FEMINISMO COMO UMA PERSPECTIVA DE VIDA: A HISTÓRIA DE VIDA DE UMA MILITANTE DA MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES

Publicado em 09/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2135-7

Título do Trabalho
FEMINISMO COMO UMA PERSPECTIVA DE VIDA: A HISTÓRIA DE VIDA DE UMA MILITANTE DA MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES
Autores
  • Anna Gabriela De Arruda Felix Cerqueira Leite
Modalidade
Resumo
Área temática
03. Gênero, interseccionalidades, cuidados e práticas de história pública | Híbrido
Data de Publicação
09/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/4-sege-seminario-efeitos-genero/1357650-feminismo-como-uma-perspectiva-de-vida--a-historia-de-vida-de-uma-militante-da-marcha-mundial-das-mulheres
ISBN
978-65-272-2135-7
Palavras-Chave
Marcha Mundial das Mulheres, Feminismo, História Oral, Gênero, Interseccionalidade
Resumo
O movimento feminista brasileiro se caracteriza por ser heterogêneo e abarcar diferentes vertentes e movimentos. Dentre esses, encontra-se a Marcha Mundial das Mulheres (MMM). Movimento feminista transnacional, que se encontra em diferentes países e regiões do Brasil, a Marcha possui uma ampla plataforma política, englobando mulheres com diferentes históricos e experiências. Teve seu início no ano de 2000 com a realização de marchas em diferentes países, todas sendo realizadas no dia 08 de março, data simbólica que marca o dia internacional da mulher. O presente trabalho tem como objetivo reconstruir a trajetória de uma mulher militante da Marcha Mundial das Mulheres, tomando como eixo central de análise as discussões em torno de identidade, militância e feminismo, a partir das noções de gênero e interseccionalidade. Joan Scott (1995) caracteriza gênero como sendo uma construção social usada como forma de manutenção de poder que atua nas relações sociais. Além do gênero, outras opressões atuam na vida de diferentes pessoas, como raça, classe, religião, região e idade. Nesse sentido, a interseccionalidade, conforme proposto por Kimberlé Crenshaw (2002), permite compreender como esses diferentes eixos de opressão se articulam, formando sistemas de subordinação e, utilizar somente uma categoria como raça ou gênero para analisar as opressões cotidianas que atingem a vida de diferentes indivíduos se torna pouco precisa, tendo em vista haver, o que a autora classifica como uma subinclusão ou superinclusão dessas pessoas que sofrem dentro desses sistemas de subordinação. Crenshaw (2002, p. 178) afirma que ao não se visibilizar essas vulnerabilidades seccionais várias violações de direitos humanos ficam desconhecidas. Complementando essa perspectiva, Patricia Hill Collins e Sirma Bilge (2020) apresentam a interseccionalidade como uma ferramenta analítica e heurística útil tanto para a compreensão quanto para a resolução de problemas sociais. Deste modo, a metodologia de história oral se torna essencial para conhecer essas dinâmicas sociais e mentais que atuam em diferentes corpos na sociedade. A utilização da história oral se torna de extrema importância pois ajuda a conhecer diferentes perspectivas e experiências individuais e coletivas de pessoas que vivenciaram eventos históricos, mas que não se encontram registradas em documentos formais ou oficiais. Além disso, as fontes orais possibilitam resgatar e ampliar as vozes de grupos sociais marginalizados ou cujas histórias foram negligenciadas pela historiografia tradicional. Essas fontes ajudam a reconstruir a memória histórica, refletindo a percepção subjetiva e as interpretações dos próprios participantes, o que contribui para uma visão mais plural e diversa do passado. Assim a pesquisa utiliza a história oral como metodologia, aliada às noções de gênero e interseccionalidade, para analisar aspectos como religião, identidade, entrada na militância e a atuação da entrevistada no interior do movimento.
Título do Evento
4º SEGE (Seminário Efeitos de Gênero)
Cidade do Evento
Montes Claros
Título dos Anais do Evento
Anais do 4º SEGE (Seminário Efeitos de Gênero)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

LEITE, Anna Gabriela De Arruda Felix Cerqueira. FEMINISMO COMO UMA PERSPECTIVA DE VIDA: A HISTÓRIA DE VIDA DE UMA MILITANTE DA MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES.. In: Anais do 4º SEGE (Seminário Efeitos de Gênero). Anais...Montes Claros(MG) Unimontes, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/4-sege-seminario-efeitos-genero/1357650-FEMINISMO-COMO-UMA-PERSPECTIVA-DE-VIDA--A-HISTORIA-DE-VIDA-DE-UMA-MILITANTE-DA-MARCHA-MUNDIAL-DAS-MULHERES. Acesso em: 29/07/2026

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