DIREITO À PAISAGEM, PATRIMÔNIO E LUTAS POR MEMÓRIA E RECONHECIMENTO EM CONTEXTOS PÓS-DITADURA

Publicado em 30/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2357-3

Título do Trabalho
DIREITO À PAISAGEM, PATRIMÔNIO E LUTAS POR MEMÓRIA E RECONHECIMENTO EM CONTEXTOS PÓS-DITADURA
Autores
  • Pedro de Araujo Quental
Modalidade
ARTIGO
Área temática
4. As Perspectivas da conservação desde o Sul Global: Patrimônio para todos: democracia e justiça social / Reflexões sobre patrimônio: narrativas plurais e memórias silenciadas / Novas perspectivas e abordagens na gestão, valorização e conservação do patrimônio.
Data de Publicação
30/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/8-simposioicomosbrasil/1270690-direito-a-paisagem-patrimonio-e-lutas-por-memoria-e-reconhecimento-em-contextos-pos-ditadura
ISBN
978-65-272-2357-3
Palavras-Chave
memória política; direito à paisagem; política da paisagem; patrimônio; luta por reconhecimento
Resumo
Este trabalho analisa a espacialidade da memória política a partir do ativismo de ex-presos e perseguidos políticos e de familiares de mortos e desaparecidos pela repressão estatal da ditadura militar brasileira. Essas ações mobilizam a paisagem e o patrimônio como recursos políticos contestatórios, desafiando regimes de invisibilidade e silenciamento que perpetuam os efeitos traumáticos das violações e negam o reconhecimento público dos sujeitos atingidos. Ao ativar a paisagem e o patrimônio como campos de visibilidade dessas experiências, esses atores buscam compor quadros de memória coletiva orientados à reparação e ao imperativo da não repetição. As lutas em torno da agenda política por memória, verdade, justiça e reparação envolvem a ativação de locais associados à repressão ditatorial como suportes materiais e vetores da memória. A escolha desses locais como plataformas e objetos de reivindicação revela uma espacialidade que mobiliza paisagem e patrimônio como instrumentos na luta por visibilidade, inteligibilidade social e reconhecimento, articulando o direito à memória e o direito à paisagem. O recorte empírico concentra-se no caso da Usina de Cambahyba, situada em Campos dos Goytacazes, na região Norte Fluminense. Durante a ditadura militar (1964–1985), os fornos da usina foram utilizados para a incineração de corpos de opositores políticos, configurando um caso extremo de apagamento material dos crimes de Estado. Atualmente, as ruínas do parque industrial vêm sendo ativadas como paisagem contestatória por atores sociais que reivindicam sua patrimonialização e conversão em memorial de direitos humanos. A análise baseia-se em abordagem qualitativa, interpretativa e indutiva, com ênfase em estratégias de etnografia de percurso e observação participante. O estudo busca trazer contribuições para a compreensão da paisagem e do patrimônio como dimensões centrais das lutas por memória, reconhecimento e direitos humanos em contextos pós-ditatoriais.
Título do Evento
8º Simpósio Científico do ICOMOS-Brasil: 60 Anos do ICOMOS + 60
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Simpósio Científico ICOMOS Brasil
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

QUENTAL, Pedro de Araujo. DIREITO À PAISAGEM, PATRIMÔNIO E LUTAS POR MEMÓRIA E RECONHECIMENTO EM CONTEXTOS PÓS-DITADURA.. In: Anais do Simpósio Científico ICOMOS Brasi. Anais...Belo Horizonte(MG) UFMG, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/8-simposioicomosbrasil/1270690-DIREITO-A-PAISAGEM-PATRIMONIO-E-LUTAS-POR-MEMORIA-E-RECONHECIMENTO-EM-CONTEXTOS-POS-DITADURA. Acesso em: 22/05/2026

Trabalho

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