A REPRESENTATIVIDADE FEMININA EM RUANDA: HISTÓRIA, PODER E BRICOLAGEM JURÍDICA NO DIREITO CONSTITUCIONAL COMPARADO

Publicado em 09/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2135-7

Título do Trabalho
A REPRESENTATIVIDADE FEMININA EM RUANDA: HISTÓRIA, PODER E BRICOLAGEM JURÍDICA NO DIREITO CONSTITUCIONAL COMPARADO
Autores
  • Deyslane Freitas
Modalidade
Resumo
Área temática
01. Epistemologias críticas e enfrentamentos à violência de gênero na política e na academia| Híbrido
Data de Publicação
09/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/4-sege-seminario-efeitos-genero/1364238-a-representatividade-feminina-em-ruanda--historia-poder-e-bricolagem-juridica-no-direito-constitucional-compara
ISBN
978-65-272-2135-7
Palavras-Chave
representatividade feminina; bricolagem jurídica; direito constitucional comparado.
Resumo
O estudo analisa a representatividade feminina em Ruanda, país que ocupa o primeiro lugar mundial em número de mulheres no Parlamento, revelando um paradoxo que desafia as noções tradicionais de igualdade e participação política. Embora o país ostente cerca de 63,8% de deputadas eleitas, sua trajetória é marcada por centralização do poder e instrumentalização das reformas jurídicas como mecanismos de legitimação política. A pesquisa situa-se no campo do Direito Constitucional Comparado e busca compreender como modelos normativos estrangeiros são absorvidos, reinterpretados e reconfigurados em contextos locais, sobretudo a partir das teorias de Pierre Legrand e Günter Frankenberg. A análise evidencia que, após o genocídio de 1994, Ruanda reconstruiu seu ordenamento sob forte influência internacional, adotando políticas de gênero e cotas parlamentares inspiradas em democracias ocidentais. Contudo, a incorporação desses modelos resultou em uma bricolagem jurídica, combinando elementos importados e práticas locais centralizadoras. O modelo ruandês expressa uma paridade formal, juridicamente louvável, mas politicamente instrumentalizada, em que a presença feminina é utilizada como vitrine de modernização, sem necessariamente promover empoderamento substantivo. À luz do comparatismo jurídico, o caso de Ruanda ilustra os limites da transfusão e transferência de institutos entre ordenamentos, revelando que o sucesso estatístico da representação feminina não se traduz, por si só, em emancipação democrática. Assim, compreender Ruanda é reconhecer o poder das culturas jurídicas na construção (ou restrição) da igualdade de gênero, demonstrando que o avanço das mulheres nas instituições depende menos de cotas e mais da autenticidade do diálogo entre direito, política e cultura.
Título do Evento
4º SEGE (Seminário Efeitos de Gênero)
Cidade do Evento
Montes Claros
Título dos Anais do Evento
Anais do 4º SEGE (Seminário Efeitos de Gênero)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

FREITAS, Deyslane. A REPRESENTATIVIDADE FEMININA EM RUANDA: HISTÓRIA, PODER E BRICOLAGEM JURÍDICA NO DIREITO CONSTITUCIONAL COMPARADO.. In: Anais do 4º SEGE (Seminário Efeitos de Gênero). Anais...Montes Claros(MG) Unimontes, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/4-sege-seminario-efeitos-genero/1364238-A-REPRESENTATIVIDADE-FEMININA-EM-RUANDA--HISTORIA-PODER-E-BRICOLAGEM-JURIDICA-NO-DIREITO-CONSTITUCIONAL-COMPARA. Acesso em: 29/07/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes