TECNOPOLÍTICA QUEER E SUBNOTIFICAÇÃO: ESTRATÉGIAS DIGITAIS PARA VISIBILIZAR CRIMES DE LGBTFOBIA NOS TERRITÓRIOS INVISIBILIZADOS.

Publicado em 09/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2135-7

Título do Trabalho
TECNOPOLÍTICA QUEER E SUBNOTIFICAÇÃO: ESTRATÉGIAS DIGITAIS PARA VISIBILIZAR CRIMES DE LGBTFOBIA NOS TERRITÓRIOS INVISIBILIZADOS.
Autores
  • Francielle Drumond Figueiredo
Modalidade
Resumo
Área temática
11. Gênero, sexualidades e políticas públicas: entre invisibilidades e disputas nas margens sociais | Presencial
Data de Publicação
09/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/4-sege-seminario-efeitos-genero/1335572-tecnopolitica-queer-e-subnotificacao--estrategias-digitais-para-visibilizar-crimes-de-lgbtfobia-nos-territorios-
ISBN
978-65-272-2135-7
Palavras-Chave
: Subnotificação; Tecnopolítica queer; Cifra Visível.
Resumo
A subnotificação de crimes de LGBTfobia no Brasil é identificada neste artigo como uma forma de violência institucional/racismo estrutural, enraizada em uma matriz cis-heteronormativa que sistematicamente invalida identidades não-conformes, resultando em uma ausência crítica de dados oficiais e na consequente ineficácia das políticas públicas. O presente estudo analisa criticamente este fenômeno, explorando como as plataformas digitais, apesar de sua ambivalência inerente, uma vez que operam tanto como ferramentas de libertação quanto como mecanismos de vigilânciapodem ser estrategicamente reorientadas para se tornarem instrumentos potentes de monitoramento comunitário e visibilização desses crimes subnotificados. Empregando um arcabouço teórico que integra conceitos como violência institucional, a performatividade de gênero de Judith Butler, a interseccionalidade de KimberléCrenshaw e o campo emergente da tecnopolítica queer, o estudo examina as falhas sistêmicas das instituições estatais e as respostas inovadoras da sociedade civil, propondo uma transição da coleta passiva de dados para estratégias digitais proativas, lideradas pela comunidade. Os resultados demonstram que o ambiente digital oferece oportunidades sem precedentes para a coleta de dados descentralizada, a agregação em tempo real e o fomento da solidariedade, criando efetivamente uma "cifra visível" da violência que contesta as omissões oficiais. São introduzidas metodologias específicas, incluindo os "Arquivos de Existência Distribuídos" (AEDs) para curadoria de microrrelatos multimodais, o "Monitoramento Social" para detecção proativa e alertas de risco preditivos, e a "Auditoria Cívica Algorítmica" para o cruzamento de dados oficiais e comunitários. Conclui-se que, ao transformar indivíduos, outrora invisibilizados, em agentes digitais ativos capazes de gerar conhecimento e mobilizar recursos, é possível desafiar a inação estatal e a impunidade. Esta tecno-resistência, fundamentada em princípios éticos e interseccionais, almeja impelir o reconhecimento dessas realidades e fomentar uma estrutura social mais justa, onde o invisível se torna inegável.
Título do Evento
4º SEGE (Seminário Efeitos de Gênero)
Cidade do Evento
Montes Claros
Título dos Anais do Evento
Anais do 4º SEGE (Seminário Efeitos de Gênero)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

FIGUEIREDO, Francielle Drumond. TECNOPOLÍTICA QUEER E SUBNOTIFICAÇÃO: ESTRATÉGIAS DIGITAIS PARA VISIBILIZAR CRIMES DE LGBTFOBIA NOS TERRITÓRIOS INVISIBILIZADOS... In: Anais do 4º SEGE (Seminário Efeitos de Gênero). Anais...Montes Claros(MG) Unimontes, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/4-sege-seminario-efeitos-genero/1335572-TECNOPOLITICA-QUEER-E-SUBNOTIFICACAO--ESTRATEGIAS-DIGITAIS-PARA-VISIBILIZAR-CRIMES-DE-LGBTFOBIA-NOS-TERRITORIOS-. Acesso em: 13/07/2026

Trabalho

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