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Apresentação
Apresentação - Comissão Científica
A Coordenação do Comitê Científico do 5º Seminário de Arquitetura Vernácula/Popular: Matrizes, Apropriações e Regionalismos, buscou ao longo de seu trabalho, garantir a pertinência dos trabalhos recebidos às temáticas propostas pelo evento e a observância à estrutura textual definida. Para tal, contou com a expertise e colaboração de um comitê científico formado por pesquisadores/as e intelectuais cujas trajetórias dialogam diretamente com os debates em torno da arquitetura vernácula popular, sendo muitos deles referências na área. Fundamental também foi a gestão atenta e ágil do doutorando Eduardo Gasparelo na condução das interfaces da plataforma para conduzir o trabalho do comitê científico e sanar as dúvidas recebidas. O resultado desse esforço conjunto materializa-se nos trabalhos reunidos nestes Anais, que evidenciam a vitalidade e a diversidade das pesquisas contemporâneas dedicadas ao tema.
O Comitê Científico foi responsável pela avaliação dos trabalhos submetidos, assegurando rigor acadêmico, qualidade científica e transparência em todas as etapas do processo. Os critérios adotados contemplaram aspectos como pertinência ao tema do evento, pertinência ao eixo temático, qualidade formal do texto, coerência dae proposta submetida e atendimento às normas de submissão, sendo todos os trabalhos avaliados por pares. O comitê apresenta forte concentração de representantes da Região Sudeste (21 integrantes), seguida pela Região Nordeste (14 integrantes). As regiões Centro-Oeste e Sul possuem participação equivalente (5 integrantes cada), enquanto a Região Norte conta com 2 representantes. Além disso, há 2 participantes internacionais vinculados à Universidade do Porto.
O processo seletivo recebeu inicialmente 200 trabalhos na modalidade resumo, dos quais 142 foram aprovados para a segunda etapa. Posteriormente, foram submetidos 88 artigos completos e 3 vídeos, resultando na publicação de 107 trabalhos nos Anais, distribuídos entre 25 resumos, 79 artigos completos e 3 vídeos. A produção aprovada organiza-se em cinco eixos temáticos, destacando-se o eixo História, Memória e Patrimônio, responsável por 38 trabalhos, seguido por Usos, Técnicas e Espaços (21 trabalhos), Projeto, Tradição e Contemporaneidade (20 trabalhos), Fundamentos Teóricos e Metodológicos (16 trabalhos) e Ensino e Práticas Extensionistas (12 trabalhos). Esses números revelam a centralidade das discussões patrimoniais e históricas no campo da arquitetura vernácula e popular.
Os trabalhos publicados envolvem autoras e autores vinculados a 45 instituições distintas, sendo 41 nacionais e 4 internacionais. Embora os objetos de estudo se concentrem fortemente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, observa-se que a maior parte da produção acadêmica permanece vinculada a instituições do Sudeste, a qual representa 46,7% das instituições participantes. Entre as universidades e organizações com maior presença destacam-se a Universidade de São Paulo, a Universidade Federal da Bahia e a Universidade Federal do Pará. Também contribuíram instituições internacionais de Portugal, do Equador, da Argentina e do Uruguai, evidenciando o alcance e a relevância internacional crescente do evento.
No conjunto dos trabalhos publicados foram registradas 240 ocorrências de autoria, correspondentes a 221 autores distintos, apresentando a predominância de pesquisas individuais ou desenvolvidas em pequenos grupos. Os principais temas versam sobre áreas como História, memória e patrimônio cultural (30 trabalhos), Arquitetura vernacular e saberes tradicionais (24 trabalhos) e Técnicas construtivas tradicionais e arquitetura da terra (13 trabalhos). Outros temas recorrentes incluem arquitetura indígena, arquitetura afro-brasileira, arquitetura em madeira, habitação social e autoconstrução, patrimônio e políticas públicas, ensino e extensão, religiosidade popular, documentação e catalogação, bioclimatismo e resiliência climática, bem como discussões teóricas sobre o conceito de arquitetura vernacular. Com vasta diversidade de abordagens e possibilidades de diálogo, foram organizadas 24 sessões temáticas neste seminário, convidando os participantes a debaterem, em espaços propostos de circulação de saberes.
A Comissão Científica agradece aos avaliadores ad hoc pelo rigor e dedicação empregados nas análises, aos autores pela confiança depositada no evento e pela qualidade das contribuições submetidas, bem como às instituições parceiras, equipes de apoio técnico e administrativo e a todos aqueles que contribuíram para a realização do seminário e para a organização destes Anais.
