MEMÓRIA EM RISCO, CIDADE EM EXPANSÃO: O ENTORNO DA CASA GRANDE E TULHA DIANTE DOS DESAFIOS DO SÉCULO XXI

Publicado em 30/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2357-3

Título do Trabalho
MEMÓRIA EM RISCO, CIDADE EM EXPANSÃO: O ENTORNO DA CASA GRANDE E TULHA DIANTE DOS DESAFIOS DO SÉCULO XXI
Autores
  • Bia Carvalho Costa Santos
  • ANA PAULA FARAH
Modalidade
ARTIGO
Área temática
2. Patrimônio Cultural e os Desafios do Século XXI: O patrimônio na época das mudanças climáticas: A conservação entre novos e velhos riscos / As escalas do patrimônio: local - global / Modelos inovadores de gestão participativa e envolvimento das comunidades locais / Estratégias de financiamento para a conservação..
Data de Publicação
30/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/8-simposioicomosbrasil/1269614-memoria-em-risco-cidade-em-expansao--o-entorno-da-casa-grande-e-tulha-diante-dos-desafios-do-seculo-xxi
ISBN
978-65-272-2357-3
Palavras-Chave
Área envoltória; ambiência histórica; patrimônio cultural; Campinas (SP)
Resumo
O presente artigo tem por objetivo analisar a área de entorno da Casa Grande e Tulha, em Campinas (SP), problematizando os impactos da especulação imobiliária sobre bens tombados e a recorrente tendência das políticas públicas de preservação em tratar os sítios históricos de forma isolada. A lacuna historiográfica que orienta este estudo reside na escassez de pesquisas que articulem a proteção da envoltória às demandas contemporâneas, concebendo-a não apenas como limite normativo, mas como instância de mediação entre patrimônio, paisagem e processos de expansão urbana. A metodologia adotada estruturou-se em duas etapas: primeiramente, desenvolveu-se uma investigação teórico-crítica acerca do conceito de entorno de bens tombados; em seguida, procedeu-se à coleta e análise de dados relativos à Casa Grande e Tulha, a partir do Plano Diretor de Campinas, dos processos de tombamento em diferentes esferas institucionais e da pesquisa de campo. O referencial teórico fundamenta-se em autores como Ferreira (2022), Marchesan (2013) e Motta (2010). As fontes mobilizadas incluem os processos de tombamento municipal, estadual e federal, o Plano Diretor de Campinas e registros técnicos do restauro empreendido na década de 1980 pelo arquiteto Antônio da Costa Santos. Os resultados apontam que, embora a Casa Grande e Tulha estejam protegidas por múltiplas instâncias, sua área de entorno permanece vulnerável tanto à pressão do mercado imobiliário quanto à insuficiente articulação entre instrumentos urbanísticos e políticas preservacionistas. A intervenção de Costa Santos consolidou-se como referência paradigmática da relação patrimônio-cidade, mas não encontrou continuidade na gestão territorial. A principal contribuição deste estudo consiste em reafirmar o papel estratégico da área envoltória como categoria de interpretação e planejamento urbano, ressaltando a urgência de políticas integradas capazes de conciliar preservação e transformação, assegurando a permanência da memória urbana em contextos de expansão acelerada.
Título do Evento
8º Simpósio Científico do ICOMOS-Brasil: 60 Anos do ICOMOS + 60
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Simpósio Científico ICOMOS Brasil
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SANTOS, Bia Carvalho Costa; FARAH, ANA PAULA. MEMÓRIA EM RISCO, CIDADE EM EXPANSÃO: O ENTORNO DA CASA GRANDE E TULHA DIANTE DOS DESAFIOS DO SÉCULO XXI.. In: Anais do Simpósio Científico ICOMOS Brasi. Anais...Belo Horizonte(MG) UFMG, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/8-simposioicomosbrasil/1269614-MEMORIA-EM-RISCO-CIDADE-EM-EXPANSAO--O-ENTORNO-DA-CASA-GRANDE-E-TULHA-DIANTE-DOS-DESAFIOS-DO-SECULO-XXI. Acesso em: 23/05/2026

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