SONS DO CONFLITO: MÚSICA POPULAR, PATRIMÔNIO E AS FRONTEIRAS INVISÍVEIS DA PRAÇA TIRADENTES

Publicado em 30/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2357-3

Título do Trabalho
SONS DO CONFLITO: MÚSICA POPULAR, PATRIMÔNIO E AS FRONTEIRAS INVISÍVEIS DA PRAÇA TIRADENTES
Autores
  • Ívina Ferreira Bernardino
Modalidade
ARTIGO
Área temática
4. As Perspectivas da conservação desde o Sul Global: Patrimônio para todos: democracia e justiça social / Reflexões sobre patrimônio: narrativas plurais e memórias silenciadas / Novas perspectivas e abordagens na gestão, valorização e conservação do patrimônio.
Data de Publicação
30/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/8-simposioicomosbrasil/1270665-sons-do-conflito--musica-popular-patrimonio-e-as-fronteiras-invisiveis-da-praca-tiradentes
ISBN
978-65-272-2357-3
Palavras-Chave
gestão cultural; direito à cidade; patrimonialização; desigualdades urbanas
Resumo
Este artigo analisa as dinâmicas de uso e apropriação da Praça Tiradentes em Ouro Preto, examinando como as políticas de patrimonialização e gestão cultural reproduzem desigualdades no acesso ao espaço público. Através de dois estudos de caso contrastantes: o cancelamento do show do cantor sertanejo Dilsinho (2023) e a superlotação no show de Alceu Valença (2025), demonstramos como a praça opera sob uma lógica hierárquica que privilegia certas expressões culturais em detrimento de outras. Apoiando-se nos conceitos de habitus e violência simbólica (Bourdieu), patrimonialização global (Costa) e direito à cidade (Lefebvre/Simão), a análise revela três dimensões de valor em tensão: (1) simbólica, onde a praça é disputada entre monumento e espaço vivo; (2) econômica, marcada pela priorização do turismo em detrimento dos moradores; e (3) social, evidenciando o enfraquecimento dos vínculos afetivos da comunidade com seu próprio patrimônio. Conclui-se que a gestão do patrimônio em Ouro Preto pratica uma proteção seletiva, onde eventos considerados "eruditos" ou de audiência elitizada recebem aval institucional mesmo quando colocam em risco a integridade do patrimônio, enquanto manifestações culturais populares enfrentam barreiras jurídicas e preconceitos sociais. O artigo argumenta que a preservação sustentável só será possível quando a gestão abandonar sua lógica museológica e passar a acolher, de forma equânime, as múltiplas expressões culturais que dão vida à cidade.
Título do Evento
8º Simpósio Científico do ICOMOS-Brasil: 60 Anos do ICOMOS + 60
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Simpósio Científico ICOMOS Brasil
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

BERNARDINO, Ívina Ferreira. SONS DO CONFLITO: MÚSICA POPULAR, PATRIMÔNIO E AS FRONTEIRAS INVISÍVEIS DA PRAÇA TIRADENTES.. In: Anais do Simpósio Científico ICOMOS Brasi. Anais...Belo Horizonte(MG) UFMG, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/8-simposioicomosbrasil/1270665-SONS-DO-CONFLITO--MUSICA-POPULAR-PATRIMONIO-E-AS-FRONTEIRAS-INVISIVEIS-DA-PRACA-TIRADENTES. Acesso em: 23/05/2026

Trabalho

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