José Pessôa
Joana D’Arc
Tatiana Sakurai
Coordenação - Comissão Científica
Apresentação - Comissão Organizadora
O 5º. Seminário de Arquitetura Vernácula/Popular foi realizado entre os dias 08 e 12 de junho de 2026 na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design da Universidade de São Paulo (FAU-USP). A sua concepção deu seguimento aos debates sobre a arquitetura vernácula e popular iniciados há quase dez anos, reunindo pesquisadores de universidades públicas do Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais e São Paulo, oriundos de áreas distintas na Arquitetura, Urbanismo e Design — história, patrimônio, tecnologia e projeto. Em 2016, ocorreu a primeira edição do evento, sob o título de Arquitetura Popular: a Salvaguarda dos Saberes Tradicionais. À época, uma iniciativa do Grupo de Pesquisa Arquitetura Popular: espaços e saberes (ARQ POP) da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia (FA-UFBA), seus proponentes estavam preocupados com a urgência do registro e da proteção dos saberes construtivos tradicionais e com as ações de conservação e restauração de edificações históricas dentro do registro popular e tradicional, sem ainda mencionar o vernacular. Como uma primeira iniciativa, o evento reuniu um grupo interessado nas questões da salvaguarda e mostrou grande potencial para a expansão do tema em outras abordagens, como as da história da arquitetura e da sua produção contemporânea.
O 2º Seminário sobre Arquitetura Vernácula: Patrimônio e Sustentabilidade, foi realizado em 2019 na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), sob a condução do Grupo de Pesquisa Vernaculum. A inclusão do termo vernacular no segundo evento, apontou uma importante consolidação de caminhos propostos pelo primeiro evento, confirmando a crescente demanda por um espaço de interlocução em torno do tema em sua articulação com os campos do patrimônio e da sustentabilidade. O estudo da arquitetura vernacular tem grande lastro na literatura científica internacional, com redes de pesquisa e eventos especializados. No Brasil, os textos de Gunter Weimer que estuda as manifestações no sul do Brasil, mas compõe panoramas nacionais sobre o tema, são clássicos da bibliografia, que restaram por muito tempo como indícios de caminhos de investigação, ainda pouco explorados. Na esteira desses esforços, o evento trouxe para o debate as formas, saberes, lugares e práticas construtivas que remetem a outros grupos de identidade que emergiram com força no debate nacional.
Realizado pela UFBA e UFMG, em formato remoto durante a pandemia, o 3º Seminário Arquitetura Vernácula/Popular (2021) uniu as designações mais recorrentes a esse universo no título do evento, considerando a importância de ampliar a adesão a esse campo de estudos e a máxima inclusão de interessados, a incorporação a outras reflexões e experiências internacionais. Nesta edição, procurou-se também aprofundar a reflexão teórica sobre os termos vernacular e popular, suas especificidades e diferenças.
Na Universidade Federal Fluminense (UFF), com a organização do Grupo de Pesquisa A Cidade como Documento da História Urbana, ocorreu, em 2024, o 4º Seminário Brasileiro de Arquitetura Vernácula Popular: Tradição e Contemporaneidade colocou em debate as permanências e rupturas em perspectiva, buscando ampliar o alcance nacional dos debates. Os Anais do Evento indicaram a expansão temática e geográfica dos interesses de pesquisas, com novos aportes teóricos e metodológicos. Este evento apontou a necessidade de consolidar a rede de pesquisadores e grupos de pesquisa, bem como as interlocuções nacionais e internacionais.
A organização do evento em São Paulo foi um passo importante na continuidade dos esforços de viabilizar maior presença de pesquisadores e dar maior visibilidade acadêmica ao tema da arquitetura vernácula e popular na FAU-USP, contribuindo para as revisões do curso de arquitetura e urbanismo em andamento e a retomada de uma tradição de estudos da FAU-USP. Desde os anos 1960, com os estudos liderados por Carlos A. C. Lemos e Maria Ruth Amaral de Sampaio publicações e pesquisas, tanto no âmbito da arquitetura, quanto do urbanismo e do design, têm sido realizadas, mas o interesse por ele tem aumentado nos últimos anos, frente às transformações do campo disciplinar e do perfil dos estudantes.
Para esta quinta edição do seminário, foram reunidos grupos de pesquisas dos três departamentos da FAU-USP — História e Estética do Projeto, Projeto e Tecnologia — que trabalham transversalmente pelos temas do evento, abarcando interesses e metodologias do amplo espectro da Arquitetura e Urbanismo e do Design. São eles: Grupo de Pesquisa Arquivo, fontes e narrativas: entre arquitetura, cidade e design, Lab 216 - Patrimônio cultural, história e crítica, QUALICON - Qualidade e Desempenho no Ambiente Construído e LabIndus - Laboratório da Industrialização.
Da mesma forma, a participação na organização pelo Centro de Preservação Cultural da USP - Casa de Dona Yayá foi de fundamental importância na estrutura do evento. O CPC USP foi criado em 1987 como comissão assessora da Reitoria da USP na temática museal e dos acervos, mas sobretudo para discutir as edificações históricas da Universidade de São Paulo. Transformado em órgão da Pró-reitoria de Cultura e Extensão no começo dos anos 2000, ganhando sede própria no bairro tombado do Bixiga, região central de São Paulo, consolidou-se neste 20 anos como lugar de referência para os temas do patrimônio cultural, com muita coerência e continuidade institucional. Ao longo de duas décadas de atuação foram realizadas pesquisas, cursos, eventos, exposições, assessoria a acervos e coleções e publicações reunidas em duas coleções bibliográficas – Cadernos CPC (para temas diretamente ligados à USP) e a Estudos CPC (para temas ligados ao patrimônio cultural no geral) – no periódico científico de seletiva política editorial, com alcance e reconhecimento nacional, a Revista CPC.
O Centro vem organizando diversos seminários acadêmicos na área de patrimônio, arquitetura e memória, destacando-se entre eles o Destruições/Construções: fragilidades e ameaças ao patrimônio cultural (2024), o 2º Seminário Bixiga território cultural (2023), o 3º Seminário Patrimônio Cultural Universitário (2024), o Ciclo de Debates Yayá (2022) e Ciclo de Debates Casa, Cidade e Patrimônio (2025). Todos com participação e alcance nacional e, em alguns casos, internacional. Ademais, o CPC é localizado no Bixiga e tem forte interlocução com os movimentos sociais e moradores do bairro de natureza popular, participando ativamente dos debates sobre a preservação do patrimônio cultural, os saberes e produções populares, com ligação direta com os temas deste evento acadêmico.
O campo de discussão sobre a tradição no ambiente construído e arquitetura vernacular é bastante consolidado internacionalmente, com redes de pesquisa e publicações e tem se desdobrando em diferentes temas e formas de abordagem. Para dar conta dessa diversidade, esta nova edição foi estruturada em cinco eixos temáticos, formulados pela comissão organizadora, a saber: (1) Fundamentos Teóricos e Metodológicos As pesquisas e investigações sobre a definição e produção da arquitetura vernácula/popular veem cada vez mais se estabelecendo em diferentes campos do conhecimento e demandando dos investigadores o diálogo constante com fundamentos teóricos e metodológicos concernentes, não somente a arquitetura e urbanismo, mas também à história, sociologia, antropologia, filosofia, dentre outros, com o intuito de subsidiar os debates de forma multidisciplinar e multimetodológica. Nesse sentido, o Eixo 1 visa receber trabalhos que apresentem pesquisas que questionem as fragilidades das teorias e métodos convencionais para a interpretação da chamada arquitetura vernacular/popular, trazendo à tona abordagens que instrumentalizam fontes documentais diversas, advindas de arquivos, acervos, territórios e memórias não convencionais e que também, lancem reflexões sobre as diferentes nomenclaturas (vernacular, tradicional, originária, popular) atribuídas às arquiteturas produzidas por diversos agentes em diferentes contextos, territórios e períodos históricos. Como, entre outras perguntas, essas nomenclaturas têm sido empregadas? Quais seus limites e potencialidades? Quais os referenciais teóricos, fontes e métodos a serem utilizados a partir de diferentes abordagens? São algumas das questões que interessaram a este evento. (2) Ensino e Práticas Extensionistas Práticas extensionistas são espaços privilegiados para troca de saberes, técnicas e modos de fazer entre as universidades e as comunidades, colaborando para atuação e reflexão crítica no campo. A tarefa de incorporar os aprendizados adquiridos nestas práticas a outros espaços de ensino, pesquisa e projeto dentro das universidades é um desafio a ser enfrentado à medida em que a extensão universitária passa a ser formalizada com a sua curricularização em diversas faculdades de arquitetura e urbanismo. Quais são os desafios e as potencialidades para o ensino e para pesquisa no contexto da extensão universitária? Como essas práticas têm colaborado para a reflexão, construção e divulgação da arquitetura vernacular/popular? Este eixo chamou contribuições sobre aspectos teóricos, metodológicos e práticos relacionados à formação profissional e ao ensino, com foco nos saberes tradicionais enraizados em matrizes culturais diversas, como dos povos originários, quilombolas, ribeirinhos e outros territórios populares. (3) História, Memória e Patrimônio Os estudos sobre a história da arquitetura vernácula/popular reúnem um campo de reflexões ainda em maturação no Brasil. No patrimônio, as definições, metodologias, objetos e documentos merecem aprofundamento e ampliação, diante do quadro das