabe aos especialistas assumir um papel político e propor agendas de transformação, considerando que esse discurso, ao mesmo tempo em que viabiliza, também impõe limites às suas próprias práticas. A experiência demonstra que novas tecnologias aplicadas ao patrimônio demandam não apenas inovação técnica, mas também planejamento participativo, prazos adequados e reflexão ética sobre as relações de poder. Ferramentas digitais concebidas em diálogo com as comunidades podem atuar como instrumentos de redistribuição de autoridade, deslocando a definição de patrimônio de um campo exclusivamente técnico para um espaço de colaboração horizontal e justiça social, contribuindo para a documentação e a conservação do patrimônio em ambiente digital.
Título do Evento
8º Simpósio Científico do ICOMOS-Brasil: 60 Anos do ICOMOS + 60
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Simpósio Científico ICOMOS Brasil
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

MONTICELLI, Nina. INCLUSÃO DIGITAL E O DISCURSO AUTORIZADO DE PATRIMÔNIO: A EXPERIÊNCIA DO GERADOR DE BANNER NA MOSTRA VIVÊNCIAS DE INVENTÁRIO DO PATRIMÔNIO CULTURAL.. In: Anais do Simpósio Científico ICOMOS Brasi. Anais...Belo Horizonte(MG) UFMG, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/8-simposioicomosbrasil/1328076-INCLUSAO-DIGITAL-E-O-DISCURSO-AUTORIZADO-DE-PATRIMONIO--A-EXPERIENCIA-DO-GERADOR-DE-BANNER-NA-MOSTRA-VIVENCIAS-D. Acesso em: 29/05/2026

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