VIOLÊNCIA POLÍTICA DE GÊNERO E SILENCIAMENTO EPISTÊMICO: ANÁLISE DO CASO MARINA SILVA

Publicado em 09/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2135-7

Título do Trabalho
VIOLÊNCIA POLÍTICA DE GÊNERO E SILENCIAMENTO EPISTÊMICO: ANÁLISE DO CASO MARINA SILVA
Autores
  • Camila Geraseev Fernandes
  • Lorena Esther Souza Soares
Modalidade
Resumo
Área temática
01. Epistemologias críticas e enfrentamentos à violência de gênero na política e na academia| Híbrido
Data de Publicação
09/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/4-sege-seminario-efeitos-genero/1363554-violencia-politica-de-genero-e-silenciamento-epistemico--analise-do-caso-marina-silva
ISBN
978-65-272-2135-7
Palavras-Chave
Violência Política de Gênero; Marina Silva; Silenciamento Epistêmico; Interseccionalidade; Representatividade Feminina.
Resumo
A violência política de gênero constitui uma expressão estruturante de opressão que limita a participação plena das mulheres nos espaços de poder, reproduzindo hierarquias de gênero, raça e classe que sustentam a política brasileira. Este trabalho analisa o caso da política Marina Silva, identificando padrões de violência simbólica e silenciamento epistêmico nos discursos midiáticos e institucionais que marcaram sua trajetória. A análise insere-se no campo das epistemologias feministas e decoloniais, compreendendo tais violências como formas de epistemicídio (Carneiro, 2005) que deslegitimam os saberes e experiências de mulheres negras, evangélicas e de origem popular. O estudo adota uma metodologia qualitativa de caráter exploratório, baseada em pesquisa bibliográfica e análise de matérias jornalísticas e textos acadêmicos. Observa-se que Marina Silva, ex-senadora, ex-ministra do Meio Ambiente e candidata à presidência em múltiplas eleições, foi alvo de ataques que extrapolam o debate político legítimo, incluindo a desqualificação de sua autoridade, a ridicularização de sua fé e o questionamento de sua capacidade intelectual. Tais práticas articulam múltiplas opressões que visam restringir o acesso das mulheres a posições de poder, evidenciando o modo como o patriarcado político se reatualiza por meio da linguagem e da mídia. O caso demonstra como a racionalidade política dominante, ancorada em uma lógica patriarcal e colonial (Butler, 2017; Collins, 2019), naturaliza a exclusão e o silenciamento de corpos dissidentes, mantendo a masculinidade como paradigma do exercício político. O silenciamento epistêmico, portanto, ultrapassa a dimensão discursiva e revela a estrutura cognitiva do campo político, que nega às mulheres, sobretudo às negras, o reconhecimento como produtoras de conhecimento e como sujeitas legítimas da política. Conclui-se que o caso Marina Silva exemplifica as contradições de uma democracia liberal que proclama a igualdade formal, mas perpetua práticas de exclusão simbólica e epistêmica. A superação dessas barreiras demanda não apenas a criação de mecanismos legais de proteção, mas uma reconfiguração ética e epistemológica da esfera pública, capaz de reconhecer a diversidade de experiências e os saberes situados das mulheres como elementos constitutivos de uma democracia verdadeiramente paritária.
Título do Evento
4º SEGE (Seminário Efeitos de Gênero)
Cidade do Evento
Montes Claros
Título dos Anais do Evento
Anais do 4º SEGE (Seminário Efeitos de Gênero)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

FERNANDES, Camila Geraseev; SOARES, Lorena Esther Souza. VIOLÊNCIA POLÍTICA DE GÊNERO E SILENCIAMENTO EPISTÊMICO: ANÁLISE DO CASO MARINA SILVA.. In: Anais do 4º SEGE (Seminário Efeitos de Gênero). Anais...Montes Claros(MG) Unimontes, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/4-sege-seminario-efeitos-genero/1363554-VIOLENCIA-POLITICA-DE-GENERO-E-SILENCIAMENTO-EPISTEMICO--ANALISE-DO-CASO-MARINA-SILVA. Acesso em: 29/07/2026

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