A REVITIMIZAÇÃO DE MULHERES ATRAVÉS DE MARCADORES SOCIAIS

Publicado em 09/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2135-7

Título do Trabalho
A REVITIMIZAÇÃO DE MULHERES ATRAVÉS DE MARCADORES SOCIAIS
Autores
  • Monique De Paula Daré
  • Grazielly Baggenstoss
Modalidade
Resumo
Área temática
03. Gênero, interseccionalidades, cuidados e práticas de história pública | Híbrido
Data de Publicação
09/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/4-sege-seminario-efeitos-genero/1361438-a-revitimizacao-de-mulheres-atraves-de-marcadores-sociais
ISBN
978-65-272-2135-7
Palavras-Chave
gênero, violência institucional, interseccionalidade.
Resumo
A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) constitui um marco histórico na proteção dos direitos das mulheres no Brasil. Entretanto, apesar desse avanço normativo e a vigência de protocolos de gênero, o país ainda registra índices alarmantes de violência contra mulheres, ainda, nas instituições de segurança pública persistem práticas em que a violência de gênero continua por outros meios, mesmo após a denúncia. Existem, portanto, barreiras na busca dos direitos garantidos pela legislação, ressaltando-se a revitimização secundária e a violência institucional, que fazem parte de um processo histórico e cultural, resguardadas pelo Poder Judiciário e o próprio Direito. Ademais, observa-se dificuldades de acesso à justiça ligadas a recortes que se interseccionam com gênero. Assim, surge o questionamento: de que forma as barreiras institucionais à proteção de mulheres vítimas de violência são produzidas por marcadores sociais como raça e classe relacionadas ao processo de revitimização? Tendo esse problema, o objetivo da pesquisa é identificar, através de revisão integrativa dos últimos três anos, como mulheres de grupos vulnerabilizados enfrentam dificuldades no acesso à justiça diante de uma revitimização, além de conceitualizar esse processo e verificar como o Direito o trata na lei e no protocolo para julgamento com perspectiva de gênero. Verifica-se até o momento que a revitimização ocorre de diferentes formas, conforme uma perspectiva de interseccionalidade e que a violência de gênero é um problema social sistêmico e, para adentrar na compreensão desse processo, requer-se o entendimento deste como uma categoria de dominação que conta com fatores culturais, históricos, políticos e econômicos. Dessa forma, vislumbra-se uma análise interseccional dos marcadores sociais de classe, raça e gênero, à medida que a construção da identidade feminina na sociedade brasileira é atravessada pelo capitalismo, racismo e sexismo. Essa compreensão é fundamental para reconhecer o racismo institucional e como mulheres não brancas e economicamente vulneráveis encontram distintos impasses no acesso à justiça, desde a discriminação racial quanto acesso aos locais de denúncia, desconhecimento de legislação e ausência de instrução judicial. Portanto, é imprescindível o entendimento de que a violência de gênero pode incidir diferentemente conforme condições plurais, sendo um problema sistêmico sustentado por estruturas do Direito, e há necessidade de formulação de políticas públicas e projetos para reverter esse cenário.
Título do Evento
4º SEGE (Seminário Efeitos de Gênero)
Cidade do Evento
Montes Claros
Título dos Anais do Evento
Anais do 4º SEGE (Seminário Efeitos de Gênero)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

DARÉ, Monique De Paula; BAGGENSTOSS, Grazielly. A REVITIMIZAÇÃO DE MULHERES ATRAVÉS DE MARCADORES SOCIAIS.. In: Anais do 4º SEGE (Seminário Efeitos de Gênero). Anais...Montes Claros(MG) Unimontes, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/4-sege-seminario-efeitos-genero/1361438-A-REVITIMIZACAO-DE-MULHERES-ATRAVES-DE-MARCADORES-SOCIAIS. Acesso em: 29/07/2026

Trabalho

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