QUANDO CONSERVAR É HABITAR: ENTRE NOVOS E VELHOS DESAFIOS NO CORAÇÃO DA CIDADE DE SÃO LUÍS

Publicado em 30/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2357-3

Título do Trabalho
QUANDO CONSERVAR É HABITAR: ENTRE NOVOS E VELHOS DESAFIOS NO CORAÇÃO DA CIDADE DE SÃO LUÍS
Autores
  • Giovanna Silva Oliveira
Modalidade
ARTIGO
Área temática
2. Patrimônio Cultural e os Desafios do Século XXI: O patrimônio na época das mudanças climáticas: A conservação entre novos e velhos riscos / As escalas do patrimônio: local - global / Modelos inovadores de gestão participativa e envolvimento das comunidades locais / Estratégias de financiamento para a conservação..
Data de Publicação
30/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/8-simposioicomosbrasil/1261467-quando-conservar-e-habitar--entre-novos-e-velhos-desafios-no-coracao-da-cidade-de-sao-luis
ISBN
978-65-272-2357-3
Palavras-Chave
Conservação; Regeneração urbana; Habitação; Centro Histórico; São Luís.
Resumo
A conservação do patrimônio cultural sempre esteve sujeita a riscos múltiplos, que vão além da degradação física. Se antes os principais desafios eram a ruína material, o abandono habitacional e a negligência das políticas públicas, hoje esses riscos persistem, mas se somam a novas ameaças: turismo predatório, processos de museificação. Esse entrelaçamento de riscos evidencia o que Gorelik (2005) já sinalizou em seu texto: Com o ruir do confiança técnica, urge o reconhecimento da ação popular como agente de transformação para uma radicalização. As estratégias de preservação precisam integrar as abordagens que tocam no cotidiano de quem vive e resiste a conservar o coração da cidade, o centro histórico. O Centro Histórico de São Luís exemplifica essa sobreposição de velhos e novos riscos. Ao longo de décadas, políticas públicas deram privilégio a monumentalidade e ao turismo, negligenciando a habitação (Wall, 2011; Amaral, 1998). Como consequência, instaurou-se um ciclo de abandono da elite que culminou numa degradação física e sobreviveu graças a resistência da camada mais popular que viu o foco e investimento da cidade deixando aquele espaço e dando abertura para outras dicotomias como a patrimonialização e a museificação dando margem para que esse espaço se fragmente. Autores como Gustavo Giovannoni (2024) e Marchi (2016) já defendiam a conservação cujo monumento e cotidiano coexistem, e dão potências residenciais, culturais e comerciais como condição de vitalidade urbana. Essa perspectiva dialoga com Alois Riegl (2014), que apontava o “valor de uso” como superior ao culto à antiguidade, e com Muñoz-Viñas (2004), que enfatiza a centralidade dos valores sociais na conservação. A partir dessa base teórica, argumenta-se que o incentivo ao uso habitacional no centro histórico constitui uma resposta estratégica para mitigar tanto riscos antigos quanto novos. A presença de moradores assegura a manutenção cotidiana do patrimônio, fortalece a resiliência comunitária diante de crises (como a pandemia de Covid-19) e equilibra as pressões turísticas, garantindo que o centro permaneça um espaço vivo e acessível. Assim, a regeneração urbana — entendida como abordagem integrada capaz de conciliar preservação patrimonial, vitalidade social e sustentabilidade (Robert & Sykes, 2010) — emerge como alternativa essencial. No caso de São Luís, a habitação deve ocupar o centro das políticas de conservação, não apenas como estratégia de uso, mas como condição para superar os riscos que ameaçam o patrimônio cultural no século XXI.
Título do Evento
8º Simpósio Científico do ICOMOS-Brasil: 60 Anos do ICOMOS + 60
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do Simpósio Científico ICOMOS Brasil
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

OLIVEIRA, Giovanna Silva. QUANDO CONSERVAR É HABITAR: ENTRE NOVOS E VELHOS DESAFIOS NO CORAÇÃO DA CIDADE DE SÃO LUÍS.. In: Anais do Simpósio Científico ICOMOS Brasi. Anais...Belo Horizonte(MG) UFMG, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/8-simposioicomosbrasil/1261467-QUANDO-CONSERVAR-E-HABITAR--ENTRE-NOVOS-E-VELHOS-DESAFIOS-NO-CORACAO-DA-CIDADE-DE-SAO-LUIS. Acesso em: 22/05/2026

Trabalho

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