BIOCARVÃO DE ACÍCULA DE PINUS COMO ADSORVENTE PARA REMOÇÃO DE GLIFOSATO DE ÁGUA CONTAMINADA

Publicado em 28/09/2026 - ISBN: 978-65-272-2765-6

Título do Trabalho
BIOCARVÃO DE ACÍCULA DE PINUS COMO ADSORVENTE PARA REMOÇÃO DE GLIFOSATO DE ÁGUA CONTAMINADA
Autores
  • Melissa Franceschini
  • Amanda Carvallo Losso
  • Giovanna Gambatesa da Costa Ribeiro
  • Mateus dos Santos Batista Moreira
  • Fernando Augusto Ferraz
Modalidade
Versão Final do Resumo Ensino Médio/Técnico
Área temática
Ciências Humanas, Agrárias e Sociais Aplicadas
Data de Publicação
28/09/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/31-feira-de-ciencias-do-colegio-militar-de-curitiba-697308/1755141-biocarvao-de-acicula-de-pinus-como-adsorvente-para-remocao-de-glifosato-de-agua-contaminada
ISBN
978-65-272-2765-6
Palavras-Chave
biocarvão; acículas de pinus; glifosato
Resumo
O glifosato destaca-se como o herbicida mais utilizado no Paraná e no mundo, sendo essencial para o controle de plantas daninhas na agricultura, embora seu uso intensivo acarrete sérios impactos ambientais e riscos à saúde humana. A contaminação da água por glifosato ocorre principalmente pelo escoamento da água da chuva em plantações agrícolas e alcança águas subterrâneas. Diante dessa problemática, este estudo propõe a utilização de acículas de Pinus sp. — um resíduo abundante da silvicultura — como matéria-prima para a produção de biocarvão via pirólise lenta. Essa iniciativa promove a logística reversa e a economia circular, transformando um material descartado em um adsorvente de baixo custo para a remediação de águas. Alinhando-se diretamente às Metas de Desenvolvimento Sustentável, em especial à ODS 6 (Água Limpa e Saneamento), ODS 12 (Consumo e Produção Responsáveis) e ODS 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima). As propriedades físico-químicas do biocarvão variam conforme as condições da pirólise, afetando sua porosidade, química superficial e pH. Assim, como etapa inicial da pesquisa produziu-se biocarvão em diferentes temperaturas (350 °C, 400 °C, 450 °C e 500 °C) e velocidade de aquecimento (1 °C.min?¹, 5 °C.min?¹, e 9 °C.min?¹). Ambas influenciaram no rendimento do biocarvão, sendo inversamente proporcionais. Análises físico-químicas iniciais mostraram que o aumento da temperatura aumenta a quantidade de carbono fixo presente no carvão, aumentando o poder calorífico superior, isto é, o potencial de geração de calor durante a queima. Ainda, diminui a densidade aparente do biocarvão: característica diretamente relacionada ao aumento do volume total de poros e, frequentemente, a diâmetros maiores de poros em sua estrutura, representando uma maior área superficial de adsorção; gera menos finos de carvão, por aumento da resistência mecânica, reduzindo desperdício de material na forma de poeira e aumentando resistência à degradação química e microbiana. Os próximos testes sobre as caracterizações físico-químicas do material visam compreender sua estrutura e potencial de interação com o contaminante, incluindo: a compreensão do arranjo das partículas e a sua porosidade física através da análise de volumes de água e ar, definição da carga da superfície, que atrai a forma aniônica do herbicida quando positiva, pela aferição do potencial hidrogeniônico (pH), da condutividade elétrica (CE) e do Ponto de Carga Zero (PCZ), e determinação da área superficial e tamanho de poros (BET), isto é, a quantificação dos sítios ativos e da estrutura porosa disponível para a fixação das moléculas. Ainda, aumentar-se-á a temperatura de pirólise, buscando a menor densidade de produção do biocarvão. Somente depois iniciam os testes de adsorção em batelada, que serão realizados para determinar o tempo de equilíbrio, a capacidade máxima e a eficiência de adsorção. O objetivo geral desses testes é estabelecer a velocidade de remoção e a carga máxima de poluente que o biocarvão pode suportar, permitindo projetar sistemas de tratamento de água eficazes.
Título do Evento
31ª Feira de Ciências do Colégio Militar de Curitiba
Cidade do Evento
Curitiba
Título dos Anais do Evento
Anais da 31ª Feira de Ciências do Colégio Militar de Curitiba
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

FRANCESCHINI, Melissa et al.. BIOCARVÃO DE ACÍCULA DE PINUS COMO ADSORVENTE PARA REMOÇÃO DE GLIFOSATO DE ÁGUA CONTAMINADA.. In: Anais da 31ª Feira de Ciências do Colégio Militar de Curitiba. Anais...Curitiba(PR) CMC, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/31-feira-de-ciencias-do-colegio-militar-de-curitiba-697308/1755141-BIOCARVAO-DE-ACICULA-DE-PINUS-COMO-ADSORVENTE-PARA-REMOCAO-DE-GLIFOSATO-DE-AGUA-CONTAMINADA. Acesso em: 06/10/2026

Trabalho

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