políticas de proteção legal, muito restritas e marcadas por crivos estéticos e grupos hegemônicos. Este eixo procurou contribuir com o debate trazendo trabalhos cujos temas e abordagens se voltem para as matrizes, os seus processos de apropriações e as especificidades regionais da arquitetura vernacular. Para fomentar o debate, lançamos as questões: Como articular políticas de preservação que consideram a diversidade dos agentes e suas formas de produção e uso da arquitetura vernacular? As práticas seletivas pelo Estado estão atentas às valorações pelos grupos detentores e articulando políticas de salvaguarda deste patrimônio? (4) Usos, Técnicas e Espaços A diversidade de sistemas construtivos e de funcionalidades das edificações no contexto histórico de um país evidencia a vastidão territorial e, por consequência, suas variações climáticas e culturais, além de explicitar as necessidades regionais. Das construções dos povos originários, das palafitas, do adobe ao pau-a-pique, até os sistemas construtivos formais sob influência da colonização associada ou não aos saberes populares, o patrimônio arquitetônico deve apresentar as suas características regionais e seus aspectos de sustentabilidade. Os sistemas construtivos são registros de uma época, e hoje se mostram marcantes para a identidade cultural e social do país. Fazem parte deste eixo a preservação e a reinterpretação da chamada arquitetura vernácula/popular brasileira, interessando refletir sobre como os sistemas construtivos populares desenvolvidos em diferentes regiões brasileiras podem ser compreendidos e valorizados na contemporaneidade, especialmente diante das transformações urbanas e das demandas climáticas? (5) Projeto, Tradição e Contemporaneidade Este eixo temático propôs uma reflexão sobre como a arquitetura vernacular, com suas raízes profundas nas tradições culturais e regionais, pode ser reinterpretada e manifestada na contemporaneidade sem perder as referidas identidades. Buscou-se pesquisas, ensaios que investigassem projetos e processos arquitetônicos ou de design que exercitem o equilíbrio entre o legado cultural e as inovações tecnológicas, como resposta às transformações sociais e/ou ambientais do presente. Neste setor se inserem também as diferentes produções que atualizam práticas construtivas tradicionais a fim de atender aos programas contemporâneos. Trabalhos que investigam os limites e as potencialidades da fusão entre o antigo e o novo, estudos que exploram a transcendência dos vocabulários artísticos e arquitetônicos regionais e a flexibilidade destas formas tradicionais e populares nos dias atuais, refletindo sobre como a arquitetura e as práticas vernaculares podem ser repensadas do ponto de vista projetual para enfrentar os novos desafios sociais, econômicos e ambientais? Como podem ser transformadas na contemporaneidade sem perder seus princípios e relevância cultural? A chamada se mostrou inspiradora, animando a submissão de 200 propostas na primeira etapa e a produção dos 107 trabalhos aqui publicados. Durante o evento esses trabalhos compuseram 24 sessões temáticas que valem ser recuperadas aqui como forma de manter os nexos entre os trabalhos propostos pela comissão organizadora e apresentar um panorama da diversidade, das aproximações e dos diálogos estabelecidos durante o evento. A mediação das mesas reuniu além membros da comissão organizadora, científica, orientandos e docentes da FAU-USP, procurando também por este caminho estreitar os laços e ampliar os canais de divulgação e debate das pesquisas apresentadas durante o evento. Esperamos que a divulgação destes Anais seja mais uma ação para contribuir para a consolidação de redes, pontes de contato e debate sobre o tema da arquitetura vernácula/ popular. Boa leitura e muito obrigada a todas as pessoas que colaboraram para a realização deste evento e desta publicação.
Flávia Brito do Nascimento
Joana Mello de Carvalho e Silva
Coordenação - Comissão Organizadora
Notas:
1 Mais informações sobre o SImpósio podem ser encontradas em http://www.arqpop.arq.ufba.br/oficinas-i-semin%C3%A1rio-sobre-arquitetura-popular-salvaguarda-dos-saberes-tradicionais. Vale mencionar ainda que desse encontro resultou o livro organizado por Márcia Sant’Anna e Marco Antônio Penido de Rezende Olhares contemporâneos sobre arquitetura vernácula/popular. Salvador: EDUFBA, 2022.
2 Os anais do evento podem ser acessados neste link: https://www.even3.com.br/anais/2arqvernacula/.
3 WEIMER, Günter. Arquitetura Popular Brasileira, 2005.
4 Ver Anais do evento no link: https://www.even3.com.br/anais/arqvernapop/.
5 Disponível em: https://www.even3.com.br/anais/4-seminario-brasileiro-de-arquitetura-vernacula-popular/.
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Responsável
Comissão Organizadora do 5º Seminário Arquitetura Vernácula/Popular
arqvernapop@gmail.com
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