ALGUÉM POR FAVOR ME DIGA SE É OK EU SER NÃO BINÁRIO: REFLEXÕES A PARTIR DA ESCUTA DA MESA REDONDA SOBRE TRANSFEMINISMOS E EXISTÊNCIAS TRANS NO FAZENDO GÊNERO 13

Publicado em 09/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2135-7

Título do Trabalho
ALGUÉM POR FAVOR ME DIGA SE É OK EU SER NÃO BINÁRIO: REFLEXÕES A PARTIR DA ESCUTA DA MESA REDONDA SOBRE TRANSFEMINISMOS E EXISTÊNCIAS TRANS NO FAZENDO GÊNERO 13
Autores
  • Gabriela Rocha
Modalidade
Resumo
Área temática
02. Corpos em disputa: saúde, biopolítica e resistências de gênero | Híbrido
Data de Publicação
09/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/4-sege-seminario-efeitos-genero/1332202-alguem-por-favor-me-diga-se-e-ok-eu-ser-nao-binario--reflexoes-a-partir-da-escuta-da-mesa-redonda-sobre-transfem
ISBN
978-65-272-2135-7
Palavras-Chave
não binariedade; trans; gênero
Resumo
Trata-se de um relato de experiência elaborado a partir das implicações geradas na minha experiência como ouvinte da mesa redonda que contou com debates proporcionados por pesquisadores trans, em especial transmasculines, não bináries e travestis, abordando sobre transfeminismos e existências trans no Seminário Internacional Fazendo Gênero 13, em Florianópolis, em julho/2024. Acredito ser relevante situar que as reflexões aqui abordadas estão intimamente conectadas ao processo que iniciei à época: minha construção de identidade para me entender como uma pessoa não binária. Sou uma pessoa branca, designada como mulher ao nascimento, de classe média e na graduação desde 2019, em uma instituição diversa à que estou hoje e que já estava à época do evento. A minha identidade de gênero sempre foi um tensionamento na minha vida e nas minhas experimentações a ponto que, nos últimos anos, tornou-se impossível me situar enquanto mulher cisgênera e lésbica sem sentir que estava enunciando uma enganação. Em meio a essas percepções, participei pela primeira vez do Fazendo Gênero e o foco do presente relato são reflexões produzidas a partir da mesa redonda sobre transfeminismos e existências trans em que, aberto o diálogo com o público presente, questionou-se a legitimidade da não binariedade em matéria de transgeneridade, implicando pela existência de pessoas cis brancas se identificando com a não binariedade para usurparem de cotas trans de pessoas consideradas pessoas trans reais, termo marcado pelas pessoas que realizam uma transição de gênero que seria dotada de materialidade e não apenas discursiva como seriam as não binariedades - como mulheres trans, homens trans e travestis (Bey, 2024). A partir desse questionamento, a mesa redonda tomou um rumo diferente, mas com uma discussão pertinente e cada vez mais em voga no meio dos estudos trans: o que define a não binariedade? A não binariedade está englobada pela transgeneridade? E, para mim em particular, surgiu o questionamento: será que eu posso ser não binário ou estarei imersa em uma lógica discursiva fantasiosa que serve apenas para que eu não reconheça os meus privilégios advindos da cisgeneridade? Era ok eu me entender como não binário? Metodologicamente, este relato baseia-se na concepção de que a modalidade de escrita de relatos de experiências contempla também as vivências para além de trajetórias de pesquisas acadêmicas delimitadas, abarcando aprendizagens e práticas experienciadas em seus pontos positivos e negativos a partir da análise crítica-reflexiva como foco na experiência articulada com discussão bibliográfica não excessiva (Mussi; Flores; Almeida, 2021). A escolha por esse modelo advém das possibilidades que este fornece em abertura de espaço de reflexão das experiências com um diálogo entre as posições de pesquisadore e de sujeito que vivenciou a situação, sendo possível demarcar posições subjetivas no âmbito das discussões que o trabalho proporciona. Dessa forma, esse estudo pretende articular, em formato de relato de experiência, reflexões promovidas pela vivência dos debates ali produzidos enquanto uma pessoa que encontrava-se em processo de identificação com a não binariedade e como essa experiência impactou de diversas formas nesse processo, articulando com as epistemologias trans e não binárias como referenciais teóricos.
Título do Evento
4º SEGE (Seminário Efeitos de Gênero)
Cidade do Evento
Montes Claros
Título dos Anais do Evento
Anais do 4º SEGE (Seminário Efeitos de Gênero)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ROCHA, Gabriela. ALGUÉM POR FAVOR ME DIGA SE É OK EU SER NÃO BINÁRIO: REFLEXÕES A PARTIR DA ESCUTA DA MESA REDONDA SOBRE TRANSFEMINISMOS E EXISTÊNCIAS TRANS NO FAZENDO GÊNERO 13.. In: Anais do 4º SEGE (Seminário Efeitos de Gênero). Anais...Montes Claros(MG) Unimontes, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/4-sege-seminario-efeitos-genero/1332202-ALGUEM-POR-FAVOR-ME-DIGA-SE-E-OK-EU-SER-NAO-BINARIO--REFLEXOES-A-PARTIR-DA-ESCUTA-DA-MESA-REDONDA-SOBRE-TRANSFEM. Acesso em: 13/07/2026

Trabalho

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