LITERATURA É “COISA DE MULHER”: A FANTASIA COMO FORMA DE RESISTÊNCIA À VIOLÊNCIA DE GÊNERO

Publicado em 09/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2135-7

Título do Trabalho
LITERATURA É “COISA DE MULHER”: A FANTASIA COMO FORMA DE RESISTÊNCIA À VIOLÊNCIA DE GÊNERO
Autores
  • Maria Clara Silva Chaves
Modalidade
Resumo
Área temática
08. História das mulheres: literatura, imprensa, mídias e trabalho | Presencial
Data de Publicação
09/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/4-sege-seminario-efeitos-genero/1360651-literatura-e-coisa-de-mulher--a-fantasia-como-forma-de-resistencia-a-violencia-de-genero
ISBN
978-65-272-2135-7
Palavras-Chave
Gênero; violência; literatura.
Resumo
A literatura, como parte intrínseca da sociedade e da cultura, em muitos momentos é utilizada como um instrumento para transmitir conhecimento. Esse conhecimento pode se apresentar de forma literal dentro do texto, mas também pode surgir por meio de metáforas criadas pelo/a autor/a. Desta forma, as histórias folclóricas celtas, que mais tarde passamos a conhecer como contos de fadas, ao se espalharem por grande parte da Europa, continham muitos ensinamentos em seus enredos, principalmente no que se refere a alertar mulheres jovens a respeito da violência que poderiam sofrer ao longo da vida. Os “contos da carochinha”, em seus primórdios, eram histórias passadas oralmente de mulheres mais velhas para jovens moças, com o intuito de instruí-las em relação a violência de gênero que poderiam sofrer de seus futuros maridos ou mesmo de familiares consanguíneos, como país ou irmãos. Essas histórias, como A Princesa com a Roupa de Couro e Guarde seus Segredos, alertavam meninas sobre situações de perigo, geralmente envolvendo violência sexual, e as ensinava, por meio dos enredos, formas muitas vezes criativas de escapar de tais situações, caso fosse necessário. Entretanto, em meados do século XVII, muitas dessas histórias conhecidas popularmente foram apropriadas e registradas por escritores como Charles Perrault e os Irmãos Grimm, de forma bastante higienizada, para atender ao público infantil, perdendo, assim, o seu intuito original. Com o tempo, essas narrativas, originárias do folclore celta e dos contos de fadas, inspiraram o gênero literário que hoje é denominado Fantasia. Porém, a Fantasia, por muito tempo, foi amplamente voltada para o público masculino ao apresentar quase que exclusivamente protagonistas homens em aventuras épicas. Nas últimas décadas, entretanto, algumas escritoras de ficção têm se dedicado a escrever histórias de Fantasia recuperando o sentido original dos contos de fadas: alertar mulheres e compartilhar conhecimento. Desta forma, hoje temos acesso a vários livros de Fantasia escritos por mulheres que resgatam o sentido original dos “contos da carochinha”, utilizando da literatura para denunciar os inúmeros tipos de violência que as mulheres precisam enfrentar somente por existirem no mundo. Este trabalho de resgate é de extrema importância, pois possibilita que mulheres jovens tenham acesso facilitado a esse tipo de discussão e consigam identificar, e até mesmo denunciar, possíveis situações de violência que estejam vivenciando.
Título do Evento
4º SEGE (Seminário Efeitos de Gênero)
Cidade do Evento
Montes Claros
Título dos Anais do Evento
Anais do 4º SEGE (Seminário Efeitos de Gênero)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

CHAVES, Maria Clara Silva. LITERATURA É “COISA DE MULHER”: A FANTASIA COMO FORMA DE RESISTÊNCIA À VIOLÊNCIA DE GÊNERO.. In: Anais do 4º SEGE (Seminário Efeitos de Gênero). Anais...Montes Claros(MG) Unimontes, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/4-sege-seminario-efeitos-genero/1360651-LITERATURA-E-COISA-DE-MULHER--A-FANTASIA-COMO-FORMA-DE-RESISTENCIA-A-VIOLENCIA-DE-GENERO. Acesso em: 29/07/2026

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